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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Deputada Mara Gabrilli requer informações do Ministro da Educação

Sex, 01 de Abril de 2011 20:46

Deputada Mara Gabrilli requer informações do Ministro da Educação

Diante da mobilização da sociedade civil contrária a um eventual plano de alteração no perfil das atividades ofertadas pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e Instituto Benjamin Constant (IBC), Mara Gabrilli solicita esclarecimentos e informações por escrito ao Ministro da Educação
 

Em 30 de março, a deputada Mara Gabrilli, em atenção ao pedido de apoio da comunidade surda de São Paulo em defesa da manutenção dos serviços prestados pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), protocolou o Oficio 012/2011 expedido por seu gabinete para o Ministro da Educação Fernando Haddad solicitando informações.

Mara pediu esclarecimentos indagando se haveria um plano do Governo Federal para alteração no perfil das atividades ofertadas pelo INES e, também do Instituto Benjamin Constant (IBC) e, especificamente, se haveria a intenção em encerrar as atividades do Colégio de Aplicação dos órgãos. Também questionou qual seria o impacto para as duas instituições do contingenciamento orçamentário empreendido pela equipe econômica do Governo Federal.

O INES e o IBC são Centros Nacionais de Referência, o primeiro na área da surdez e o segundo para deficiência visual, inclusive com imprensa braile, que subsidiam a política nacional de educação em suas áreas de atuação e promovem capacitação, estudos e pesquisas. Ambos têm sede no Rio de Janeiro, mais de cem anos de história, e são órgãos vinculados ao MEC ao lado de outros como o Conselho Nacional de Educação e o INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

A deputada também preparou um documento de Requerimento de Informações solicitando informações escritas ao Senhor Ministro da Educação. De acordo com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, tal Requerimento é enviado pela Mesa Diretora da Casa. Com a suspensão das atividades em respeito ao falecimento do vice-presidente da República, José Alencar, este requerimento só poderá ser enviado na segunda, dia 4 de abril.

Também em 30 de março, o Ministro da Educação Fernando Haddad se pronunciou e negou o anúncio feito pela diretora nacional de Políticas Educacionais Especiais, Martinha Claret Dutra, de que as instituições teriam atividades encerradas, mas não esclareceu quais são os planos do MEC para tais instituições.

A deputada Mara Gabrilli aguarda as respostas do Ministro para transmiti-las a sociedade e tranquilizar as cerca de 800 famílias que tem seus filhos com deficiência auditiva e visual matriculados no INES e IBC.

Fonte: http://www.maragabrilli.com.br/federal/home/5-destaque/1240-deputada-mara-gabrilli-requer-informacoes-do-ministro-da-educacao

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Jovem portadora de deficiência faz música usando polegares e a cabeça

G1
01/04/2011

Britânica usa aparelho eletrônico e virou destaque na internet

da Redação
Uma adolescente britânica, que teve a maior parte do corpo paralisada depois de um acidente, consegue tocar música usando apenas movimentos de seus polegares e da cabeça. Charlotte White teve um de seus vídeos, no qual ela toca uma suíte para violoncelo de Bach, postada na internet e gerou muito interesse na comunidade musical.

A adolescente de 16 anos usa uma nova tecnologia para tocar. Com pequenos movimentos da cabeça, ela consegue interromper um raio magnético, o que desencadeia as notas da música. Usando movimentos dos polegares, Charlotte aprendeu a controlar a configuração das notas disponíveis, num processo parecido com o do guitarrista que muda a forma dos acordes.

A trajetória de Charlotte White foi retratada em um documentário exibido em março na BBC.

Golpe na cabeça

Aos 11 anos Charlotte sofreu um golpe na cabeça, o que fez com que ela perdesse todos os movimentos do corpo. A adolescente passou cinco anos em longas internações em hospital para depois passar por um período de reabilitação no qual conseguiu retomar os movimentos da cabeça e, gradualmente, dos dedos.

No entanto, a jovem começou a ter problemas. "Tudo o que eu esperava era ficar fisicamente mais forte, o que não estava acontecendo, então foi muito deprimente. Eu apenas via as pessoas que deveriam melhorar a minha vida, mas parecia que isso nunca iria acontecer", contou a adolescente.

