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segunda-feira, 28 de março de 2011

Crianças com gagueira sofrem mais com o bullying

Expresso MT
Cuiabá - MT, 11/03/2011

Uma nova pesquisa publicada por uma universidade americana aponta que os eventos de bullying contra crianças gagas impactam mais na sensação de ansiedade do que a própria gagueira – um problema de fluência da fala amplamente conhecido

da Redação
“Técnicas que ajudam essas crianças a lidar com a gagueira podem não dar conta de todo o problema, pois o impacto emocional pode vir de outras fontes”, explica Willian Murphy, pesquisador da Universidade de Purdue. “Mesmo as crianças que trabalham suas emoções em terapias podem continuar a sentir os efeitos negativos dessas provocações na escola na idade adulta. A habilidade verbal comprometida mesmo depois de velhos pode ter raízes nas situações embaraçosas criadas pela gagueira na infância e amplificadas pelo bullying.”

Murphy também trabalhou com outros dois pesquisadores – Scott Yaruss, da Universidade de Pittsburgh, Robert Quesal e Nina Reardon, da Universidade de Western Illinois – e publicou um livro sobre o tema.

Nos EUA, as escolas são as responsáveis pelas terapias para ensinar as crianças a lidar com a gagueira. “Entretanto, essas crianças podem não receber o melhor tratamento possível e, fora isso, as crianças com níveis de ansiedade mais altos podem não ter sido identificadas adequadamente, pois as terapias são desenhadas para atender a grupos amplos, onde a individualidade muitas vezes pode não estar sendo observada”, diz Murphy.

Nesse ponto, os pais e cuidadores precisam conversar com seus filhos sobre o bullying e ensiná-los a lidar com as situações de violência verbal. Entre as estratégias para lidar com o bullying está ter um grupo de bons amigos que possam auxiliar essas crianças a se sentirem mais protegidas e mesmo se sentarem mais próximos dos professores, para evitar serem alvos de ataques durante a aula.

“Os pais muitas vezes cometem o erro de achar que as crianças devem ignorar os bullyes – indivíduos que cometem o bullying – ou então enfrentá-los fisicamente. As crianças não conseguem ignorar algo que as incomoda. E brigar não resolve o problema da forma mais adequada, além de levar a maiores problemas no futuro”, explica o pesquisador.

Problema não pode ser minimizado
Para o especialista, os professores também precisam estar preparados para falar sobre o assunto de forma adequada, lembrando inclusive que figuras históricas tinham gagueira (incluindo cantores e atores). Mas o problema não pode ser simplificado.

“Todo mundo reconhece a gagueira e a maioria das pessoas acha que sabe como curá-la. Parece fácil, afinal é só ‘a pessoa relaxar’. Mas não é bem assim que a gagueira funciona”, aponta Murphy.

A gagueira é uma combinação complexa de fatores biológicos e emocionais. Ela só pode ser diagnosticada com um maior nível de certeza após praticamente seis meses de acompanhamento. O histórico familiar ainda não é um fator determinante claro, mas sabe-se que meninos desenvolvem mais o problema do que as meninas. E, de acordo com dados americanos, aproximadamente 70% dos casos de gagueira na idade pré-escolar são superados antes das crianças terem idade para entrar na escola. Já com crianças mais velhas e adolescentes, as chances do problema de fluência acompanhá-los até a idade adulta é mais alto.

Será que a minha filha é disléxica?

Educare PT
Portugal, 11/03/2011

A confusão que gira à volta do termo dislexia é tão elevada que por vezes não é fácil chegar a um consenso

Adriana Campos
"Eu tenho uma filha de 8 anos de idade e foi-lhe detetada dislexia. Contudo a professora não admite nem acredita que a criança sofra desta dificuldade de aprendizagem. Gostaria que me ajudassem, isto é, gostaria que me dissessem a partir de que idade se pode detetar a dislexia."

