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segunda-feira, 28 de março de 2011

Imagem compara cérebro saudável a outro com Alzheimer

Folha de S.Paulo
São Paulo - SP, 14/03/2011

Imagem faz parte da campanha mundial Brain Awareness Week (BAW) que visa sensibilizar o público sobre os progressos e benefícios das pesquisas sobre o cérebro

da Redação

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Imagem compara o hemisfério de um cérebro saudável (à esquerda) ao de uma pessoa que sofre de Alzheimer


A campanha mundial Brain Awareness Week (BAW) divulgou nesta segunda-feira uma imagem que compara o hemisfério de um cérebro saudável ao hemisfério do cérebro de uma pessoa que sofre de Alzheimer.

A foto foi divulgada pela unidade morfológica de psicopatologia da divisão de neuropsiquiatria do Hospital Universitário Idee Belle, em Chêne-Bourg, próximo a Genebra, na Suíça. A unidade estoca mais de 11.000 cérebros humanos desde o começo do século 20, destinados à educação e pesquisas.

A campanha, que acontece entre 14 e 18 de março, tem como objetivo sensibilizar o público sobre os progressos e benefícios das pesquisas sobre o cérebro.

Realizada desde 2008, a BAW reúne universidades, hospitais, grupos de pacientes, órgãos públicos, escolas, organizações de serviços e associações profissionais em todo o mundo durante uma semana.

Tecnologia ajuda o desenvolvimento de crianças com autismo

Inclusive
24/03/2011

A criação de brinquedos educativos é um dos pontos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Tecnologia

Pablo Peixoto
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), através da sua área de Gestão da Produção, atua em projetos visando a inclusão de crianças autistas na Rede Pública de Ensino. Essas iniciativas provam que, através do diagnóstico precoce aliado a tecnologias educacionais específicas, a qualidade de vida dessas crianças pode ser melhorada .

A criação de brinquedos educativos é um dos pontos desenvolvidos pelo INT voltado aos alunos com autismo, realizados pela área de Gestão da Produção junto com a área de Desenho Industrial, responsável pelo design de cada peça. As cores, formas, texturas, movimentos, sequências lógicas, múltiplas linguagens, sons e materiais facilitam a ativação do sistema perceptivo-motor da criança com autismo, explica o tecnologista Saul Mizrahi, doutor em engenharia de produção, com foco na gestão estratégica multicultural aplicada a instituições de ensino.

Segundo o site do Ministério da Ciência e Tecnologia , além dos professores, o projeto abrange a capacitação de psicomotricistas, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos e familiares dos alunos com autismo. A troca de experiências e a orientação multidisciplinar envolvem desde a higiene pessoal até os estímulos para a comunicação, descreve Mizrahi.

Anvisa define que Talidomida tenha na caixa foto de criança deficiente

G1
São Paulo - SP, 25/03/2011

Remédio pode provocar má formação do feto se consumido na gravidez. Notificação de reações adversas passa a ser obrigatória

da Redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (24) uma resolução que determina que a embalagem da Talidomida tenha a foto de uma criança com deficiência física provocada pelo produto. O remédio, que pode provocar má formação do feto quando consumido durante a gravidez, é usado no tratamento contra lúpus, hanseníase, entre outras doenças.

O objetivo da medida é evitar que crianças sejam vítimas do uso indevido do medicamento por mulheres grávidas e aumentar o controle sobre a substância. Além da embalagem, o cartucho e o folheto com explicações para os médicos também terão a imagem de crianças que sofreram os efeitos da substância.
Outra determinação feita pela Anvisa é que passe a ser obrigatória a notificação de reações adversas causadas pelo uso do produto.

A Vigilância Sanitária de cada estado ficará responsável por fornecer aos médicos todas as receitas para a prescrição da Talidomida. De acordo com a Anvisa, a mudança vai permitir mais controle sobre a entrega do medicamento aos usuários.

As novas regras devem entrar em vigor em três meses. Segundo a Anvisa, a Talidomida não é vendida em farmácias, mas distribuída aos pacientes pelo Sistema Único de Saúde.

Estudante surda aprovada em vestibular não recebe apoio da Faculdade de Tecnologia e Ciência

Entidade que mantém a FTC é acionada pelo MP
Jus Brasil
25/03/2011
Victor Carvalho
O Ministério Público (MP) estadual acionou a Instituto Mantenedor de Ensino Superior da Bahia, entidade a qual mantém a Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). O objetivo do Parquet estadual é justamente garantir que uma estudante do curso de Fisioterapia, em Vitória da Conquista, seja auxiliada por um intérprete de líbras. A citada estudante foi aprovada em vestibular em razão das vagas reservadas a deficientes em geral.
Deficiente auditiva, de acordo com o MP, a faculdade viria desrespeitando seus direitos desde o momento de sua aprovação no exame introdutório. Se deferida a ação civil, que possui um pedido de antecipação de tutela, a faculdade deve arcar com os custos da contratação de intérprete para os alunos deficientes auditivos. O Parquet também planeja um ressarcimento retroativo à estudante: aulas de reposição e reforço das disciplinas por si cursadas, bem como a devida substituição das provas já realizadas por exames propriamente adaptados às suas necessidades.

O Decreto 3.298/99, o qual vem regulamentar a Lei nº 7.853/89, instituiu a chamada Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Tal determina em seu art. 27: as instituições de ensino superior deverão oferecer adaptações de provas e os apoios necessários, previamente solicitados pelo aluno portador de deficiência, inclusive tempo adicional para realização das provas, conforme as características da deficiência. Outro agravante se encontra justamente no cadastro da instituição junto ao Ministério da Educação, o qual exige que seja apresentado um plano de promoção de acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência. No caso específico da citada aluna, a FTC teria chegado, segundo o órgão acusatório, a retirar algumas matérias do currículo da estudante, por considerar que tais seriam por demais difíceis para ela.

