CONTATO: blog.olhares.especiais@gmail.com

sexta-feira, 29 de junho de 2018

COMO TIRAR A CNH ESPECIAL

COMO TIRAR A CNH ESPECIAL

Saiba quem pode ter a CNH especial e o processo para obter o documento que assegura o direito de dirigir às pessoas com deficiência

por MARIA CLARA DIAS COM TEREZA CONSIGLIO


Pessoas com deficiência (PCD) ou mobilidade reduzida podem não apenas dirigir, como também ter desconto na hora de comprar um carro novo. Mas para conseguir as isenções de impostos o primeiro passo é possuir uma CNH especial. Confira como tirar o documento.

Quem pode ter CNH especial ?

A CNH especial é destinada às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, incluindo doenças que podem afetar as funções motoras e cognitivas, desde que afetem à capacidade de dirigir da pessoas. Estão nessa lista desde artrite, artrose, escoliose e até esclerose múltipla e até problemas graves na coluna. Quem já sofreu um AVC ou possui algum tipo de doença neurológica, como Parkinson, também pode se submeter às avalições médicas para conseguir a carteira de motorista.

Pessoas com ausência ou amputação de membros, nanismo, pessoas com algum tipo de prótese interior ou exterior também podem ter a habilitação, comprar carro com desconto e adaptá-lo.

Vale lembrar que quem alegar ter algumas dessas patologias, mas não tenha a habilitação especial pode ser multado e ter seu direito de dirigir suspenso.

Como tirar a CNH especial?

O processo para se tirar uma CNH Especial é bem semelhante para se obter o documento comum. Além de ser indispensável ter completado 18 anos, são exigidos os mesmos documentos: RG, CPF e comprovante de residência. 

A diferença é que a pessoa terá que passar por um exame físico e psicotécnico bem meticuloso, realizado por uma junta especializada de médias, credenciada ao Detran do estado. Os especialistas vão determinar se o indivíduo está apto a dirigir, sob quais condições e se é necessário algum tipo de adaptação do veículo.

Apesar do exame médico mais extenso, não há taxas adicionais por isso. O Detran de São Paulo, por exemplo, cobra o valor de R$ 62,19 para os exames médicos da primeira habilitação especial e R$ 84,81 para a renovação do documento (com a permanência das restrições já existentes).

Nesse processo, o importante é checar as clínicas autorizadas junto ao departamento de trânsito do seu estado. Para isso, o Detran disponibiliza em seu site a lista de clínicas, assim como a de centro de formação de condutores (CFC) credenciados.

A autoescola deverá ter o veículo adaptado conforme a necessidade do aluno para a realização das aulas práticas. De acordo com a legislação de trânsito, o aluno que está tirando a CNH especial deve cumprir as mesmas 45 horas aulas de direção para se submeter a prova prática.

O exame é o mesmo aplicado aos demais candidato, com o mesmo percurso e critérios de avaliação, conforme determina a legislação federal. A diferença é que um médico acompanha toda o percurso da prova para avaliar se o veículo utilizado atende às necessidades do futuro condutor.

Restrições

Caso o motorista seja aprovado no processo de habilitação, ele deverá receber sua CNH com alguma letra no campo “observações” do documento. Todas as restrições são identificadas por letras de A a Z, e cada uma tem um significado específico. Como uso obrigatório de lentes corretivas (A) ou até mesmo a necessidade de aceleração e freios manuais (H).

Danylo Mota tem insuficiência renal crônica, doença que o obriga a ter uma fístula para hemodiálise no braço esquerdo que afeta a força e velocidade do braço, e por isso possui CNH especial há aproximadamente 1 ano. Ele conta que o processo de habilitação foi simples. “Preciso apenas que o carro seja automático e tenha direção hidráulica ou elétrica para não forçar meu braço. Hoje, estou com minha carteira de habilitação modificada com as restrições: A, D e F. A primeira letra é para indicar Correção ocular, a segunda Direção Hidráulica e a terceira Carro automático” explica.

