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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O MELHOR JOGADOR DE FUTEBOL DE CEGOS DO MUNDO É BRASILEIRO

O MELHOR JOGADOR DE FUTEBOL DE CEGOS DO MUNDO É BRASILEIRO


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O Brasil não consegue fazer o melhor jogador do mundo no futebol desde 2007, quando Kaká ganhou a Bola de Ouro – Neymar terá uma chance nesta segunda. Mas no futebol de cinco para cegos, o país tem um atleta que já ganhou o prêmio duas vezes e é o atual detentor da coroa. Ele atende pelo nome de Ricardo Steinmetz Alves, ou simplesmente Ricardinho.
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O gaúcho de 26 anos começou a praticar a modalidade quando tinha apenas dez e rapidamente se transformou em um fenômeno. Em 2006, com apenas 16 anos, foi eleito o melhor do mundo logo em sua primeira participação no Mundial, no qual o Brasil foi vice perdendo para a Argentina. A segunda premiação veio em 2014, quando o Brasil foi campeão mundial. Aquela derrota para os hermanos marcou o último torneio perdido pela seleção. Desde então, venceu tudo o que disputou, inclusive dois ouros em Paraolímpíada, Pequim-2008 e Londres-2012. Este ano, no Rio, tentará o terceiro.
“Até acho que deveríamos ter uma eleição anual (para melhor do mundo), mas ela só acontece a cada quatro anos, quando tem o Mundial. Então, atualmente sou o melhor e espero mantê-lo por muito tempo. E neste ano vamos atrás de mais uma medalha de ouro”, disse o jogador, que veste a camisa 10 do time nacional e já estrelou uma propaganda da Coca-Cola.
Quando criança e ainda vivia em Osório – sua cidade-natal, localizada no litoral do Rio Grande do Sul-, Ricardinho sonhava em ser jogador de futebol, mas o tradicional.
Porém, quando tinha oito anos foi acometido por uma doença chamada toxoplasmose congênita que levou ao deslocamento da retina e à cegueira total. Mudou-se para Porto Alegre para estudar numa escola para deficiente visuais e se arriscou no atletismo e na natação, sem sucesso. Então, começou a praticar o futebol de cinco e aquilo virou uma paixão.
“Meu sonho de ser um jogador de futebol renasceu e deu tudo muito certo. Em apenas seis anos saí do zero para o mais alto nível”, afirmou Ricardinho, que se diz fã de Messi e até acredita ter uma certa semelhança com o craque argentino. Habilidade com a bola no pé não lhe falta.
“Sou grande admirador do Messi por tudo que ele já fez e segue fazendo. Isso que também é um cara que joga muito e fala pouco. Não tem firula, não é marqueteiro. E este é o meu perfil. Me dizem também que ele tem a habilidade e a característica de conduzir a bola muito colada no pé. Isso é muito difíicil de fazer e se assemelha bastante ao que fazemos no futebol de cinco”, disse o atleta, que é torcedor do Internacional.
“Se me dessem a oportunidade de enxergar por um momento, ele seria o jogador que eu gostaria de ver, com certeza. Ele é o mais completo de todos”, completou o melhor do mundo.
Mas na eleição da Bola de Ouro da Fifa, Ricardinho espera que o argentino seja superado por Neymar e o Brasil volte a ter um vencedor.
“Acho que desta vez o Neymar tem um maior merecimento e espero que ganhe. Eu gosto do futebol do Neymar, ele é um gênio. Mas às vezes se excede um pouco”, analisou Ricardinho.
Habilidade não apenas com a bola nos pés
O futebol não é a única paixão de Ricardinho. Quando não está treinando ou jogando, se dedica à música. Toca piano e violão. Agora, junto com amigos da igreja, montou uma banda de rock e em breve gravarão a primeira canção.
“A gente sempre se junta para ensaiar e devemos gravar dentro de pouco tempo. Temos cerca de umas 20 músicas, todas composições minhas. Não gosto que nos rotulem como uma banda gospel, mas são canções que falam de Jesus, de ter paz”, afirmou o craque.
Fonte: olimpiadas.uol.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2015

CURSO EaD - TIFLOLOGIA: Braille, Recursos e Atendimento à Pessoa com Deficiência Visual

CURSO EaD 

TIFLOLOGIA: Braille, Recursos e Atendimento à Pessoa com Deficiência Visual


EM BREVE - CURSO 100% EaD, formato interdisciplinar, abarcando diferentes áreas do conhecimento e desta forma, interessante para profissionais de diversas áreas de atuação (profissionais da educação, da saúde, do social, do esporte e lazer, turismo, RH, pais e pessoas afins, que tenham interesse em se capacitar para se tornarem cidadãos que se preocupam com uma inclusão de qualidade para todas as pessoas).


