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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LONGE DO ALCANCE DAS MÃOS


Carta Capital
18/08/2011

Dois séculos depois da criação do sistema braille, livros adaptados para deficientes visuais ainda são caros e de difícil acesso no Brasil

Tory Oliveira
Para a maioria das pessoas, basta entrar em uma livraria ou biblioteca de sua cidade para ter acesso a milhares de títulos, de best sellers como a saga Harry Potter a livros específicos sobre física quântica. Apenas em 2009, 22 mil lançamentos e 30 mil reedições encheram as livrarias brasileiras, segundo o balanço anual Produção e Vendas do Setor Editorial, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Entretanto, a prateleira de livros é bem menor para aquelas pessoas consideradas cegas ou com baixa visão. Em 2010, a maior editora de livros em braille da América Latina, a Fundação Dorina Nowill, produziu 342 títulos. “O acesso ao livro é precário e sofrível”, classifica Vera Lúcia Zednick, criadora do Projeto Acesso, uma organização sem fins lucrativos que luta pela inserção social e educativa do deficiente visual. Na biblioteca do Projeto, por exemplo, existem apenas 50 livros em braille. Segundo Vera, existem pouquíssimos títulos disponíveis em livrarias, cujo catálogo é, em sua maioria, constituído por livros infantis.

Criado no século XIX pelo francês Louis Braille, o sistema de escrita e leitura através do tato revolucionou o mundo dos deficientes visuais. Entretanto, quase dois séculos depois de seu nascimento, livros criados ou adaptados para o sistema ainda são caros e de difícil acesso no Brasil. O último dado disponível sobre o número de cegos e pessoas com baixa visão no Brasil (Censo 2000) aponta que existem 169 mil deficientes visuais no País – dos quais se estima que apenas 10% sejam alfabetizados em braille.

O custo de produção do livro em braille é alto – cerca de dois dólares por página – e demora em média três meses para ficar pronto. Como não é possível reduzir ou aumentar o tamanho dos caracteres, como acontece com fontes tipográficas tradicionais, os livros também costumam ficar grandes. Uma página em tinta equivale a quatro páginas de um livro em braille – assim, um pequeno dicionário da língua portuguesa acaba transformado em 35 grandes volumes.

No caso de Bruno Marques da Silva, de 11 anos, os livros didáticos em braille para a sexta série ocupam “uma prateleira cheinha” na sua casa. Alfabetizado em braille desde 2006, Bruno costumava pegar os livros na Fundação Dorina Nowill, onde ficou por dois anos. Hoje, sua maior fonte é a biblioteca da escola. Além dos didáticos, a última leitura em que Bruno mergulhou foi o infanto-juvenil "O Dragão Verde", de Maria Clara Machado. “Eu li a introdução em braille, aí achei legal e peguei o livro.” Com menos entusiasmo, o garoto também fala sobre um livro que não conseguiu ler – o romance "Tarzan", escrito pelo americano Edgar Rice Burroughs em 1914. “Eu estava jogando um jogo acessível do Tarzan e me contaram que também tinha um livro. Eu procurei, mas não encontrei.”

Fontes de acesso

Em São Paulo, as duas maiores fontes de acesso aos livros são a Fundação Dorina Nowill e a Biblioteca Louis Braille do Centro Cultural São Paulo. Criada pela pedagoga Dorina Nowill em 1946, inicialmente com o nome de Fundação Para o Livro do Cego no Brasil, a entidade tinha como objetivo principal criar e distribuir livros em braille para que deficientes visuais, como a própria Dorina, pudessem estudar. Hoje, cerca de 70 pessoas trabalham exclusivamente na área editorial da Fundação, que também possui uma gráfica própria, equipada com seis máquinas impressoras. Os livros são distribuídos gratuitamente para escolas e bibliotecas de vários estados do Brasil. Não existe, entretanto, uma biblioteca de braille própria na Fundação – um exemplar de cada livro é enviado para a Biblioteca Louis braille, no Centro Cultural São Paulo.

A Fundação Dorina Nowill também trabalha com livros falados (audiobooks) e livros digitais. Livros didáticos muito ilustrados ou com fórmulas – como os de matemática, mísica, química ou geografia, com mapas – também são preferencialmente adaptados para o braille. Já obras consideradas de “entretenimento”, como best sellers, clássicos da literatura e revistas semanais, são transformadas em livros falados. Livros universitários e de referência, em geral, são adaptados para o formato digital acessível.

