CONTATO: olhares.especiais.inclusao@gmail.com

terça-feira, 29 de março de 2011

Curso de formação em Audiodescrição

Boletim RINAM
São Paulo - SP, 22/03/2011

O curso “Formação em Audiodescrição: Roteiro e Produção” tem como objetivo formar profissionais para atuar e desenvolver audiodescrição em produtos culturais e de comunicação

da Redação
O curso “Formação em Audiodescrição: Roteiro e Produção”, desenvolvido pela Museus Acessíveis em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, tem como objetivo formar profissionais para atuar e desenvolver audiodescrição em produtos culturais e de comunicação, resultando na inclusão cultural das pessoas com deficiência visual.

A audiodescrição garante a inclusão das pessoas com deficiencia visual em eventos, cinema, espetáculos de teatro, óperas, exposições culturais e de artes. É um recurso que descreve o ambiente e imagens, transformando as imagens visuais em informações verbais descritivas.

O curso será composto por aulas teóricas e atividades práticas sobre as diferentes modalidades de audiodescrição e suas especificidades como: eventos presenciais, cinema, publicidade, produtos editoriais, exposições e outros.

A coordenação e aulas prático-teóricas são de responsabilidade de Viviane Sarraf e também contamos com convidados especiais representando o público alvo da audiodescrição e os profissionais que estão atuando na área.

Serviço
Carga Horária: 40 horas presencial e a distância
Local: Auditório da Fundação Dorina Nowill para Cegos
Data: 02, 09, 16, 23 e 30 de Maio de 2011
Horário: 9h às 12h – Palestras e aulas teóricas.
13h às 15h – Avaliação de Trabalhos e orientações
15h às 17h – Espaço Aberto
Público Alvo: Profissionais e estudantes das áreas de comunicação, tradução, educação, cultura, artes, museus, produção cultural e interessados.
Taxa de inscrição: R$ 380,00 e R$ 320,00 para estudantes e professores com comprovante.
Benefícios: Certificado e apostila em arquivos digitais.
Local: Auditório da Fundação Dorina Nowill para Cegos
Rua Dr. Diogo de Faria, 558 – Vila Clementino – São Paulo – SP (próximo ao Metrô Santa Cruz)
Inscrições pelo e-mail: viviane.sarraf@fundacaodorina.org.br

Contato: (11) 5087-0999 ramal 0955 – às segundas e quintas-feiras pela manhã.
Participação Docente:
Regina Fátima Oliveira – Coordenadora da Revisão Braille da FDNC,
Maria Regina Lopes – Assistente Social - FDNC
Antonio Carlos Grandi – Diretor e Coordenador dos Cursos de Informática - FDNC
Palestrantes e temas:
Edson Defendi - FDNC – A pessoa com deficiência visual e a audiodescrição
Susi Maluf - FDNC – Audiodescrição – Processo de produção de produtos audiodescritos.
Lúcia Maria e Marcelo Sanches (ledores) – Da leitura de Livros Falados à Audiodescrição: mudanças e características.
Eliana Franco – Coordenadora do TRAMADAN - UFBA - Pesquisas em Audiodescrição e contribuições para o desenvolvimento da área no Brasil.

ONGs de São Paulo fazem processo seletivo para escolher os voluntários

G1
São Paulo - SP, 28/03/2011

Mais de três mil candidatos estão esperando uma vaga, para ser voluntário em uma organização não governamental de São Paulo. Não basta querer ser voluntário, o candidato precisa enfrentar entrevistas e até fazer provas

da Redação
O trabalho voluntário está cada dia mais concorrido. Em única ONG de São Paulo, quase quatro mil candidatos estão numa lista de espera.

Hoje, não basta vontade. Para ser candidatar a uma vaga a pessoa precisa passar por provas, cumprir horários e até formação na área que vai trabalhar.

Maria Cristina lê em voz alta para que a deficiente visual confira se o texto em braile está correto.