Aos 16 anos, Charlotte começou a frequentar uma escola mas não gostou das atividades oferecidas. "A musicoterapia é alguém na sua frente, batendo em um tambor ou tocando violão, e você deve dizer a eles todos os problemas de sua vida. É incrivelmente condescendente e muito chato", disse. A adolescente então foi para o projeto Drake Music, na cidade de Bristol, uma organização que usa tecnologia para ajudar pessoas portadoras de deficiências a participarem de iniciativas musicais.

Neste projeto, ela começou a trabalhar com Doug Bott e aprendeu a usar seus movimentos para tocar. Bott afirma que Charlotte se destacou logo no começo. 

"Ela tinha interesse em música clássica, o que não acontecia com muitos dos jovens com quem eu trabalhava na época, era interessada em trabalhar sozinha e do jeito dela", afirmou.

Concerto na escola

Depois de um tempo, Charlotte participou de uma apresentação na escola, para a qual ela ensaiou muito. "Queria conseguir fazer isso, pois eu seria vista como uma pessoa, ao invés de apenas uma pessoa deficiente", disse. 

O projeto Drake Music gravou a performance de Charlotte e postou o vídeo na internet, o que gerou muito interesse da comunidade musical. 

Mas, também levantou questões sobre se a música feita desta forma deveria ser examinada da mesma forma que estudantes usando instrumentos convencionais são examinados.

"Eu queria estudar música na universidade, mas os estabelecimentos que formam músicos não reconhecem (a forma como toco) e, por isso, não pude progredir", conta a adolescente.

Os examinadores que permitem que músicos entrem em universidades de música britânicas não examinam música tocada de forma eletrônica, mas estão trabalhando com a Drake Music para desenvolver esta área.
"Estamos discutindo formas de avaliar a qualidade da performance musical de uma maneira que não está ligada a um instrumento em particular que a pessoa esteja tocando", disse Doug Bott.

Reconhecimento

Apesar de não conseguir fazer as provas tradicionais de música, Charlotte recebeu um prêmio de artes do Trinity College de Londres e seu trabalho também conseguiu reconhecimento internacional. Os organizadores de um festival de música na Noruega pediram que Charlotte compusesse músicas para o evento.

"A música me inspirou, fez com que eu acreditasse que poderia conseguir qualquer coisa", disse a adolescente sobre sua reabilitação. "Fiquei mais entusiasmada (...), eu queria quebrar as barreiras e fazer as mesmas coisas que todo mundo, ao invés de ser rotulada apenas como uma pessoa deficiente. Comecei a aproveitar a vida e viver coisas que um adolescente faz." 

A adolescente agora entrou em uma universidade britânica, onde escolheu estudar política social e criminologia.

Programa imprime fotos táteis, que cegos podem 'ver'

Programa imprime fotos táteis, que cegos podem 'ver'
Imagens vão para o papel por meio de impressoras táteis por Redação Galileu
Em um mundo cercado de imagens, muitas delas apenas na tela do computador, quem não consegue enxergar acaba perdendo uma grande parte da experiência sensorial do mundo que o cerca. Existem algumas tecnologias para ampliar o acesso dos deficientes visuais aos meios eletrônicos, mas quando se trata de fotografia, os avanços são tímidos.

Inspirado por um pesquisador deficiente visual que se queixava da falta de informações gráficas, o pesquisador Baoxin Li, da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, iniciou seu trabalho no desenvolvimento de um programa que transforma fotografias comuns em imagens que podem ser "vistas" por deficientes visuais.
O programa usa um algoritmo que captura as linhas essenciais para a percepção de um rosto e forma uma imagem que pode ser impressa em alto relevo. O software não traduz todas as expressões em relevo, porque tornaria a imagem poluída demais, ele seleciona apenas as linhas de maior relevância para a compreensão do rosto. A foto pode passar para o papel por meio de uma impressora tátil em cerca de um minuto.
Por enquanto, o programa só transforma fotografia de rosto, mas os pesquisadores esperam desenvolver em breve uma forma de fazer mapas em alto relevo. As impressoras táteis normalmente existem apenas em instituições especializadas em deficientes visuais. Mas Li disse ao Discovery News que logo as fotografias que passarem por seu programa poderão ser sentidas por cegos usando gadgets que permitirão sensações táteis.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI211964-17770,00-PRO...
>> Livros digitais para cegos buscam espaço na Bienal >> Os cegos sonham?