O acesso ao livro didático continua sendo problemático, embora o MEC determine – e arque com metade do valor – que todos os livros didáticos comprados pelo ministério tenham sua versão digital distribuída de forma gratuita para as escolas. Ainda assim, como a adaptação é demorada, no caso de escolas particulares, muitas vezes os pais precisam enviar o material com meses de antecedência – e ainda assim correm o risco de não receber os livros a tempo. Por outro lado, nos últimos anos cresceu o investimento em livros falados e digitais, acessado via computador, com a ajuda de softwares específicos que podem ler trechos, aumentar o tamanho da fonte ou realizar buscas por termos dentro do texto. Esses novos formatos são produzidos mais rapidamente e a um custo menor.

Para Vera Lúcia, houve avanços, mas ainda é preciso afinar o discurso com a prática. Para ela, o livro em braille ainda é fundamental para o conhecimento e a aprendizagem. “Imagine estudar química ou história com alguém lendo para você! O discurso está maravilhoso, mas falta a prática”, conclui.

PROJETO ASSEGURA BOLETOS EM BRAILLE PARA DEFICIENTES VISUAIS


Empresas poderão ser multadas caso não cumpram a lei

Rachel Librelon
A Câmara analisa o Projeto de Lei 672/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que assegura às pessoas com deficiência visual o direito de receber os boletos de pagamento dos serviços de telefone, energia elétrica, gás, IPTU e água/esgoto em braille, sem custo adicional. Além das faturas mensais, as empresas deverão disponibilizar em braille os comprovantes anuais de quitação.

Caso não cumpra a lei, a empresa ficará sujeita à multa de 30% sobre o valor da última fatura. O valor será revertido em favor do usuário em forma de desconto na fatura posterior.

Weliton Prado destaca que Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/90) garante o direito à informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação de quantidade, característica, composição, qualidade e preço, além de adequada e eficaz prestação dos serviços públicos. “As pessoas com deficiência visual têm direito de conferir suas contas”, afirma o parlamentar.

Tramitação
A proposta foi apensada ao Projeto de Lei 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência, já foi analisado pelas comissões permanentes e está pronto para ser votado pelo Plenário.

SEMANA DE PSICOLOGIA DEBATE SAÚDE MENTAL


O Centro Acadêmico de Psicologia (Capsi) da Universidade Federal de Roraima (UFRR) promove dos dias 22 a 26 a III Semana de Psicologia e III Encontro Roraimense de Práticas Psicológicas, que este ano abordará o tema Saúde Mental. O evento acontecerá no auditório Alexandre Borges, da UFRR.

As inscrições estão sendo realizadas na UFRR, no bloco da Psicologia que fica ao lado da Escola de Aplicação. As participações para as palestras e mesa redonda custam R$ 10 e cada mini-curso R$ 10, valores destinados aos alunos da instituição. Já, para os demais o valor  do pacote é R$ 45 (palestra e três mini-cursos).

O evento acontece a três anos consecutivos e tem o objetivo de oferecer integração, socialização e conhecimento aos alunos do curso de Psicologia e interessados sobre os temas propostos. Esse ano o tema da Semana é a saúde mental, que visa levar a discussão sobre o que é saúde mental e todos os pressupostos que envolve o tema.

“O objetivo é debater o que saúde mental na perspectiva da psicologia e levar um conhecimento mais crítico e aprofundado para o público participante do evento”, disse Rayssa Lemos, presidente do Capsi.

O evento começa na segunda (22), às 8h  com apresentação de projetos de trabalho de conclusão de curso dos acadêmicos da UFRR. Já, o credenciamento será as 17h, no Auditório Alexandre Borges. A palestra de abertura será com o psicólogo Sérgio Gomes, cujo o tema é “A Saúde (quase) Perfeita e sua Relação com o Psique-soma”.

Sérgio Gomes é formado pela Universidade Federal da Paraíba, é especialista em sexualidade humana, direitos humanos, mestre em saúde coletiva, doutorando em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro desde 2010 e atua como psicanalista em consultório particular no Rio de Janeiro.

