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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mostra Internacional de Cinema terá filmes acessíveis para pessoas com deficiência visual

De 1º a 4 de novembro, quatro sessões no CineSesc contarão com o recurso da audiodescrição. Iniciativa é fruto de parceria entre os organizadores da Mostra e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

da Redação
Pela primeira vez, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo dará ao público com deficiência visual a oportunidade de ter acesso ao conteúdo dos filmes em exibição. Neste ano, quatro sessões do CineSesc serão apresentadas com audiodescrição. Um recurso que não costuma ser oferecido em grandes festivais de cinema do mundo.
Os filmes serão exibidos em sessões regulares, com 50 pontos de audiodescrição disponíveis.
Na audiodescrição, um profissional especializado descreve à pessoa cega, por meio de fones de ouvido, as principais informações visuais do filme, permitindo que este espectador participe da experiência cinematográfica da melhor maneira possível. No caso de filmes legendados, o audiodescritor também faz a leitura dos diálogos.
Marcos Belizário, secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, diz que o objetivo da parceria é popularizar a utilização de ferramentas de inclusão e acesso aos bens culturais, como a tradução em Libras (para surdos), livros em braile, softwares leitores de telas e a própria audiodescrição. “A Mostra Internacional de Cinema é um dos principais eventos culturais da cidade e para nós é muito importante que ela se preocupe em incluir o público com deficiência”.
Confira a programação:
Dia 1º (segunda-feira) - 15h20
ARCADIA LOST, de Phedon Papamichael (90'). GRÉCIA. Indicado para 14 anos.
Dia 2 (terça-feira) – 16h
PROGRAMA AXN (148'). Indicado para 18 anos.
Dia 3 (quarta-feira) – 15h30
O PARAÍSO ELÉTRICO, de Michael Busch (208'). ALEMANHA. Livre.
Dia 4 (quinta-feira) – 16h
UM HOMEM QUE GRITA, de Mahamat Saleh Haroun (92'). FRANÇA, BÉLGICA, CHADE. Indicado para: 12 anos.

MOSTRA INCLUSIVA – 1º a 4 de novembro
CineSesc – Rua Augusta, 2.075 - Tel.: 3087-0500
Ingressos: R$ 7,00 (meia entrada) e R$ 14,00
Compra antecipada: www.ingresso.com
Disponíveis 50 pontos de audiodescrição por sessão

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Projeto prevê empréstimo de laptop para alunos da rede pública

OS PRIMEIROS BENEFICIADOS SERIAM ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL, DEPOIS DO MÉDIO E, POR ÚLTIMO, DO ENSINO SUPERIOR

Comentário SACIApesar de não ser direcionado aos deficientes, a Rede SACI entende que o projeto de lei prevê uma tecnologia que favoreceria, principalmente, o aluno com deficiência.

Murilo Souza
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7333/10, do deputado Eliseu Padilha, que obriga o governo federal a utilizar pelo menos 50% dos recursos do "Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações" (Fust) para a compra de computadores portáteis destinados a escolas públicas. Em 2009, o Fust arrecadou R$ 1,4 bilhão.
De acordo com a proposta, os computadores serão fornecidos (na forma de empréstimo) a todos os estudantes do ensino público fundamental, médio e superior, começando pelo fundamental e com atendimento à etapa seguinte somente quando estiver universalizada a anterior.
Segundo o autor, embora o preço dos computadores tenha baixado nos últimos anos, muitos estudantes ainda não dispõem de recursos suficientes para adquiri-los. "É necessária uma providência mais imediata e eficaz para que todos os estudantes brasileiros tenham rapidamente acesso a um computador", diz Padilha.
Para o deputado, um computador conectado à internet permite que professores e alunos desenvolvam uma habilidade relevante em nosso tempo: a capacidade de trabalhar de forma colaborativa. Ele afirma ainda que a falta de acesso a essas tecnologias limita o potencial de interação com o mundo moderno.
Dados do Censo Escolar 2009 do IBGE apontam que a rede pública de ensino abriga cerca de 45 milhões de estudantes, sendo 31,7 milhões no ensino fundamental, 8,3 milhões no ensino médio e 5 milhões no ensino superior.

10ª Campanha de Diabetes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP

Rede SACI
São Paulo - SP, 18/10/2010

NA PARTE DA MANHÃ SERÃO OFERECIDOS DE GRAÇA TESTES DE DIABETES E COLESTEROL, NA FCF-USP, DE 19 A 21 DE OUTUBRO

Prof. Dr. Jorge Mancini Filho
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo - USP tem o orgulho de convidá-lo a participar da 10ª Campanha de Diabetes!