OBS: TOFLÓGOLO é aquele profissional responsável pela instrução da pessoa com deficiência visual.

#braille #cursoadistancia #deficienciavisual #cego #deficientevisual #cursodebraille

Descrição da Imagem: cartão com informações da profissional responsável pelo curso - Profa. Mestre Roberta Moretti S. Padulla. Pedagoga Especializada em Educação e Reabilitação de Pessoas com Deficiência e Mestre em educação e tecnologia da informação.

MAIORES INFORMAÇÕES c/ Profª Roberta:
Cel / WhatsApp: (84) 9-9948-5047
e-mil: profadv.romoretti@gmail.com

terça-feira, 9 de junho de 2015

TIME FEMININO DO IERC-RN CONQUISTA O CAMPEONATO REGIONAL NORDESTE DE GOALBALL

Em São Luiz, no Maranhão, na manhã do dia 07 de junho de 2015 (domingo), a equipe do IERC-RN (Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte), no feminino conquista o título do REGIONAL NORDESTE DE GOALBALL. Com o triunfo, a equipe também garantiu vaga para a COPA CAIXA LOTERIAS, o principal campeonato da modalidade no país, em outubro, em Curitiba.
DESCRIÇÃO DE IMAGEM: Atletas do IERC-RN comemoram com o troféu do Regional Nordeste de goalball 2015

“Na verdade eu estou sem palavras, porque eu não esperava ser artilheira e nem campeã do Regional. Estou muito feliz por mim e pela minha equipe. O goalball pra mim é tudo, e espero, sinceramente, um dia chegar à Seleção”, disse a jovem revelação do IERC-RN, Geovana Moura, de 17 anos.
Goleadores

Geovana Moura foi simplesmente o grande destaque da competição na categoria feminina. A ala esquerda não conseguiu só o título e a vaga para a Copa CAIXA LOTERIAS, como também ganhou o prêmio de artilheira do Regional Nordeste ao marcar 40 gols em cinco jogos. No masculino, o goleador foi Clécio Lima, da ADEVIRN-RN. O time potiguar não conseguiu subir ao pódio, e também ficou sem a vaga para o nacional, mas as atuações do artilheiro mereceram destaque pelos 35 gols marcados.

O Regional Nordeste de goalball 2015 foi realizado pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e CEDEMAC-MA.

SELEÇÃO BRASILEIRA PARALÍMPICA DE NATAÇÃO CONVOCADA PARA MUNDIAL NA ESCÓCIA

Seleção Brasileira de natação é convocada para o Mundial da modalidade, na Escócia, em julho

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou a lista de 23 atletas convocados para o Mundial Paralímpico de Natação, que será disputado em Glasgow, na Escócia, de 13 a 19 de julho. Os atletas foram convocados de acordo com os critérios técnicos estabelecidos pela comissão técnica para seguir o planejamento de Alta Performance para o Ciclo Paralímpico 2013/2016.

Entre os nadadores que representarão o Brasil na competição mais importante do ano na modalidade, temos nomes como: os multimedalhistas Daniel Dias e Andre Brasil, campeões mundiais e medalhistas paralímpicos.

Em 2013, em Montreal, a delegação brasileira terminou o Mundial na sexta colocação no quadro geral de medalhas, com 26 medalhas, sendo 11 de ouro, 09 de prata e 06 de bronze.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

RYLA PARA JOVENS SURDOS

1º RYLA PARA JOVENS SURDOS no BRASIL

No último 28/05/2015, o Rotary Club de Natal e Rotary Club Natal Potiguar, organizaram um RYLA (Prêmio Rotary de Liderança Juvenil) para mais de 100 jovens surdos do CAS (Centro de Atendimento ao Surdo). O CAS funciona em edifício do Rotary Club de Natal, que abre suas portas para pessoas com deficiência auditiva, em convênio com a Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Norte.
Endereço: Rua dos Paiatis, 2004 – Quintas (esquina com a Avenida Bernardo Vieira).
Descrição de Imagem: Jovens do CAS - Centro de Atendimento ao Surdo de Natal-RN, com os seus certificados de participação no 1º RYLA para Jovens Surdos do Brasil