Os interessados podem obter contato pelos números 8102-5794 e 9146-0418.
  
Confira a programação:

Segunda-feira (22.08.11)
09:00h ÀS 12:00h — Apresentação de Projetos de TCC dos acadêmicos da UFRR (Aberto ao Público). Local: Bloco de Psicologia
17:00h — Credenciamento - Auditório Alexandre Borges
19:00h — Apresentação Cultural
19:30 h — Composição da mesa para abertura do evento.
20h— Palestra – A Saúde (quase) Perfeita e sua Relação com o Psique-soma. (Prof. Msc. Sérgio Gomes) Local: Auditório Alexandre Borges
  
Terça-feira (23.08.11)
09:00h ÀS 12:00h — Apresentação de Projetos de TCC dos acadêmicos da UFRR (Aberto ao Público). Local: Auditório Alexandre Borges
16:00h às 18:00h — Mesa-redonda: Progra-ma Viva Comunidade.Local: Auditório Alexandre Borges
18:00h às 22:00h — Mini-curso: Genealogia e Arqueologia do silêncio na Psicologia (Parte I). (Prof. Msc. Sérgio Gomes). Local: Auditório Alexandre Borges

Quarta-feira (24.08.11)
08:00h às 12:00h — Mini-curso: Algumas abordagens para o Autismo (Parte I). (Profª. Msc. Soraya Ramirez). Local: Auditório Alexandre Borges
14:00h às 18:00h — A arte cinematográfica como instrumento de aprendizagem em psicologia. Filme: A Origem. (Prof. Dr. Calvino Camargo). Local: Bloco de Psicologia
14:00h às 18:00h — A arte cinematográfica como instrumento de aprendizagem em psicologia. Filme: United States of Tara . (Psicólogo Leonardo Morais). Local: Bloco de Psicologia
18:00h às 22:00h — Mini-curso: Genealogia e Arqueologia do silêncio na Psicologia. (Parte II). (Prof. Msc. Sérgio Gomes). Local: Auditório Alexandre Borges

Quinta-feira (25.08.11)
08:00h às 12:00h — Mini-curso: Algumas abordagens para o Autismo (Parte II) (Profª. Msc. Soraya Ramirez). Local: Auditório Alexandre Borges
14:00h às 16:00h — Apresentação dos Grupos de Pesquisa do curso de Psicologia UFRR. Professores: Msc. Socorro Lacerda, Dr. Pamela Alves e Dr. Calvino Camargo. (Aberto ao Público) Local: Auditório Alexandre Borges
16:00h às 18:00h — Palestra: Uma viagem pe-la história da loucura. Dr. Laerth Tome – Psiquiatra. Local: Auditório Alexandre Borges
18:00h às 22:00h — Mini-curso: O mal-estar na sexualidade: masculino, feminino e suas con-figurações na vida subjetiva. (Parte I) (Prof. Msc. Sérgio Gomes) Local: Auditório Alexandre Borges
Sexta-feira (26.08.11)
09:00h às 12:00h — Apresentação de trabalhos científicos. Local: Bloco de Psicologia. (Aberto ao Público)
16:00h às 18:00h — Mesa redonda Equoterapia. Local: Auditório Alexandre Borges
18:00h às 22:00h — Mini-curso: O mal-estar na sexualidade: masculino, feminino e suas configurações na vida subjetiva. (Parte II) (Prof. Msc. Sérgio Gomes) Local: Auditório Alexandre Borges

Sábado (27.08.11)
08:00h às 10:00h — Palestra – Silere e Tacere: Os lugares do silêncio na clínica psicanalítica. (Prof. Msc. Sérgio Gomes). Local: Auditório Alexandre Borges
10:00h — Encerramento.

PESQUISA SOBRE EFEITOS EM IRMÃOS DE AUTISTAS

Pesquisa revela que irmão de autista pode também se tornar autista



Uma recente publicação da revista Pediatrics mostra um estudo completo realizado para constatar o aparecimento do autismo entre irmãos. Os pesquisadores mostram a probabilidade de uma criança que tenha um irmão mais velho autista também desenvolver a síndrome.