A Campanha de Diabetes é um evento gratuito que acontece há 10 anos durante a Semana Universitária Paulista de Farmácia e Bioquímica, sob responsabilidade dos Profs. Drs. Mário Hirata e Rosário Hirata.

Na Campanha serão realizados testes rápidos de diabetes e colesterol (com aparelhos portáteis da Roche) como também serão oferecidas dicas e orientações. Além disso, há a distribuição de lanche ao final dos testes e folhetos informativos com o objetivo da prevenção do diabetes, promovendo a saúde da população.

Quem tiver interesse em participar da Campanha, basta comparecer em jejum de 12 horas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP), situada à Av. Professor Lineu Prestes, número 580, Cidade Universitária - São Paulo/SP, entre os dias 19 e 21 de outubro, das 8h00 às 12h00 horas.

Prof. Dr. Jorge Mancini Filho
Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas

O que pensam as crianças ouvintes a respeito da inclusão de crianças surdas no ensino regular

UM ESTUDO COMPARATIVO COM CRIANÇAS BRASILEIRAS DE UMA ESCOLA PÚBLICA E UMA ESCOLA PRIVADA

Beatriz Vargas Dorneles, Virginia Bedin, Isabel Cristina Peregrina Vasconcelos, Rosane da Conceição Vargas
Resumo:
O presente estudo investiga como crianças ouvintes descrevem a inserção de uma criança surda em uma sala de aula. Analisa-se a influência da classe social em relação à aceitação da criança surda pelas crianças ouvintes.
Participaram do estudo 144 crianças, de 3ª a 5ª séries, assim distribuídas: 76 de uma escola privada e 68 de uma escola pública, ambas pertencentes ao município de Porto Alegre, RS. A escola pública atende fundamentalmente às classes sociais de nível socioeconômico baixo, e a escola privada atende alunos de classe social predominantemente média e alta. Todos receberam a mesma tarefa: completar uma história que descrevia a reação de crianças ouvintes à inserção de uma nova colega surda na turma. O estudo demonstra que os alunos têm a intenção de realizar alguma forma de comunicação com a criança surda e de promover momentos de integração dentro e fora do ambiente de sala de aula, embora demonstrem um discurso, de certa forma, protetor em relação a esse sujeito que consideram não apto, mas ainda capaz de se comunicar.
Compreender como crianças ouvintes poderiam relacionar-se e incluir uma criança surda em sala de aula levanta possibilidades de novas formas de pensar a preparação de tais crianças para eventuais processos de inclusão. Reconhecer as idéias, sentimentos e formas de comunicação das crianças auxilia as instituições educacionais a investir em políticas de inclusão.

Acesse o texto completo pelo link (formato PDF): http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/viewFile/1405/1264

FUNDAÇÃO ITAÚ SOCIAL FAZ DOAÇÃO DE LIVROS INFANTIS GRATUITOS

Colaboradoras  da informação:
Telma Cristina
Hilária Malta

Fundação Itaú Social (programa Itaú criança) está distribuindo gratuitamente 1 kit composto de 4 livros de histórias infantis, visando o incentivo da leitura para crianças de até 6 anos.  
 
Não precisa ter conta no banco, apenas entrar no site e fazer o pedido...mas não pode demorar, pois a distribuição será feita enquanto durarem os estoques (cerca de 8 milhões de livros).
Inicio da distribuição a partir de 11/10/10.
Eles entregarão os livros pelo correio. 
 
Basta acessar: 
 
www.itau.com.br/lerfazcrescer     

Benefício às avessas

Pesquisa diz que baixo índice de mortalidade infantil "ilude" sistema básico de saúde, o que provoca aumento de deficientes