Seduc promove curso de capacitação focado na inclusão digital de deficientes visuais

Seduc promove curso de capacitação focado na inclusão digital de deficientes visuais

26/03/2011 09h26

Muito se fala, atualmente, em inclusão digital. Entretanto, para que ela se aproxime de uma plenitude prática, há determinados públicos que não podem ser deixado de lado; os deficientes visuais integram um deles. Consciente das maiores dificuldades que estes portadores de necessidades especiais encontram para fazer uso da internet, a Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc), por meio da Diretoria de Inclusão, realiza, entre os dias 28 de março e 1º de abril, em Palmas, o Curso Básico em Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco em Informática Básica, Transcrição Informatizada Braille e nos programas Mecdaisy e Dosvox.

Dividido em duas etapas, o curso é oferecido aos professores das redes estaduais de ensino atuantes nas Salas de Recursos Multifuncionais, aos formadores de Ensino Especial e aos técnicos da Diretoria de Inclusão. A primeira fase, que se inicia nesta próxima segunda-feira, 28, terá 20 horas-aula, sendo 12 delas teóricas e oito práticas. Já a última etapa, prevista para outubro, contará com a mesma dinâmica. No total, o curso vai oferecer 40 horas-aulas de conteúdos.

Segundo a diretora de inclusão da Seduc, Maria Lindoraci Saraiva Sobral, a partir da capacitação inicial dos professores e técnicos, as práticas de inclusão digital de deficientes visuais poderão ser disseminadas e ampliadas em diversos ambientes. “Esta é a primeira vez que ocorre um curso destes por aqui, mesmo assim, a procura por ele foi muito grande. É natural que pessoas cegas ou com maiores dificuldades visuais sintam um desejo forte de poderem se comunicar pela internet também. Com as capacitações, vamos promover a inclusão de nossos alunos, já que os professores e técnicos servirão de multiplicadores, seja aqui, em Palmas, ou nas 13 regionais de ensino do Estado. Além disto, esta inclusão não vai se limitar ao ambiente escolar, pois, certamente, a própria comunidade terá acesso a informações que poderão ajudá-la”, destaca Lindoraci.

Mecdaisy e Dosvox

Desenvolvidos pelo Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ambos os programas são utilizados para converter textos em áudio, na língua portuguesa, facilitando, assim, a inclusão digital dos portadores de deficiência visual.

Tanto o Mecdaisy, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), como o Dosvox estão disponibilizados para download gratuito na internet, respectivamente, nos seguintes sites: http://relink.ws/dVcb e http://relink.ws/eVcb. (Ascom Seduc / Marcus Mesquita)v

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Curto período entre gestações aumenta risco de autismo do filho

G1
11/01/2011

Estudo da Universidade de Columbia relata recorrência de casos de autismo em crianças cujas diferenças de idade com irmãos sejam inferior a dois anos

da Redação
Uma criança que nasce menos de dois anos depois que o irmão tem mais chances de sofrer autismo que aquela que nasce pelo menos três anos depois, constata um estudo da Universidade de Columbia (Nova York), publicada nesta segunda-feira pela revista médica "Pediatrics".
Os pesquisadores determinaram, a partir de uma amostra de mais de 500 mil crianças californianas, que o espaço de tempo entre os nascimentos é um fator de risco para o diagnóstico do autismo.
As probabilidades de uma criança sofrer da doença aumentam quanto menor é o tempo que passou entre as gestações da mãe, de modo que as crianças que nascem menos de um ano após seus irmãos possuem risco mais elevado de sofrer autismo.
Os pesquisadores encontraram evidências do vínculo entre o período entre gestações e o autismo em pais de todas as idades, o que fez com que descartassem a possibilidade de que o fator de risco fosse a idade dos progenitores, e não o tempo transcorrido entre os nascimentos.
No entanto, um dos principais responsáveis do estudo, Peter Bearman, advertiu à "Pediatrics" que são necessárias mais pesquisas para confirmar a relação entre o período de tempo entre as gestações e o autismo. "A ciência é muito lenta e funciona passo a passo", declarou.
Os fatores que explicam a influência do período de tempo entre os nascimentos para a ocorrência da doença não "estão claros", lamentou Bearman

'Tenho carta branca para gastar', diz secretária da Pessoa com Deficiência de SP

Folha de S.Paulo
São Paulo - SP, 11/01/2011

Linamara Rizzo Battistella diz que sua pasta não será afetada pela redução de custo no orçamento do estado, anunciada recentemente por Geraldo Alckmin

da Redação
Apesar de o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ter anunciado o contingenciamento de R$ 1,5 bilhão no Orçamento do Estado, a secretária Linamara Rizzo Battistella, da Pessoa com Deficiência, diz que sua pasta não será afetada, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta terça-feira da Folha.
"Tenho carta branca para gastar." A prioridade serão projetos de "inclusão pela educação". A secretaria não está na lista do governo de pastas --Educação, Saúde, Segurança e Desenvolvimento Social-- que ficariam de fora da contenção.
Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente, diz que "ainda é cedo" para dizer como a pasta será afetada pelo contingenciamento. O da Agricultura, João Sampaio, diz que a definição sobre cortes "está concentrada na Secretaria do Planejamento". Andrea Matarazzo, secretário da Cultura, considera as medidas "normais para todo começo de governo".