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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Empresa brasileira lança leitor de cores e dinheiro de baixo custo

Benfeitoria
05/05/2011

O leitor analisa visualmente notas e cores, e repassa as informações verbalmente ao usuário

Fernando Gil
A Auire, uma empresa que desenvolve e comercializa dispositivos eletrônicos de baixo custo para assistência às pessoas com deficiência, lança seu primeiro produto: o Auire Prisma, um identificador de cor e dinheiro. Pressionando-se um dos botões, o dispositivo emite uma luz para iluminar o objeto e o nome da cor correspondente é falado em voz alta. A identificação de notas de dinheiro acontece por um processo semelhante. Após pressionar o botão, o valor da nota é tocado em som audível. A tecnologia do Auire Prisma será licenciada de forma livre (Creative Commons), não havendo patentes.

O leitor da Auire custa cerca de R$ 400 e a empresa lançou uma campanha de contribuições, sendo todo o capital obtido revertido em Prismas para entidades carentes. Para doar acesse o endereço: http://www.benfeitoria.com/prisma.

A Auire foi fundada por dois engenheiros de computação Nathalia Patrício e Fernando Gil. Com ela, eles ficaram entre os 10 primeiros de 100 colocados na apresentação de planos de negócios da Campus Party 2010. Posteriormente, Fernando foi escolhido como fellow do Unreasonable Institute, com a ideia de desenvolver um identificador de cores de baixo custo. Atualmente, a Auire está também recebendo apoio em capital humano pela Artemisia.

Deficiente visual reabilitado é estrela de comercial da Fundação Dorina Nowill para cegos

Deficiente Ciente
São Paulo - SP, 06/05/2011

WMcCann cria comercial para mostrar a importância da reabilitação para as pessoas com deficiência visual

da Redação
A Fundação Dorina Nowill para Cegos apresenta um novo comercial criado pela WMcCann. Com o objetivo de mostrar a importância do trabalho da Fundação Dorina na reabilitação das pessoas com deficiência visual, a agência desenvolveu um filme de 60” e duas versões de 30”.

A estrela do filme é Diego Luciano de Castro, de 23 anos, que há 3 anos ficou cego devido a um descolamento de retina. Diego é um personagem que exemplifica milhares de pessoas cegas e com baixa visão que passam pelo atendimento especializado, adequado às suas necessidades, e que é oferecido gratuitamente pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.

A proposta do comercial é mostrar o trabalho desenvolvido pela Fundação Dorina para que pessoas com deficiência visual tenham independência e autonomia nas suas atividades cotidianas. Por isso, a WMcCann optou em fazer um filme diferente: Diego foi equipado com uma câmera digital presa à sua cabeça e realizou diversas atividades: andou pelas ruas, pegou ônibus, subiu escadarias e transpôs obstáculos.

O material foi editado e se transformou no comercial, que retrata exatamente o que “vê” uma pessoa com deficiência visual em seu dia a dia. Para encerrar, o filme ganha a assinatura “Conheça e ajude a Fundação Dorina Nowill para Cegos” com o contato para doações.

“Essa foi a maneira que encontramos para mostrar ao grande público como é fundamental a reabilitação promovida pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, já que sem ela, Diego e muitos outras pessoas cegas e com baixa visão, jamais poderiam ter uma rotina independente”, comenta Milton Mastrocessario “Cebola”, Diretor de Criação da WMcCann.

O diferencial do filme é o recurso da audiodescrição. São descritas por meio de uma linguagem clara e objetiva informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas na locução, como, por exemplo: ambiente, mudança de tempo e espaço, expressões faciais e corporais, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.

O recurso de acessibilidade permite que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, etc.

Estudo sobre visão tenta resolver enigma filosófico

Folha de São Paulo
Estados Unidos, 06/05/2011

Enigma ataca diretamente um problema da filosofia da mente: o espaço tem um conceito inato comum à visão e ao tato ou só aprendemos essa relação através da experiência?

da Redação
Se de repente um cego pudesse ver, ele seria capaz de reconhecer de vista a forma de um objeto que antes só conhecia pelo toque? Apresentado a um cubo e um globo, ele saberia distingui-los só de ver? Faça uma pausa e pense na resposta. Depois continue lendo.

A pergunta ataca diretamente um problema da filosofia da mente: o espaço tem um conceito inato comum à visão e ao tato ou só aprendemos essa relação através da experiência? Uma pesquisa divulgada no dia 10 de abril pela publicação "Nature Neuroscience" pode ter finalmente respondido essa questão, que inquieta filósofos e cientistas há mais de 300 anos.

William Molyneux, político e cientista irlandês, foi o primeiro a levantar a dúvida numa carta enviada a John Locke em 1688. Locke analisou o que veio a ser conhecido como o problema de Molyneux em "Ensaio acerca do Entendimento Humano", publicado poucos anos depois.