A bancária aposentada é voluntária na ONG Dorina Nowill ajudando na revisão de livros para cegos. Maria Cristina precisa ficar quatros horas por semana na ONG.

“É saber se a transcrição do livro em tinta está exatamente correto, ou seja, pontuação, grafia”, explica Maria Cristina Quintino de Araújo, voluntária.

Para ser voluntário na fundação é preciso mais do que boa vontade. “Saber explicar para mim, se for uma figura, explicar como está em tinta e ter paciência com leitura”, conta Maria Helena Pereira Da Silva Araújo, revisora de livro em braile.

Livros e revistas são gravados em cd por profissionais contratados. O mesmo trabalho pode ser feito por voluntários em casa e no computador.

Susi conta que de 40 candidatos inscritos, apenas oito passam no processo seletivo. Poucos continuam. “Vem que não tem tempo, vem que não era exatamente o que elas estavam pensando e comprometimento realmente de continuar a leitura acaba se perdendo um pouco”, revela Susi Maluf, da Fundação Dorina Nowill.

O que é preciso para ser um voluntário? Na maioria das ONGs, a pessoa tem que ter no mínimo 18 anos; dedicar um número de horas que a ONG estipular; não pode faltar e é preciso ter compromisso.

Algumas ONGs exigem formação na área que o voluntário vai atuar. Outras oferecem treinamentos.

Três mil e 500 pessoas estão na lista de espera para fazer parte do programa doutores cidadãos, mas antes de se caracterizar e levar alegria a hospitais e asilos, os interessados precisam passar por um treinamento intenso e por um processo de seleção rigoroso.

Só é aceito o voluntário que conseguir realizar 12 tarefas. Abraçar quem você não conhece é um dos passos. É preciso ainda doar sangue, pesquisar sobre o trabalho dos políticos em quem você votou e arrecadar material para doação.

O método serve para selecionar os candidatos e ao mesmo tempo permitir que eles exercitem o voluntariado enquanto aguardam por uma vaga no curso de formação.

“Nós fazemos o possível para que ele se torne um voluntário. Não importa se é conosco, com outro. Isso não é problema. Não é o mais importante. O mais importante é essa pessoa se conscientizar de que o trabalho voluntário pode mudar o mundo”, explica Roberto Ravagnani, da ONG Canto Cidadão.

O operador de bolsa de valores Marcelo foi aprovado e percorre os hospitais distribuindo bom humor. “Estamos sempre presos no nosso mundo. Aí quando você vem ao hospital, ver que tem pessoas necessidades, passando dificuldades. É muito gratificante pode levar um pouquinho de alegria para essas pessoas”, diz Marcelo Oya, voluntário.

Mais informações:

Delegação mogiana é vice-campeã dos Jogos Paulistas 2011

Lista de e-mails
Mogi das Cruzes - SP, 29/03/2011

Evento foi realizado na Associação Paulista de Desporto para Cegos

Hélio Rong Júnior
A Delegação Paraolímpica retornou dos I Jogos Paulista 2011 com a Taça de Vice-Campeã Geral.O Evento foi realizado pela Federação Desporto para Cegos- FPDC no período de 25 a 27 de Mogiana Paulista de março na Cidade de Taubaté e contou com a participação de 14 Cidades do Estado de São Paulo e um contingente de 350 Paraatlétas em seis modalidades que serão disputadas em três etapas: Judô, Natação, Atletismo, Goalball, Fut. 5 e Xadrez, todos adaptados para atender ao segmento da pessoa com baixa visão e cega.

Menino autista que tem Q.I. superior a Einstein desenvolve sua própria teoria da relatividade

Jacob Barnett tem apenas 12 anos e já está tão avançado nos estudos que seus professores o direcionaram para o doutorado

da Redação
Com apenas 12 anos, e um QI de 170 – superior a Albert Einstein – , o americano Jacob Barnett está tão avançado em seus estudos na Universidade de Indiana (EUA) que os professores estão o direcionando para uma função de pesquisa de doutorado. O menino, que aprendeu sozinho cálculos, álgebra, geometria e trigonometria em uma semana, agora ajuda seus colegas da faculdade depois das aulas.