Gazeta de Ribeirão
SP, 15/10/2010

Maria Carolina Freitas
O baixo índice de mortalidade infantil alcançado pelo Brasil nos últimos dez anos é responsável pelo aumento no número de crianças portadoras de deficiências. É o que indicam pesquisas realizadas nas Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Batatais, Altinópolis, Serrana e Limeira pelo médico geneticista e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) João Monteiro de Pina Neto. Ele afirma também que o Brasil está passando por um "boom" de nascimento de crianças com deficiências.
Segundo o médico, o baixo índice de mortalidade é responsável pelo crescimento do número de pessoas com deficiência porque o sistema de saúde brasileiro não o relaciona com a prevenção para uma gravidez saudável para a mãe e filho. A principal crítica do médico é com relação ao sistema de saúde básica. " Cerca de 45% das crianças que nascem com alguma deficiência poderiam ter sido diagnosticadas antes, se o pré-natal fosse de melhor qualidade."
No Brasil são realizados por ano 3 milhões de partos, e segundo dados do último Censo, existem no País 24,6 milhões de portadores de deficiência, ou seja, 14,48% da população. Em Ribeirão, 9,95% da população tem algum tipo de deficiência, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - 53,8 mil pessoas, ao todo.
Atualmente, a taxa de mortalidade registrada em Ribeirão é de 8,7 óbitos por cada mil crianças nascidas vivas. O valor é quase o mesmo do registrado nos Estados Unidos, por exemplo, que está entre 5 e 7 óbitos por mil crianças nascidas. Entretanto, o médico diz que a conquista não pode ser comparada. "A grande diferença está que lá (nos EUA) o número diminuiu acompanhado da prevenção. O pré-natal, o perinatal e o pós-natal são feitos e os pacientes recebem os cuidados necessários."
Solange Mathias Pereira, 44, é mãe de Iasmim, 5 anos, portadora de Síndrome de Down. A mãe diz que fez o pré-natal, mas que a doença não foi diagnosticada pelo médico. Solange já era mãe de três crianças e teve Iasmim com 37 anos. "A gente fica perdido, porque não sabe lidar com a situação, mas ela me surpreende sempre", afirmou.
União diz que pré-natal cresce
Em nota, o Ministério da Saúde informou que cada vez mais brasileiras fazem os exames pré-natal. Em 2009, foram realizadas 19,4 milhões de consultas do tipo - aumento de 125% em relação a 2003. "A ampliação ao acesso do pré-natal, o crescimento da atuação das equipes de Saúde da Família e a melhora da infraestrutura hospitalar foram fatores importantes para que houvesse queda na mortalidade materna no País", diz. Sobre a mortalidade infantil, o ministério disse que tem focado sua atuação para a redução da mortalidade neonatal por meio de medidas como a ampliação do acesso ao pré-natal, o aumento do número de leitos de UTI neonatal, entre outras medidas.
Coleta gera reclamações
O secretário municipal da Saúde, Stênio Miranda, disse que a correlação feita pelo médico precisa ser "melhor consolidada" e que o País avançou muito no serviço de saúde básica. "Em Ribeirão o programa de pré-natal realiza todos os exames preventivos e em 80% das gestantes cumpre o número mínimo de consultas, que são seis", disse. Além das consultas de pré-natal, Miranda diz que o município tem um programa de vacinação eficiente, assim como de amamentação. Entretanto, o médico afirma que a realização na cidade de um estudo como o do médico é "muito bom". "Acho importante conhecer as causas das deficiências, porque há aquelas que podem ser evitadas".

COMO ENSINAR ÓPTICA PARA ALUNOS CEGOS OU COM BAIXA VISÃO?

Revista Física na Escola, v. 9, n. 1, 2008

Neste artigo abordamos o ensino de óptica para alunos com deficiência visual (alunos cegos de nascimento, que perderam a visão ao longo da vida ou com baixa visão). Para tanto, apresentamos sete artefatos tátil-visuais: (1) como ocorre a visão, (2) raio de luz, (3) reflexão regular, (4) refração da luz, (5) dispersão da luz,
(6) câmara escura de orifício, e (7) espelhos côncavos e convexos. Os artefatos são táteis e visuais por dois motivos: (a) facilitar a comunicação entre o professor, os alunos videntes e os com deficiência visual, e (b) o professor pode utilizar os artefatos para o ensino dos alunos videntes. É importante lembrar que com a educação inclusiva a sala de aula deve organizarse para atender as necessidades educacionais de todos os alunos. Esperamos, com este artigo, contribuir para que esse objetivo seja atingido.




AUTORES:
Eder Pires de Camargo
Departamento de Física e Química, Faculdade de Engenharia, Universidade Estadual Paulista, Ilha Solteira, SP, Brasil
E-mail: camargoep@dfq.feis.unesp.br

Roberto Nardi
Departamento de Educação, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista, Bauru, SP, Brasil
E-mail: nardi@fc.unesp.br

Paulo Roberto Pires Maciel Filho
Colégio Batista Brasileiro de Bauru, Bauru, SP, Brasil
E-mail: maciel@fc.unesp.br

Débora Renata Vieira de Almeida
Escola Estadual Matilde Vieira, Avaré, SP, Brasil
E-mail: física_unesp@yahoo.com.br