Descrição de ImagemJovens do CAS - Centro de Atendimento ao Surdo de Natal-RN, com os seus certificados de participação no 1º RYLA para Jovens Surdos do Brasil, juntamente com a equipe do Rotary Club e Diretora do CAS


sexta-feira, 27 de abril de 2012

SÃO PAULO TERÁ AS 1ªs ESCOLAS DE BICICLETAS (CICLISTAS) DO MUNDO


Localizadas nos 45 CEUs da cidade, as Escolas de Bicicleta são o centro de um programa de educação e sustentabilidade envolvendo inicialmente 4,6 mil alunos que darão suas pedaladas em bicicletas de bambu, que nunca circularam no Brasil. Os participantes também receberão lições sobre legislação, normas e regras de trânsito na cidade.



Neste sábado (31/3), tem início o programa Escolas de Bicicleta. A cidade de São Paulo terá as primeiras escolas de formação de ciclistas urbanos, em um formato inédito no mundo. O evento será no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis (Zona Sul) e tem início às 9h, com um passeio ciclístico de seis quilômetros, pelas ruas do bairro.

Localizadas nos 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade e no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, as Escolas de Bicicleta são o centro de um programa de educação e sustentabilidade, criado pela Secretaria Municipal de Educação, envolvendo inicialmente 4,6 mil alunos que darão suas pedaladas em bicicletas de bambu, que nunca circularam no Brasil.

“É um programa que vai muito além de ensinar as crianças a andar de bicicleta, é um projeto pensado a partir da ideia e da necessidade da sustentabilidade”, afirma o secretário municipal de Educação. “Nós trabalhamos com políticas públicas para formar crianças que façam escolhas sustentáveis.”

Até o fim de 2012, cada Escola de Bicicleta terá 100 alunos ciclistas, entre 12 e 14 anos, que farão diariamente o trajeto casa-CEU-casa em comboios de 15 a 25 estudantes. Dentro da escola eles terão paraciclos para o estacionamento das bikes e monitores treinados pela Secretaria, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pelo Instituto Parada Vital, para ensinarem desde noções de equilíbrio até regras de trânsito e manutenção das bicicletas. Ultrapassados os muros da escola, os alunos ganham juntos as ruas do bairro, em ciclo-rotas criadas por uma equipe do CEU e aprovadas pela CET.

Para pôr no asfalto essa ideia, a Secretaria Municipal de Educação teve como consultor o dinamarquês, especialista em mobilidade urbana, Mikael Colville-Andersen, que criou o conceito Copenhagenize, uma proposta para inspirar as cidades de todo o mundo a se tornarem amigas dos ciclistas, como é a capital da Dinamarca, onde 37% da população (500 mil pessoas) usa a bicicleta como meio de transporte todos os dias. Segundo Mikael, com este novo programa, as crianças e jovens criarão a “cultura da bicicleta emergente”, ou seja, as bicicletas são um símbolo daquilo que se deseja para a cidade. “Não é uma questão de tirar todos os carros da rua, mas de promover o retorno das bicicletas, pela saúde das crianças, para transformar as comunidades em lugares melhores para se viver.” Para ele, “o programa vai inspirar muitas cidades ao redor do mundo”.






Preparando um ciclista

A Secretaria Municipal de Educação, o Instituto Parada Vital e a CET formularam uma metodologia conjunta para treinar e capacitar monitores que atuarão diretamente com os alunos nos CEUs. Serão 92 monitores ao todo, sendo dois por unidade. Além de conhecimentos sobre legislação, normas e regras de trânsito na cidade de São Paulo, os monitores terão curso de primeiros socorros, aprenderão sobre a mecânica das bikes e estarão capacitados a ensinar o aluno a pedalar, ter equilíbrio, autonomia com as mãos, entre outros aspectos cognitivos.

O caderno de um aluno de uma Escola de Bicicleta terá lições sobre legislação de trânsito, transporte sustentável, estilos e modalidades de bicicleta, oficina de mecânica e montagem de bicicleta, história e cultura da bicicleta, educação ambiental, e até orientações sobre liderança e mediação de conflitos. Terminadas as anotações é hora de subir na bike e treinar equilíbrio, postura e resistência. Até mesmo a criança que nunca andou de bicicleta poderá se tornar um aluno ciclista.