Jacob, que foi diagnosticado com síndrome de Asperger, uma classificação dentro do espectro autista em que muitos têm essa habilidade especial, lançou o seu projeto mais ambicioso: ele está desenvolvendo uma versão expandida da teoria da relatividade de Einstein.

Sua mãe, sem ter certeza se o filho estava falando bobagem ou genialidade, enviou um vídeo com a sua teoria para o renomado Institute for Advanced Study, perto da Princeton University, nos Estados Unidos. Segundo o jornal norte-americano Indy Star, um e-mail enviado por um professor de astrofísica do instituto confirmou a autenticidade da teoria de Jake. “Estou impressionado com o seu interesse pela física e o quanto ele aprendeu até agora. A teoria em que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica. Quem os resolve estará no caminho para o Prêmio Nobel”, disse Scott Tremaine.
Com apenas 12 anos, e um QI de 170 – superior a Albert Einstein - , o americano Jacob Barnett está tão avançado em seus estudos na Universidade de Indiana (EUA) que os professores estão o direcionando para uma função de pesquisa de doutorado. O menino, que aprendeu sozinho cálculos, álgebra, geometria e trigonometria em uma semana, agora ajuda seus colegas da faculdade depois das aulas.

Jacob, que foi diagnosticado com síndrome de Asperger, uma classificação dentro do espectro autista em que muitos têm essa habilidade especial, lançou o seu projeto mais ambicioso: ele está desenvolvendo uma versão expandida da teoria da relatividade de Einstein.

Sua mãe, sem ter certeza se o filho estava falando bobagem ou genialidade, enviou um vídeo com a sua teoria para o renomado Institute for Advanced Study, perto da Princeton University, nos Estados Unidos. Segundo o jornal norte-americano Indy Star, um e-mail enviado por um professor de astrofísica do instituto confirmou a autenticidade da teoria de Jake. “Estou impressionado com o seu interesse pela física e o quanto ele aprendeu até agora. A teoria em que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica. Quem os resolve estará no caminho para o Prêmio Nobel”, disse Scott Tremaine.

Acessibilidade digital e treinamento

Microsoft libera treinamento e recursos on-line para acessibilidade

da Redação
A Microsoft Corp. anuncia hoje a disponibilidade imediata do Microsoft Accessibility Tools & Training, pacote de cursos de treinamento, ferramentas e outros recursos de acessibilidade gratuitos on-line para ajudar os desenvolvedores do mundo todo a criar produtos, serviços e sites de tecnologia acessíveis a pessoas com deficiências e permitir que líderes de negócios tomem mais decisões estratégicas de tecnologia.

A Microsoft fez o anúncio na 26ª conferência anual International Technology and Persons with Disabilities, organizada pela California State University, Northridge (CSUN). A conferência anual da CSUN une a comunidade de acessibilidade para compartilhar melhores práticas e descobrir produtos e soluções de acessibilidade novos e emergentes.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Deficiência Visual associada à Deficiência Múltipla é tema de Seminário na Secretaria

O evento contou com a participação de 600 inscritos, com e sem deficiência, entre profissionais e estudantes das áreas da saúde e educação

da Assessoria de Imprensa
No dia 22, a Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, com o apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Imprensa Oficial do Estado, realizou o I Seminário: "Deficiência Visual Associada à Deficiência Múltipla: encarando desafios e construindo possibilidades".

O evento contou com a participação de mais de 600 inscritos, com e sem deficiência. O Seminário foi destinado a profissionais e estudantes das áreas de habilitação e reabilitação, pedagogia, terapia ocupacional, psicologia, educação física, fonoaudiologia, fisioterapia, serviço social e da múltipla deficiência.