A resposta de Locke foi "não". "Ele não seria capaz de afirmar com certeza qual era o globo e qual o cubo, tão somente ao vê-los, embora certamente pudesse nomeá-los após tocá-los". Para Locke, a ligação entre os sentidos era aprendida.

Dezenas de filósofos, como George Berkeley, Gottfried Leibniz, Voltaire, Diderot, Adam Smith e William James, já consideraram o problema. E houve tentativas de responder a dúvida experimentalmente começando nos primeiros anos do século 18 com estudos com pacientes cuja catarata congênita foi removida quando eles já eram adultos e que continuam sendo feitos até agora, pela observação de recém-nascidos.

Contudo, segundo os autores de uma nova experiência, esses estudos eram inapropriados, nunca estabelecendo a nitidez com que o paciente poderia enxergar mais tarde ou não conseguindo fazer o teste logo após a cirurgia, quando o paciente ainda fosse completamente inexperiente com a visão.

A nova pesquisa parece comprovar que Locke estava certo. O cérebro não consegue entender de imediato o que os olhos estão vendo e o cego que passou a enxergar não tem a capacidade de distinguir os dois objetos, mas pode aprender a fazer essa distinção rapidamente.

Trabalhando com um grupo que oferece tratamento médico a cegos e com deficiência visual em países pobres, os pesquisadores testaram cinco pacientes do nordeste rural indiano; quatro meninos e uma menina com idades entre 8 e 17 anos. Todos eram cegos de nascença, quatro em função de catarata e o último devido a um distúrbio na córnea. Antes da cirurgia, eles percebiam a luz e dois discerniam a direção, mas nenhum via objetos. Na sequência, todos tiveram a visão avaliada em 20/160 ou melhor, o suficiente para distinguir objetos e realizar tarefas cotidianas.

As crianças passaram pelo experimento 48 horas após a cirurgia. Os pesquisadores colocaram 20 pequenos objetos parecidos com blocos de Lego numa mesa em que podiam ser vistos, mas não tocados. Depois as fizeram sentir blocos idênticos debaixo da mesa, onde eram invisíveis, tentando apontar quais combinavam. O desempenho médio em parear um objeto com outro somente pelo tato ou visão foi alto, perto de 100%. Só que quando deviam formar pares entre um objeto tocado e outro visto, o número médio de respostas corretas caiu para pouco acima da mera sorte.

Mas a melhora foi rápida. Um dos autores do estudo, Yuri Ostrovsky, pesquisador de pós-doutorado do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), afirmou que uma criança ficava proficiente em menos de uma semana. Em três meses, o número médio de respostas certas ao parear um objeto visto com outro tocado era superior a 80%.

O autor principal, Pawan Sinha, professor de visão e neurociência computacional do MIT, acredita que solucionar a dúvida filosófica não é o único benefício. "O estudo reforça a hipótese de que o aprendizado transmodal é possível mesmo após anos de privação. Isso é muito importante do ponto de vista clínico porque defende a disponibilização de tratamento para todos, independentemente da idade. Crianças com mais de seis ou sete anos não estão acima da idade passível de correção. O cérebro retém sua plasticidade até no fim da infância e mesmo na idade adulta".

Ossur lança primeira prótese de perna biônica integrada do mundo

Market Wire
09/05/2011

Mais recente inovação aproveita comprovada funcionalidade de dois dispositivos biônicos populares. Venda prevista para final de 2011

da Assessoria de Imprensa
A Össur desenvolveu a primeira prótese de perna biônica integrada, unindo a funcionalidade de duas das suas próteses mais populares - RHEO KNEE(R) e PROPRIO FOOT(R) - em uma unidade única totalmente integrada, cujo lançamento foi anunciado hoje. Funcionando juntamente com a perna biônica, o pé e o joelho biônicos interagem integralmente.

As próteses convencionais exigem que os usuários se concentrem em cada movimento, até mesmo durante uma simples caminhada. Todas as próteses Biônicas da Össur permitem auto-ajustes em tempo real, graças à sua Artificial Intelligence (AI - Inteligência Artificial) e sistemas de comunicações sem fio, sensores internos altamente sensíveis e designs biomecânicos avançados.

A nova Perna Biônica Integrada passou com sucesso por intensos testes e verificações. Os testes em campo serão aplicados a um maior grupo de usuários durante o verão de 2011. A Össur espera disponibilizar limitadamente a nova prótese no final de 2011, e geral no início de 2012.

"Acreditamos que a nossa nova Perna Biônica Integrada seja o início de uma nova era de design integrado e que a sua funcionalidade possa ampliar substancialmente as opções terapêuticas e de mobilidade para inúmeras pessoas sem os membros inferiores", disse Jon Sigurdsson, CEO da empresa.