Antes de responder à questão colocada, é importante fazer algumas considerações, algumas delas "politicamente incorretas ". O elevado número de crianças que apresentam relatórios com diagnóstico de dislexia poderá justificar a atitude de rejeição da professora aqui referida. Muitos destes relatórios levantam imensas dúvidas e levam a suspeitar que quem avaliou as crianças não teve em consideração todos os critérios necessários para que o diagnóstico fosse efetivamente rigoroso. As informações transmitidas por esta mãe são tão reduzidas que apenas é possível levantar questões relacionadas com as muitas situações com que sou confrontada no dia a dia.

A confusão que gira à volta do termo dislexia é tão elevada que por vezes não é fácil chegar a um consenso. Para que se possa falar em dislexia, é necessária a existência de um problema neurológico que provoque uma dificuldade duradoura na aprendizagem da leitura, em crianças com capacidade intelectual normal ou acima da média para a faixa etária, escolarizadas e sem qualquer perturbação sensorial e psíquica. Face a isto, vamos analisar várias hipóteses.

Consideremos uma criança exposta a um contexto de grande violência no seio da família: se apresentar dificuldades de aprendizagem nos primeiros anos de escolaridade será disléxica ou não conseguiu fazer a aprendizagem da leitura pelo facto de emocionalmente não existirem condições para tal? Um aluno não aprendeu devidamente o mecanismo de leitura porque é disléxico ou porque apresenta défice cognitivo ou alguma perturbação sensorial? Uma criança é disléxica ou a mudança frequente de professora e de método nos primeiros anos de escolaridade não facilitou o processo de aprendizagem da leitura?

Com todas estas questões quero apenas demonstrar que o diagnóstico de dislexia não pode ser feito sem um cuidadoso e minucioso estudo da situação. Parece-me que este estudo aprofundado nem sempre é feito e, por isso, há tanta desconfiança em relação ao diagnóstico "disléxico(a)". Quando a escola receciona relatórios de um determinado técnico que apresenta quase sempre o mesmo texto, em que quase só o nome da criança é alterado, é normal que a desconfiança surja...

Desconheço os motivos do desacordo entre esta mãe e esta professora, mas parece-me que seria importante haver uma reunião alargada, em que o técnico que avaliou a criança também estivesse presente, para esclarecer melhor a situação.

Nesta questão da dislexia surge geralmente um problema adicional. Os pais cujos filhos têm dificuldades de leitura gostariam de contar com mais apoio ao nível escolar, nomeadamente de um apoio efetivo de técnicos especializados neste âmbito. O que acontece é que o número de professores da educação especial escasseia e por vezes não são suficientes para acudir a este tipo de situações.

Ainda quanto à pergunta colocada por esta mãe, segundo vários autores, não se pode fazer um diagnóstico definitivo de dislexia antes dos 7 anos, ou antes de pelo menos um ou dois anos de aprendizagem escolar, pois antes de estarem reunidas estas condições certos erros são bastante frequentes.

Quando uma criança é considerada disléxica isso significa que apresenta dificuldades no âmbito da leitura. Quando existem problemas desse tipo, independentemente de haver ou não acordo relativamente ao diagnóstico, o importante é identificar as dificuldades específicas daquela criança e trabalhá-las. Discutir eternamente o diagnóstico não conduzirá certamente à solução do problema.

Imagem compara cérebro saudável a outro com Alzheimer

Folha de S.Paulo
São Paulo - SP, 14/03/2011

Imagem faz parte da campanha mundial Brain Awareness Week (BAW) que visa sensibilizar o público sobre os progressos e benefícios das pesquisas sobre o cérebro

da Redação

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Imagem compara o hemisfério de um cérebro saudável (à esquerda) ao de uma pessoa que sofre de Alzheimer


A campanha mundial Brain Awareness Week (BAW) divulgou nesta segunda-feira uma imagem que compara o hemisfério de um cérebro saudável ao hemisfério do cérebro de uma pessoa que sofre de Alzheimer.