Os principais critérios para a escolha dos jovens são: ser aluno da escola de Ensino Fundamental do CEU; ter entre 12 e 14 anos; morar no entorno da ciclo-rota indicada; ter o consentimento dos pais. Ao final de um mês de aula, cada aluno receberá um diploma, entregue na presença dos pais, para que possa, a partir daí, fazer o trajeto diário casa-CEU-casa de bicicleta com seus amigos.



Segundo o coordenador-geral do programa, Daniel Guth, a segurança será garantida pelos monitores, pelas ruas tranquilas, onde o compartilhamento já é natural, pelo apoio da CET e pela conscientização de toda comunidade. “O comboio tem esse papel educativo que é diário: você tem uma bicicleta que é de bambu, colete, capacete, monitor, crianças juntas; na primeira semana o bairro todo já sabe daquilo e passa a respeitar.” E completa: “Copenhague não é São Paulo, mas São Paulo pode ser cada vez mais Copenhague”.

Bicicletas de Bambu

As bicicletas do programa são customizadas e inéditas no país. Os quadros feitos de bambu foram criados pelo designer brasileiro Flávio Deslandes, que inventou a primeira bicicleta de bambu em 1995 e hoje desenvolve seus projetos na Dinamarca. No Brasil, elas circularão por São Paulo com os alunos das Escolas de Bicicleta. Além das bikes, serão entregues capacetes, iluminação, colete refletivo, bagageiro e alforje, buzina, espelho retrovisor e cadeado para cada aluno. A Secretaria Municipal de Educação investiu R$ 3,1 milhões na implantação do programa e para a manutenção será destinado R$ 1,4 milhão por ano. 

Outra aula de sustentabilidade motivará toda a comunidade escolar: a gincana ecológica de coleta e reciclagem de garrafas PET. Diariamente, os alunos e os pais poderão levar garrafas PET para descartar em contêineres. Uma vez por mês este material será triturado, pesado e retirado do CEU para sua correta destinação. A cada pesagem, 20 bicicletas serão entregues para o CEU que arrecadou a maior quantidade de PETs. Ao todo, quatro CEUs receberão 20 bicicletas a mais, por meio da gincana, além das 100 previstas pelo programa.

Serviço

Lançamento Escolas de Bicicleta
Data: sábado, 31 de março
Hora: 8h (início da concentração para o passeio e retirada de kit); 9h (saída do passeio); 11h30 (Baile do Simonal – Max de Castro e Simoninha)
Local: Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis
Endereço: Estrada das Lágrimas, 2.385


Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=49091

CLOSE CAPTION: Legendas na sua TV

Closed caption: saiba como funcionam as legendas automáticas nas TVs




Ana Ikeda
Do UOL, em São Paulo



legenda mostra o diálogo entre as personagens.jpg
o Closed caption mostra os diálogos e sons do ambiente
Na sala de espera do hospital, na padaria, no bar ou restaurante: você bate o olho na televisão e lá estão aquelas legendas automáticas – por vezes sem pé nem cabeça – mostrando o que é falado no programa exibido naquele momento. É o recurso “closed caption” ou legenda oculta. Como elas vão parar lá? Quem faz esses textos? Por que lemos tantos erros? Veja a seguir essas dúvidas e outras curiosidades respondidas:

Como as legendas são feitas?
Os textos são criados especialmente para pessoas com deficiência auditiva, então têm de descrever, além das falas, ruídos ou sons de plano de fundo. Tanto softwares especiais de reconhecimento de voz como “pessoas de carne e osso” podem transcrever esses textos.

estenótipo digital
Modelo de estenótipo digital comumente utilizado para transcrição de legendas de vídeos na TV. O aparelho envia o texto direto para o computador
Máquina: esse método é mais comum em programas gravados. O roteiro daquele filme ou episódio é usado para guiar o trabalho de quem faz a legenda. Quem legenda ouve o que é falado na cena e repete as frases devagar ao computador com software que reconhece voz. Além disso, o profissional insere as marcações de som (bater de palmas, risos, música de fundo). Cada hora de vídeo vira de 3 a 5 horas de trabalho para fazer o closed caption. Nos programas gravados, geralmente há revisão das legendas antes da digitalização.