CMDV - Comércio de Materiais para Deficientes Visuais Ltda-ME

O objetivo desta empresa é pesquisar, desenvolver, adaptar, criar e produzir produtos que viabilizem as atividades pedagógicas, de reabilitação, ocupacionais, de lazer e outras para os portadores de cegueira e/ou de visão subnormal, sempre buscando, ouvindo e respeitando a opinião dos usuários.
No site é disponibilizado um leque alargado de informação sobre a temática da deficiência da visão e notícias.
Contatos:
Fone: (11) 3768-2595
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Glaucoma e obesidade infantil

Glaucoma e obesidade infantil

A revista brasileira on-line Bonde deu-nos conta, esta semana, de um interessante estudo sobre a hipotética relação entre a obesidade infantil e o glaucoma. Dentro do espírito de prevenção parece-me oportuno dedicar-lhe alguns minutos de atenção.

“Em estudo publicado no Journal of Glaucoma, pesquisadores do Diskapi Children’s Hospital, na Turquia, revelam que cerca de 10% das crianças obesas participantes da pesquisa apresentaram pressão intra-ocular (PIO), elevada, um grave fator de risco para o aparecimento do glaucoma.

Vários estudos anteriores já haviam sugerido que a obesidade é um fator de risco independente para o aparecimento do glaucoma, mas os testes para chegar a estas conclusões só haviam sido feitos com adultos.

Para o estudo turco, 72 crianças obesas foram comparadas com um grupo controle. Ambos os grupos foram submetidos a uma tonometria de aplanação Goldmann (TAG), a três aferições da pressão arterial e a uma exoftalmometria.

A descoberta é muito importante porque uma pressão intra-ocular elevada é incomum nessa faixa etária, exceto para os casos com glaucoma juvenil já diagnosticado.

Além do aumento da pressão intra-ocular em sete (9,7%) crianças obesas - enquanto nenhuma das crianças do grupo controle tiveram aumento da PIO - a variação diurna da PIO foi maior no grupo de crianças obesas (5,4 ± 1,8 mm Hg em comparação com 2,8 ± 0,9 mm Hg, P <0,001).

Nove crianças obesas, ou seja, 18% das crianças também foram diagnosticadas com exoftalmia bilateral, em comparação com nenhum caso no grupo de controle (P <0,001). O sexo não afetou significativamente a PIO em ambos os grupos.

Os riscos da pressão intra-ocular elevada em crianças

Os pesquisadores turcos detectaram o aumento da pressão intra-ocular, mas não diagnosticaram sinais ou sintomas de glaucoma nas crianças que participaram do estudo.

”A gravidade das descobertas justifica-se porque além de seu efeito indireto sobre a pressão intra-ocular, através da mudança da pressão arterial, a obesidade também é um fator de risco independente para aumento da PIO. O estudo levanta a questão: é necessário aferir repetidas vezes a PIO de crianças obesas?”, questiona o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Já é sabido que o diabetes está associado com o aumento da PIO, mas não necessariamente com o aumento das taxas de glaucoma. A partir do estudo turco, “seria interessante acompanhar estes pacientes, a longo prazo, para ver se a pressão intra-ocular elevada se traduz em aumento das taxas de glaucoma, no futuro”, observa Centurion.

Doenças de adulto?

Parece estranho falar de doenças infantis nos dias atuais. Mudamos nosso enfoque porque as doenças mudaram. A evolução dos tempos modernos nos trouxe doenças modernas. As doenças infecciosas e parasitárias – grandes preocupações de antigamente – puderam ser prevenidas e tratadas e as mães que fazem o dever de casa, levando seus filhos às campanhas de vacinação, desconhecem problemas como sarampo, catapora, rubéola e coqueluche.

Agora, os pais precisam aprender outros deveres de casa. O que comprar nos supermercados. Levar ou não as crianças às lanchonetes de fast food. O que levar na lancheira e o que permitir comprar nas cantinas escolares. Tudo isto para prevenir a obesidade”, diz Maria José Carrari, oftalmopediatra do IMO.

Segundo o IBGE, em sua última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), cerca de 33% das crianças brasileiras estão acima do peso. Esses números fariam um “sucesso enorme” há alguns anos atrás, quando criança gordinha era considerada criança saudável.