Na ponta dos dedos

Diário do Nordeste
Fortaleza - CE, 16/05/2011

Instituto Hélio Góes oferece educação infantil, ensino fundamental e reabilitação para pessoas com deficiência visual


Adriana Martins
Para muitas pessoas com deficiência visual em Fortaleza, a Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC) é quase uma segunda casa. Seja como paciente do Hospital Alberto Baquit Júnior, como aluno da escola Instituto Hélio Góes ou como frequentador da Biblioteca Braille Josélia Almeida, entre outros espaços da instituição, é lá que se encontra a rede de apoio mais estruturada do estado. Inclusive, no que diz respeito ao acesso à cultura.

O Instituto Hélio Góes é uma escola curricular, reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação, que oferece educação infantil, ensino fundamental e reabilitação, além de atendimento para pessoas com outras deficiências (cognitiva, auditiva, motora etc.) e cursos de braille voltado aos familiares dos deficientes visuais (com objetivo de ajudá-los a acompanhar o desempenho dos filhos). A Educação Artística inclui atividades da dança, teatro e música.

"São 10 alunos por sala, inclusive do Interior e alguns de boa visão. Na Reabilitação, o número de assistidos é grande, por isso há dias alternados para as atividades", esclarece a professora Andreia Barros. Além de receber doações, o Instituto se mantém com parte da renda do Hospital Alberto Baquit Júnior e da Unidade Oftalmológica Iêda Otoch Baquit (que atendem pelo Sistema Único de Saúde, particulares e por convênios).
Na escola, Andreia é responsável por um dos espaços mais privilegiados, a biblioteca - cujo acervo é composto por livros em formato tradicional, em braille e gravados em áudio. As temáticas vão desde a infantil até obras de preparo para Enem e concursos públicos.

Foi lá que, logo pela manhã, encontramos a aposentada Socorro Guedes Almeida, voluntária há mais de um ano da escola. Embora ocupada com uma pilha de livros para carimbar, esbanjou simpatia durante a entrevista. "É muito bom ser voluntária, servir ao próximo. Aqui a gente aprende tanta coisa, inclusive o exemplo vindo das pessoas com deficiência, e o amor dos funcionários pelo seu trabalho. Além de tudo, desenvolve os neurônios para evitar a esclerose", brinca.

"A tarefas dependem da necessidade. Às vezes catalogamos CDs e DVDs, encapamos livros. Uma vez por semana também participo do projeto Livro Falado, leio obras para gravação, que depois são escutadas pelos alunos e assistidos. Atualmente estou gravando um livro sobre igrejas do Ceará. Como é grande e as sessões duram apenas uma hora, devemos terminar até o final do ano", explica a voluntária.

Outro pequeno colaborador desse projeto é o aluno Juan Pablo, de oito anos, que tem cegueira total. Há dois anos ele é voluntário do projeto Curumim, no qual crianças realizam as gravações de obras escritas. Todo articulado, Juan explica que grava no estúdio do Instituto algumas vezes à tarde, depois das aulas. "Venho com a mãe de um colega ou de transporte. Escuto a história uma vez e regravo todinha. Eu escolho ou peço sugestão pra tia (professora)", conta.

"É importante, porque muitas crianças não têm condições de comprar os CDs. Por isso gosto de gravar, é bom fazer a alegria delas, a gente fica feliz também", explica, do alto da sua maturidade de quem está na alfabetização. "Estamos aprendendo letra V em Braille. É fácil, mas nas provas é mais difícil", diz.

Uma das histórias preferidas de Juan é a do Patinho Feio. "Mas mudei um pouco, coloquei o patinho bonito, porque feio ele era maltratado. Às vezes faço histórias sem pé nem cabeça", diverte-se, enquanto sai da biblioteca rumo à aula de música. "Estou aprendendo violão e piano, mas queria mesmo era tocar bateria", confessa o pequeno.

Atualmente o Curumins inclui 32 crianças voluntárias, de 4 a 12 anos, que são acompanhadas pelos professores durante as atividades. Normalmente são filhos de funcionários, voluntários ou assistidos. Nem todas fazem gravação, algumas ficam na biblioteca, contam histórias, organizam livros e brincam com outras crianças.

Seminário Internacional de Alfabetização na Perspectiva da Psicologia

SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ALFABETIZAÇÃO NA PESRPECTIVA DA PSICOLOGIA COGNITIVA DA LEITURA

Agência FAPESP – Entre os dias 23 e 25 de maio, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) sediará o Seminário Internacional de Alfabetização na Perspectiva da Psicologia Cognitiva da Leitura.

Apoiado pela FAPESP, o evento é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Educação - Psicologia da Educação da universidade e reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros que irão discutir as temáticas da alfabetização.