Mudança de categoria e renovação

É comum a troca da habilitação tradicional para a especial. Se o condutor sofrer algum acidente que reduza sua capacidade de mobilidade e condução, ele deverá realizar novos exames médicos. A orientação é fazer a renovação o mais rápido possível, mesmo que a CNH ainda esteja dentro do prazo de validade.

A obrigatoriedade de realização de aulas práticas para a mudança para a categoria PCD varia de estado para estado. Luísa Almeida tem escoliose e explica que precisou realizar as aulas e a prova prática para mudar o tipo de CNH: “Fiz vários exames médicos, perícia no Detran, aulas na autoescola em carro automatizado e paguei inúmeras taxas de exame médico. As provas foram somente práticas”, afirma.

Já Danylo afirma que não precisou realizar aulas novamente no estado do Rio de Janeiro. “Em outros estados, vi pessoas informando que tiveram que fazer uma nova prova, já com carros automáticos e tudo mais, mas não precisei. Foi só verificado minha força, mobilidade, nível de atenção e mobilidade pela médica do Detran” conta.

Para a renovação da CNH especial, o prazo de validade é o mesmo. De acordo com o Denatran, a validade de uma CNH é de 5 anos, ou três anos para os condutores com mais de 65 anos de idade. Dependendo da patologia, no entanto, esse prazo pode ser reduzido pelo perito examinador. Se após o vencimento, o documento não tiver sido renovado, o motorista só poderá dirigir por mais 30 dias até a suspensão do direito de dirigir.

Luísa explica a importância do conhecimento dos direitos do público PCD, não apenas com a redução de impostos mas também para condições mais saudáveis ao volante: “A troca de carro melhorou muito a qualidade de vida e parou de agravar minha saúde”.

Distrofia de Duchenne

Você conhece a Distrofia de Duchenne?