A foto foi divulgada pela unidade morfológica de psicopatologia da divisão de neuropsiquiatria do Hospital Universitário Idee Belle, em Chêne-Bourg, próximo a Genebra, na Suíça. A unidade estoca mais de 11.000 cérebros humanos desde o começo do século 20, destinados à educação e pesquisas.

A campanha, que acontece entre 14 e 18 de março, tem como objetivo sensibilizar o público sobre os progressos e benefícios das pesquisas sobre o cérebro.

Realizada desde 2008, a BAW reúne universidades, hospitais, grupos de pacientes, órgãos públicos, escolas, organizações de serviços e associações profissionais em todo o mundo durante uma semana.

Tecnologia ajuda o desenvolvimento de crianças com autismo

Inclusive
24/03/2011

A criação de brinquedos educativos é um dos pontos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Tecnologia

Pablo Peixoto
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), através da sua área de Gestão da Produção, atua em projetos visando a inclusão de crianças autistas na Rede Pública de Ensino. Essas iniciativas provam que, através do diagnóstico precoce aliado a tecnologias educacionais específicas, a qualidade de vida dessas crianças pode ser melhorada .

A criação de brinquedos educativos é um dos pontos desenvolvidos pelo INT voltado aos alunos com autismo, realizados pela área de Gestão da Produção junto com a área de Desenho Industrial, responsável pelo design de cada peça. As cores, formas, texturas, movimentos, sequências lógicas, múltiplas linguagens, sons e materiais facilitam a ativação do sistema perceptivo-motor da criança com autismo, explica o tecnologista Saul Mizrahi, doutor em engenharia de produção, com foco na gestão estratégica multicultural aplicada a instituições de ensino.

Segundo o site do Ministério da Ciência e Tecnologia , além dos professores, o projeto abrange a capacitação de psicomotricistas, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos e familiares dos alunos com autismo. A troca de experiências e a orientação multidisciplinar envolvem desde a higiene pessoal até os estímulos para a comunicação, descreve Mizrahi.

Anvisa define que Talidomida tenha na caixa foto de criança deficiente

G1
São Paulo - SP, 25/03/2011

Remédio pode provocar má formação do feto se consumido na gravidez. Notificação de reações adversas passa a ser obrigatória

da Redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (24) uma resolução que determina que a embalagem da Talidomida tenha a foto de uma criança com deficiência física provocada pelo produto. O remédio, que pode provocar má formação do feto quando consumido durante a gravidez, é usado no tratamento contra lúpus, hanseníase, entre outras doenças.

O objetivo da medida é evitar que crianças sejam vítimas do uso indevido do medicamento por mulheres grávidas e aumentar o controle sobre a substância. Além da embalagem, o cartucho e o folheto com explicações para os médicos também terão a imagem de crianças que sofreram os efeitos da substância.
Outra determinação feita pela Anvisa é que passe a ser obrigatória a notificação de reações adversas causadas pelo uso do produto.

A Vigilância Sanitária de cada estado ficará responsável por fornecer aos médicos todas as receitas para a prescrição da Talidomida. De acordo com a Anvisa, a mudança vai permitir mais controle sobre a entrega do medicamento aos usuários.

As novas regras devem entrar em vigor em três meses. Segundo a Anvisa, a Talidomida não é vendida em farmácias, mas distribuída aos pacientes pelo Sistema Único de Saúde.