Os especialistas descobriram que tal desenvolvimento chega a 18,7% de chances, diferentemente do que se imaginava antes (3% a 10%). Para a pesquisa, foram analisadas 664 crianças que tinham pelo menos um irmão autista. 

Desse total, levando em conta apenas os meninos, 26,2% tiveram a síndrome e o número de meninas foi de 9%. Em casos em que foi observado o paciente com mais de um irmão autista, a recorrência foi de 32,2%.

“É necessário uma atenção maior para pais que já possuem filhos autistas. Após essa análise, cresce a probabilidade de desenvolver a doença”, explica a enfermeira especialista e tutora do Portal Educação, Adriana Miranda.


Os pesquisadores afirmam que irmãos mais novos de crianças com desordens do espectro autista precisam ainda mais de atenção e o melhor a se fazer nesses casos é ir além de um simples acompanhamento normal com um pediatra. É preciso um acompanhamento rotineiro com um especialista.


Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=74650

PALESTRA A NEUROFISIOLOGIA DA MEDITAÇÃO E A TÉCNICA DE MEDITAR NA VISÃO DO CAMINHO DE CAFH

Venha conhecer esta ideia.


Sábado 27/08/2011 às 17:30h


Local: RUA GASPAR CONQUEIRO,421  ALTO DO IPIRANGA    MOGI DAS CRUZES

POR FAVOR CONFIRME SUA PRESENÇA PELO EMAIL: monicazappa@terra.com.br

2ª CARAVANA DA INCLUSÃO, ACESSIBILIDADE E CIDADANIA


No próximo dia 27 de agosto, Mogi das Cruzes estará recebendo a 2ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania.

Temas como: Mercado de Trabalho, Inclusão: Papel do Ministério Público, Educação Inclusiva, entre outros serão abordados.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PROCESSO DE SELEÇÃO DE TUTOR A DISTÂNCIA DO IFRJ


Estão abertas até 26 de agosto as inscrições para o Processo de Seleção de Tutor a Distância para as disciplinas dos Cursos Técnicos em Serviços Públicos, Agente Comunitário de Saúde e Lazer. São 48 vagas distribuídas de acordo com as disciplinas oferecidas para cada Curso.
Os candidatos poderão se inscrever em até três disciplinas oferecidas em trimestres distintos. Para participar da seleção é necessário possuir habilidade para utilizar computadores com sistema operacional Windows e/ou Linux, e pacote Office ou BR Office; disponibilidade para atendimento aos alunos a distância, no NEaD/Campus Nilo Peçanha – Pinheiral, e nos encontros presenciais nos pólos; experiência em magistério de no mínimo um ano, comprovada através de documentos; e não ter vínculo com outro programa de bolsas concedidas pelo Governo Federal (FNDE).
Além disso, o profissional que for concorrer à vaga de tutor do Curso Técnico em Serviços Públicos deve possuir o nível superior em Administração, Contabilidade, Direito, Sociologia ou áreas afins. Já o Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde exige profissionais de nível superior, formados nas áreas de Saúde ou afins. Para o Curso Técnico em Lazer os profissionais devem ter o nível superior em Pedagogia, Educação Física, Turismo ou em áreas afins.
A seleção constará de três etapas: análise de currículo, curso de capacitação e entrevista. O valor da bolsa do Tutor a Distância é de R$765 e a carga horária de 16 horas semanais, sendo 10h de apoio a distância no NEaD/Campus Nilo Peçanha – Pinheiral do IFRJ, e 6h em atividades pedagógicas complementares e aulas presenciais nos polos.
O Edital nº 52/2011 e o Formulário de Inscrição estão disponíveis no site do IFRJ, www.ifrj.edu.br, na seção de Concurso para o Ensino a Distância.Os interessados devem enviar a documentação, o formulário de inscrição e o currículo dentro de um envelope lacrado, com a identificação do nome do candidato, o curso e a disciplina a que concorre, por SEDEX, dos Correios, para a Secretaria do Núcleo de Educação a Distância do IFRJ – Campus Nilo Peçanha – Pinheiral, Rua José Breves, nº 550, Centro, Pinheiral, RJ, CEP 27.197-000; ou entregar pessoalmente nesse mesmo endereço.
Para mais informações, consulte o Edital.