A doença é caracterizada por uma degeneração progressiva nos músculos

por: Juliana Ribeiro

Toda criança possui particularidades no movimento motor, porém há alguns padrões próprios de cada etapa do crescimento. A criança nasce aparentemente normal. Depois demora um pouco mais do que os amiguinhos para andar. Com o passar dos anos, lá para os 3 ou 4 anos a mãe começa a notar que a marcha do seu menino não é como a da maioria. Ele apresenta dificuldade também na hora de correr, pedalar, subir escadas ou pular obstáculos. Por fim cai constantemente e tem dificuldade ao se levantar, é quase como se ele precisasse escalar o próprio corpo. São esses alguns dos sintomas de que nem tudo está bem e é aí que começa a peregrinação médica. "Quando ocorrem diferenças ou atrasos muito grandes na evolução, principalmente a presença de fraqueza muscular, pode ser algum sinal de distrofia. A forma mais comum é a distrofia muscular de Duchenne (DMD), uma doença rara, que precisa de atenção pois a sua identificação de maneira precoce é fundamental", explica Ana Lúcia Langer, pediatra e presidente da Associação Distrofia Brasil (ADB).
Em seu site o médico Drauzio Varella explica que a distrofia de Duchenne é uma doença genética de caráter recessivo, ligada ao cromossomo X, degenerativa e incapacitante."O gene defeituoso é transmitido simultaneamente pelo pai e pela mãe, que é assintomática. No entanto, cerca de 1/3 dos casos ocorre por mutação genética nova", explica ele que continua: "Só os meninos, 1 em cada 3.500, desenvolvem essa enfermidade, que se caracteriza pela ausência de uma proteína essencial para a integridade do músculo, que vai degenerando progressivamente", diz.
Com a missão de alertar pais, mas principalmente os educadores sobre essa distrofia o site Detetives Duchenne é uma ferramenta importante para tirar dúvidas e falar sobre a doença. O professor acompanha o aluno todos os dias e nota rotineiramente os seus movimentos, o que o leva a ser peça fundamental no caminho até o diagnóstico da distrofia muscular de Duchenne. "Reconhecer essa distrofia é um desafio, há um atraso de cerca de cinco a sete anos entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação. No Brasil, o diagnóstico é definido, em média, aos sete anos. Poder contar com o educador infantil no momento da identificação precoce dos sinais da DMD é muito importante para mudar esse cenário", afirma Ana Lúcia.
O que observar?
Os sinais e sintomas da doença são mais evidentes a partir dos 2,5 anos. Fique atento e, se identificar algumas dessas características (abaixo) recomende que os pais que procurem um especialista o quanto antes. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são essenciais para a qualidade de vida dos pacientes.
§  fraqueza muscular progressiva; 
§  quedas frequentes (entre os 3 e os 5 anos de idade);
§  dificuldade para subir escadas e correr;
§  manobra de Gowers, ou seja, escalar o próprio co rpo para se levantar;
§  aumento do volume das panturrilhas;
§  andar na ponta dos pés;
§  dificuldades para pular;
§  atraso na aquisição da marcha e linguagem.
Não tem cura, mas há acolhimento
Ainda não há cura para a doença, porém, um grande avanço aconteceu quando o Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva a Pacientes Portadores de Distrofia Muscular Progressiva do Ministério da Saúde liberou o acesso a aparelhos BiPAP para os pacientes com a doença, que devem procurar por eles na secretaria de saúde de seu Estado.
Outra ajuda importante vem da ABDIM (Associação Brasileira de Distrofia Muscular), que é uma entidade especializada no atendimento de crianças carentes com distrofia muscular.
Para os pais é importante que fique claro que atividades como fisioterapia e hidroterapia, assim como aulas de arte, música e computação, por exemplo, ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Não tem cura, mas há esperança
A grande esperança de tratamento para os portadores da distrofia de Duchenne está no potencial das células-tronco embrionárias para formar os tecidos necessários para substituir o músculo que está se degenerando. "Enquanto isso não é possível, pode-se recorrer ao tratamento precoce com corticoides, que ajudam a diminuir os processo inflamatório do músculo. À fisioterapia e à hidroterapia, recursos importantes para controlar a progressão da doença. Ao uso de aparelhos BiPAP de ventilação assistida para proporcionar maior conforto para esses pacientes", informa Varella que continua: "Apesar dos entraves políticos e religiosos, espera-se que, antes do tempo previsto, as pesquisas com células-tronco embrionárias mostrem como é possível fabricar músculos para substituir aqueles que estão se degenerando nos portadores da distrofia de Duchenne. Não desanimem", diz.



fonte: Diário da Região 

REATECH 2019

REATECH 2019

Logo da Reatech Brasil e a informação que o evento acontecerá de 13 a 16 de junho de 2019 na EXPO-SP


Organizada e promovida pela Cipa Fiera Milano, a Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade é considerada a principal feira do setor na América Latina. A cada edição, reúne cerca de 300 expositores dos segmentos de agências de emprego voltadas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas, departamentos de recursos humanos, indústrias farmacêuticas, indústrias dos segmentos de animais treinados, veículos adaptados para deficientes físicos (carros, ônibus, vans), fabricantes de aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal, próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.


Em 2019, a feira acontecerá entre os dias 13 e 16 de junho (13 e 14, das 13h às 20h, e 15 e 16, das 10h às 19h). A 16ª edição de Reatech será em um dos novos pavilhões do São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, a fim de atender plenamente as necessidades de seus expositores e visitantes. Serão 4 dias de evento recheados de atividades culturais e sociais, como: equoterapia, teste drive de carros adaptados, quadras poliesportivas, seminários, workshops e oficinas com profissionais renomados.
Mais informações: http://reatechbrasil.com.br/16/

quinta-feira, 21 de junho de 2018

DICA DE FILME: AS CORES DAS FLORES

DICA DE FILME: AS CORES DAS FLORES

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA PARA ASSISTIR AO FILME COMPLETO (Legendado)

O vídeo “As cores das flores” conta a história de um garoto que lida com o desafio de uma atividade escolar. Sem o recurso da visão, ele cria uma lógica particular para se relacionar com a realidade, que recebe significados para além das definições usuais.
Acesse e se inscreva em nosso CANAL YouTube e no BLOG OLHARES ESPECIAIS https://olharesespeciais.blogspot.com/

CURSO: CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – (Organização Mundial da Saúde - OMS)

CURSO: CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
 (Organização Mundial da Saúde - OMS)


Descrição da Imagem: lado esquerdo da imagem rapaz sorrindo. Lado direito da imagem, inscrição do nome do curso (CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde). Logo abaixo há texto de informação de data (14/07/2018) e Carga Horária (8 horas). E no canto direito inferior da imagem há o logo da APAE SP.