A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, fez a abertura e declarou que São Paulo se destaca nas questões que envolvem a pessoa com deficiência. "Nós queremos um Brasil capaz de acolher todos. Uma sociedade que possa buscar soluções e estratégias para materializar a inclusão social. A inclusão a partir da educação supera tudo no país. Supera todos os limites, com passos firmes em direção a construção de uma sociedade devidamente democrática e justa. Não existe outro caminho para a liberdade a não ser a educação, e sem liberdade não existe democracia. A educação liberta, a educação nos dá oportunidade de transmitir, pensar e escolher".

A Secretária destacou que o evento reúne profissionais que se debruçam em uma importante questão: a inclusão social de pessoas com deficiência a partir da Educação. "É a garantia de que o desejo de construção, de um conhecimento capaz de fazer a transformação da sociedade vai passando em nossas vidas, vai ao encontro de novas soluções. Nós temos que ser incansáveis no quesito criatividade. Buscar novas estratégias, mais tecnologias, para que possamos atingir esse universo de 29 milhões de pessoas com deficiência, que precisam ter ocupação e oportunidades materializadas a partir dos caminhos da educação.

Todos nós temos que ter a educação como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social. Sabemos que a partir de eventos como este, temos mais discernimento e, portanto, mais oportunidade para levar para os nossos alunos, para os nossos usuários, novas perspectivas e novas oportunidades". Ela destacou, ainda, que a palavra "inovação" vai se colocando dentro do cenário das políticas pública como uma rotina. "A partir de parcerias com entidades da sociedade civil, encontrando novos caminhos e buscando formas para incentivar o compromisso de garantir a inclusão de todas as pessoas, com e sem deficiência."

Na ocasião, foi lançado o livro "Deficiência Visual Associada à Deficiência Múltipla e o Atendimento Educacional Especializado: Encarando Desafios e Construindo Possibilidades", organizado por Mara Siaulys, Eliana Ormelezi e Maria Emília Briant.

Shopping punido por impedir entrada de cliente com cão-guia

A Notícia
Caxias do Sul - RS, 10/03/2011

Justiça condenou Shopping Center Iguatemi Caxias a pagar multa por danos morais

da Redação
A Justiça Estadual condenou o Shopping Center Iguatemi Caxias a indenizar em R$ 12,4 mil por dano moral deficiente visual que foi impedido de ingressar com seu cão-guia nas dependências do estabelecimento. Por unanimidade, os integrantes da 6ª Câmara Cível mantiveram a sentença proferida em 1ª instância pela Juíza de Direito Dulce Ana Gomes Oppitz, da Comarca de Caxias do Sul.

O autor é portador de deficiência visual e em outubro de 2003 adquiriu um cão-guia para se locomover sozinho. Em setembro do ano seguinte, deslocou-se com a família e seu cão-guia da cidade de Bento Gonçalves até Caxias do Sul para lanchar no Shopping Iguatemi, mas seguranças o impediram de ingressar no local sob a alegação de que seu cão-guia não poderia adentrar no estabelecimento.
Acrescentou que mesmo tendo em mãos a Lei Estadual nº. 11.739/02, a qual autoriza a locomoção de deficientes visuais em local público ou em qualquer estabelecimento comercial, sua entrada não foi permitida, tendo o segurança alegado ser proibido o ingresso de cães no interior do local por se tratar de condomínio particular. Aduziu que o chefe segurança se recusou a chamar o administrador do Shopping para resolver o assunto, sendo o fato presenciado por várias pessoas que transitavam pelo local.

Referiu que, após o ocorrido, dirigiu-se até uma Delegacia de Polícia, onde o inspetor que se encontrava de plantão se recusou a lavrar ocorrência, mas fez contatos com o Shopping depois que o autor mostrou-lhe a Lei nº. 11.739, sendo que a Administração do estabelecimento acabou por autorizar a entrada do autor acompanhado do seu cão-guia. Aduziu que por não haver mais clima para o passeio, e por estar avançada a hora, não retornou ao local. Sustentou que o réu causou lesão ao seu direito, que está amparado na Lei nº. 11.739/02 e no art. 5º da Constituição Federal.