Estudante surda aprovada em vestibular não recebe apoio da Faculdade de Tecnologia e Ciência

Entidade que mantém a FTC é acionada pelo MP
Jus Brasil
25/03/2011
Victor Carvalho
O Ministério Público (MP) estadual acionou a Instituto Mantenedor de Ensino Superior da Bahia, entidade a qual mantém a Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). O objetivo do Parquet estadual é justamente garantir que uma estudante do curso de Fisioterapia, em Vitória da Conquista, seja auxiliada por um intérprete de líbras. A citada estudante foi aprovada em vestibular em razão das vagas reservadas a deficientes em geral.
Deficiente auditiva, de acordo com o MP, a faculdade viria desrespeitando seus direitos desde o momento de sua aprovação no exame introdutório. Se deferida a ação civil, que possui um pedido de antecipação de tutela, a faculdade deve arcar com os custos da contratação de intérprete para os alunos deficientes auditivos. O Parquet também planeja um ressarcimento retroativo à estudante: aulas de reposição e reforço das disciplinas por si cursadas, bem como a devida substituição das provas já realizadas por exames propriamente adaptados às suas necessidades.

O Decreto 3.298/99, o qual vem regulamentar a Lei nº 7.853/89, instituiu a chamada Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Tal determina em seu art. 27: as instituições de ensino superior deverão oferecer adaptações de provas e os apoios necessários, previamente solicitados pelo aluno portador de deficiência, inclusive tempo adicional para realização das provas, conforme as características da deficiência. Outro agravante se encontra justamente no cadastro da instituição junto ao Ministério da Educação, o qual exige que seja apresentado um plano de promoção de acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência. No caso específico da citada aluna, a FTC teria chegado, segundo o órgão acusatório, a retirar algumas matérias do currículo da estudante, por considerar que tais seriam por demais difíceis para ela.

Seduc promove curso de capacitação focado na inclusão digital de deficientes visuais

Seduc promove curso de capacitação focado na inclusão digital de deficientes visuais

26/03/2011 09h26

Muito se fala, atualmente, em inclusão digital. Entretanto, para que ela se aproxime de uma plenitude prática, há determinados públicos que não podem ser deixado de lado; os deficientes visuais integram um deles. Consciente das maiores dificuldades que estes portadores de necessidades especiais encontram para fazer uso da internet, a Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc), por meio da Diretoria de Inclusão, realiza, entre os dias 28 de março e 1º de abril, em Palmas, o Curso Básico em Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco em Informática Básica, Transcrição Informatizada Braille e nos programas Mecdaisy e Dosvox.

Dividido em duas etapas, o curso é oferecido aos professores das redes estaduais de ensino atuantes nas Salas de Recursos Multifuncionais, aos formadores de Ensino Especial e aos técnicos da Diretoria de Inclusão. A primeira fase, que se inicia nesta próxima segunda-feira, 28, terá 20 horas-aula, sendo 12 delas teóricas e oito práticas. Já a última etapa, prevista para outubro, contará com a mesma dinâmica. No total, o curso vai oferecer 40 horas-aulas de conteúdos.

Segundo a diretora de inclusão da Seduc, Maria Lindoraci Saraiva Sobral, a partir da capacitação inicial dos professores e técnicos, as práticas de inclusão digital de deficientes visuais poderão ser disseminadas e ampliadas em diversos ambientes. “Esta é a primeira vez que ocorre um curso destes por aqui, mesmo assim, a procura por ele foi muito grande. É natural que pessoas cegas ou com maiores dificuldades visuais sintam um desejo forte de poderem se comunicar pela internet também. Com as capacitações, vamos promover a inclusão de nossos alunos, já que os professores e técnicos servirão de multiplicadores, seja aqui, em Palmas, ou nas 13 regionais de ensino do Estado. Além disto, esta inclusão não vai se limitar ao ambiente escolar, pois, certamente, a própria comunidade terá acesso a informações que poderão ajudá-la”, destaca Lindoraci.

Mecdaisy e Dosvox

Desenvolvidos pelo Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ambos os programas são utilizados para converter textos em áudio, na língua portuguesa, facilitando, assim, a inclusão digital dos portadores de deficiência visual.

Tanto o Mecdaisy, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), como o Dosvox estão disponibilizados para download gratuito na internet, respectivamente, nos seguintes sites: http://relink.ws/dVcb e http://relink.ws/eVcb. (Ascom Seduc / Marcus Mesquita)v