Homem: esse método é mais comum em programas ao vivo. Um jornal, por exemplo, pode ser legendado de acordo com o fornecimento do texto do teleprompter (aparelho que mostra o que os apresentadores têm de narrar). Quando o repórter entra ao vivo, a legenda fica a cargo de um estenotipista (profissional que usa um estenótipo digital, máquina desenhada especialmente para a digitação rápida de palavras, com número reduzido de teclas, que envia as legendas direto ao computador). Muitas emissoras brasileiras utilizam essa técnica para programas gravados também. 

Por que encontramos tantos erros nas legendas ocultas?
Nem sempre o software transcreve corretamente as palavras ditas e também há dificuldade em registrar o que pessoas falam ao mesmo tempo. No caso do estenotipista, apesar de o profissional ser treinado para transcrever as frases corretamente, erros também podem ocorrer, dada a alta velocidade de digitação.
Mas só isso não explica tudo, diz Leonardo Coelho David, fundador da Closed Caption Brasil. “Isso ocorre porque no Brasil não há uma preocupação como nos Estados Unidos em produzir legendas de qualidade. As emissoras deveriam contratar especialistas no assunto e melhorar o padrão de qualidade. Não se respeita o direito das pessoas portadoras de deficiência auditiva”, reclama.

tela do site usado para inserir a legendagem
Site utilizado durante o processo de inserção das legendas ocultas em programas de TV
Como a legenda vai parar na televisão?
A imagem que vemos na televisão é composta por um grande número de linhas verticais e horizontais (um aparelho de alta definição, por exemplo, apresenta 1080 linhas). Na chamada “linha 21” é feita uma espécie de interrupção do sinal para a próxima linha (o termo técnico é “intervalo de apagamento vertical"), onde são inseridos os dados das legendas, que não aparecem de imediato na imagem, daí o nome “legenda oculta”. A informação fica contida no sinal enviado à TV até sua casa, basta acionar o botão do controle remoto (também existem aparelhos decodificadores de closed caption, menos comuns) para visualizá-las. 

Saiba outras curiosidades
Como surgiu?
A ideia de criar as legendas ocultas surgiu há cerca de trinta anos, nos Estados Unidos, explica David. “Naquela época, a intenção era auxiliar pessoas com deficiência auditiva a acompanharem os programas. Em 1976, a Comissão Federal de Comunicações regulamentou as transmissões com closed caption, que passaram a ser usadas em programas gravados. As legendas ocultas só chegariam a programas ao vivo em 1982, na transmissão da Cerimônia do Oscar.
Como veio parar no Brasil?
David conta que, no início dos anos 90, tentou oferecer a tecnologia de captura de legendas para uma grande emissora no Brasil, mas não houve interesse. Foi a partir de 1997 que o uso de legendas ocultas começou a crescer nas emissoras: naquele ano, o Jornal Nacional, da Rede Globo, passou a usar o recurso.
O closed caption é obrigatório no Brasil?
Ainda não. Em 2000, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) propôs um projeto de lei para obrigar emissoras de TV a incluírem as legendas ocultas na programação. O projeto seguiu para a Câmara dos Deputados, foi incluído em outras propostas de acessibilidade e, desde então, continua em tramitação junto ao PL 2.462, do deputado Ricardo Izar (PSD). Esse último projeto pede um cronograma de adoção de percentuais mínimos de programas com closed caption.
Dois C em maiúsculo e negrito são o símbolo do Closed Caption
Símbolo da ''Closed Caption'', também chamada de legenda oculta, é mostrado no vídeo para indicar a disponibilidade do recurso


As legendas servem apenas para deficientes auditivos?
Não, além das pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva (no Brasil, eles são 9,8 milhões, segundo dados do IBGE-2010), as legendas ocultas também ajudam, diz David, idosos, que sofrem a perda natural da capacidade auditiva com o avançar da idade; crianças em alfabetização; analfabetos em processo de aprendizado da língua.
Além dessas pessoas, já é comum encontrar televisores em locais públicos e barulhentos com o recurso ligado, como bares, restaurantes, salas de espera etc. 
Todas as TVs têm o recurso Closed Caption?
Atualmente, sim. Para terem a habilidade de mostrar as legendas, os televisores necessitam de um circuito eletrônico especial, que nos Estados Unidos desde os anos 90 é inserido nos aparelhos. Essa tecnologia acabou sendo repassada às fábricas no mundo.
Como as emissoras de televisão contratam esse serviço?
Segundo David, existem várias empresas no Brasil que oferecem o serviço de closed caption e, normalmente, essas companhias são ligadas a emissoras de TV e produtoras de vídeos.