”Hoje, a luta é diametralmente oposta, pois sabemos que não há nada de saudável em estar acima do peso. Sabemos, por exemplo, que crianças obesas terão uma expectativa de vida menor do que aquelas com peso normal, pois estarão precocemente expostas aos riscos das complicações da obesidade, como as doenças cardiovasculares e o diabetes, problemas que poderão interferir também na visão da criança”, diz a médica.

Segundo Ricardo Giacometti Machado, especialista em glaucoma do IMO, em geral, as crianças normalmente não têm a sua pressão intra-ocular aferida. Na verdade, a maioria das pessoas sem sintomas de problemas ou histórico familiar de glaucoma - a menos que precisem de óculos – só medem a pressão intra-ocular por volta dos 40 anos de idade. “A julgar pelo crescimento da epidemia de obesidade no mundo, parece-nos importante que as crianças obesas tenham sua PIO basal aferida muito mais cedo do que as outras pessoas”, diz o oftalmologista" (com MW- Consultoria de Comunicação)

Fonte.: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--139-20110324&tit=obesidade+infan...

Multiplicando Ações Inclusivas - Braillu MAIS na REATECH

Braillu MAIS - jogos pedagógicos e brinquedos para pessoa com deficiência visual
O projeto Multiplicando Ações Inclusivas por meio de jogos pedagógicos e brinquedos adaptados para pessoas com deficiência visual, que tem a proposta de suprir a lacuna da falta desses materiais no processo de alfabetização Braille e estimulação tátil.

BRAILLU MAIS - JOGOS ACESSÍVEIS
Com o tema "Multiplicando Ações Inclusivas" pretende-se colocar no mercado uma grande variedade de produtos voltados aos deficientes visuais, tendo como base a inclusão, a educação e o lazer. Construídos artesanalmente e sob a perspectiva do "desenho universal" os jogos e brinquedos acessíveis trazem uma nova visão para o ensino da Grafia Braille e estimulação tátil, por meio do uso lúdico e pedagógico desses materiais. Também adaptamos jogos diversos e comercializamos acessórios, tais como camisetas, chaveiros e lembranças personalizadas em Braille.
Consulte-nos para conhecer nosso catálogo de produtos.
BRAILLU MAIS - "Multiplicando Ações Inclusivas"
Tel: (12) - 88117890
e-mail: braillu@uol.com.br
www.braillu.com
Nos dias 14, 15, 16 e 17 de abril estaremos na REATECH 2011, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade - Estande nº: E 104 - Rua: 100 - Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, São Paulo.
Aguardamos sua visita!

Congonhas ganha piso para deficientes visuais

O Estado de S.Paulo
São Paulo - SP, 17/03/2011

Percurso leva o passageiro da entrada do aeroporto até o balcão de informações; especialista reclama da escassez de locais acessíveis

Nataly Costa
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, instalou novos pisos podotáteis - sensíveis ao pisar, têm relevos para facilitar a movimentação de deficientes visuais. O percurso vai da entrada do aeroporto, pela praça de alimentação, até o balcão de informações. Lá, a pessoa pode ser orientada e seguir para as demais áreas de check-in, embarque ou desembarque.

Ainda em fase de testes, o novo piso é de modelo direcional, formado por várias linhas de borracha com o objetivo de guiar o caminho. É diferente do piso podotátil de alerta - também de borracha, mas com relevo circular -, que serve para avisar sobre mudanças de direção ou perigo.

O Decreto 5.296 da Lei de Acessibilidade, de dezembro de 2004, prevê instalação de pisos táteis em ruas, parques ou qualquer lugar de circulação pública, mas ainda é pouco respeitado no País. "Outro dia mesmo desci sozinho de um táxi em Congonhas. Não tem sinalização na calçada, orientação na porta, nada. Na verdade, são raros os locais que têm", diz o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Moisés Bauer Luiz.

Além do que foi instalado no saguão, há outro percurso partindo do setor interno de identificação do aeroporto (onde as pessoas pegam crachá para visita interna) até o balcão de informações. O Aeroporto de Brasília já usa esse tipo de piso - e o de Florianópolis está em instalação. "Na maioria dos casos, quando se pensa em acessibilidade, as pessoas se preocupam se o lugar tem rampa ou elevador. Claro que é importante, mas não é só isso", diz Luiz.

O próximo passo do plano de investimentos em acessibilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) é tornar as escadas rolantes e elevadores mais acessíveis. O custo é de R$ 1,7 milhão.