Datas: 14/07/2018

Sábado, das 9h às 18h 

Carga horária: 8 horas

Participantes: profissionais da área da saúde.

*A data de realização do curso poderá ser alterada sem aviso prévio, conforme demanda e/ou necessidade do Instituto de Ensino e Pesquisa APAE DE SÃO PAULO.



INSCRIÇÕES: LOJA VIRTUAL APAE SP


Ementa: a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF é um modelo para organização e documentação de informações sobre as funcionalidades e as incapacidades de um indivíduo de acordo com suas condições de saúde. Sendo assim, o curso visa apresentar aos profissionais este modelo multidirecional proposto e sua utilização.  


Objetivo: desenvolver competências para operacionalizar a aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF em diferentes contextos, nos processos de avalição e planejamento de ações, compreendendo o modelo multidirecional como uma ferramenta clínica, epidemiológica, social e ambiental, na funcionalidade humana.

Objetivos Específicos: Compreender os princípios e a estrutura da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF, bem como a sua importância;

  • Conhecer a linguagem, os objetivos e a aplicabilidade,
  • Aplicar o modelo multidirecional de maneira qualitativa e/ou quantitativa.


Metodologia: o curso será presencial, contemplando aula teórica e prática, com simulação e discussão de casos.


Conteúdo:
- Contexto histórico
- Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF e Saúde funcional
- Modelo multidirecional
- Estrutura da classificação
- Aplicação dos qualificadores
- Formas de utilização: core setchecklist e categorias
- Estudo de casos

Coordenação:
Danielle Borrego Perez - Graduada em Fisioterapia pela Universidade Nove de Julho-UNINOVE. Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP. Mestre em Neurociências e Comportamento pela Universidade de São Paulo - USP. Aprimoramento profissional em Reabilitação Neurológica pela Associação de Assistência à Criança Deficiente-AACD. Experiência em reabilitação neurológica do adulto e da criança. Aprimoramento profissional em métodos específicos para reabilitação neurológica.

Local: Instituto de Ensino e Pesquisa APAE DE SÃO PAULO
Rua Loefgren, 2109 – Vila Clementino (Próximo à estação do metrô Santa Cruz)

Informações: (11) 5080-7007 / instituto@apaesp.org.br

quinta-feira, 14 de junho de 2018

DICA DE FILME: "ENCONTRO AS ESCURAS"


DICA DE FILME: "ENCONTRO AS ESCURAS"


CLIQUE NA IMAGEM ACIMA PARA ASSISTIR AO FILME COMPLETO (Dublado)


Nossa dica do filme de hoje é baseado na história de Danny, um rapaz cego que recebe ajuda de seu irmão Larry para conseguir uma namorada, mas todo encontro é igual: tudo vai bem até revelar que é cego. Danny decide procurar a ajuda de um médico e acaba encontrando amor onde menos espera.
Gênero: Comédia romântica
Ano de produção: 2006
Diretor: James Keach

CURSO Transtornos de Aprendizagem versus Deficiência Intelectual

CURSO: Transtornos de Aprendizagem versus Deficiência Intelectual


Datas: 07, 14 e 21/07/2018
Sábados, das 9h às 18h 

Carga horária: 24 horas

Participantes: estudantes e profissionais da área da educação, psicólogos e fonoaudiólogos que atuam com situações de aprendizagem. 

*A data de realização do curso poderá ser alterada sem aviso prévio, conforme demanda e/ou necessidade do Instituto de Ensino e Pesquisa APAE DE SÃO PAULO.


De R$ 415,00 por
R$ 332,00
Economize R$ 83,00

ou em 4x R$ 83,00
4X




INSCRIÇÕES: LOJA VIRTUAL APAE SP