Entre os palestrantes estrangeiros estão Bruce Pennington, da Universidade de Denver, Elena Grigorenko, da Universidade Yale, Rebecca Treiman, da Universidade Washington, Linnea C. Ehri, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, Hélène Deacon, da Universidade Dalhousie, no Canadá, Jean Emile Gombert, da Université Rennes 2 (França), e José Morais, da Université Libre de Bruxelles (Bélgica).
 
Entre os pesquisadores brasileiros convidados estão Adriana Benevides Soares (UERJ), Alina Galvão Spinillo (UFPE), Ângela Maria Vieira Pinheiro e Claudia Cardoso-Martins (UFMG), Carla Moita Minervino (UFPB), Antonio Roazzi, Cláudia Guaraldo Justi, Francis dos Reis Justi e Luciana de Hodges (UFPE), Cláudia Ferreira Davis e Laurinda Ramalho de Almeida e Maria Regina Maluf (PUC-SP), Fraulein Vidigal de Paula e Fernando César Capovilla (USP), Helena Vellinho Corso e Jerusa Fumagalli de Salles (UFRGS), Jane Correa e Márcia Peruzzi da Mota (UFRJ) e Monica Miranda (Unifesp).
 
O seminário, cuja programação inclui conferências, simpósios e debates, ocorrerá no Teatro da PUC-SP (Tuca), localizado na R. Monte Alegre, 1024, em Perdizes, São Paulo.
 

Curso de Introdução à Audiodescrição


CURSO DE INTRODUÇÃO À AUDIODESCRIÇÃO – RECURSO DE ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL

Datas:  25 e 30 de maio/11 - 1º , 6, 8, 13, 15 e 20  de junho/11
Horário das 18:30 as 21:30
Investimento:  (250,00 duzentos e cinquenta reais) pode ser parcelado em 2x
Local:  Auditório Laramara
Rua Conselheiro Brotero, 338 - Barra Funda

Professora: Lívia Maria Villela de Mello Motta
Lívia Maria Villela de Mello Motta é doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC de São Paulo e atua na área de inclusão cultural das pessoas com deficiência visual desde 2005, como audiodescritora e professora de cursos de audiodescrição, sendo responsável pela elaboração de roteiros e formação de audiodescritores do Teatro Vivo. Organizou junto com Paulo Romeu Filho o primeiro livro brasileiro sobre o tema (AUDIODESCRIÇÃO: TRANSFORMANDO IMAGENS EM PALAVRAS). Criadora do site e blog: VER COM PALAVRAS.

Público alvo: profissionais que trabalham com pessoas com deficiência, profissionais de comunicação, artes cênicas, locução, representantes de Secretarias de Cultura e Centros Culturais

O curso objetiva apresentar a audiodescrição, discutir as possibilidades de atuação do audiodescritor em diferentes contextos e gêneros de espetáculos e oferecer oportunidades de prática a profissionais que atuam em diferentes áreas. A audiodescrição é um  recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, sociais e pedagógicos, por meio de locução extra inserida ao som original do produto audiovisual, promovendo o acesso à cultura e à informação. Além das pessoas com deficiência visual, também são beneficiadas as pessoas idosas, pessoas com deficiência intelectual e disléxicos.

Carga horária: 44 horas
24 hs presenciais divididas em 8 encontros  (segundas e quartas das 18:30 às 21:30 horas)
20 hs em ambiente virtual de aprendizagem com atividades assíncronas

Para se inscrever, clique no link abaixo:
https://spreadsheets.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDJDWTY3emE1cWh3T0FfbVB1Z1I4ZUE6MQ
               
O pagamento poderá ser feito na instituição ou através de depósito bancário - Banco Itaú / ag. 1976 - C/C 01800-0 - Favorecido Laramara - Ass. Bras. Assist. Deficiente Visual. O comprovante deve ser enviaro via e-mail para a confirmação do pagamento e emissão do recibo.
Objetivos

quinta-feira, 12 de maio de 2011

II Congresso de Pesquisa em Psicologia e Educação Moral - COPPEM

II Congresso de Pesquisa em Psicologia e Educação Moral - COPPEM

04 à 07 de julho de 2011 - Centro de Convenções UNICAMP

Apresentação:

Recorremos ao termo “conflito” quando queremos utilizar expressões muito variadas, entre elas, desacordo, discórdia, oposição, confronto, antagonismo. Do latim “conflictus”, a palavra conflito aponta para uma espécie de choque de necessidades, de interesses ou de valores que se dá entre duas partes. Contudo, ainda que seu sentido mais utilizado seja o negativo, é a definição da língua chinesa para “crise” que nos apresenta uma bela reflexão retomada neste II Congresso de Pesquisas em Psicologia e Educação Moral: se por um lado, em sua ambivalência, essa palavra significa perigo, tornando tal termo correspondente a algo desagradável ou atemorizante, a mesma expressão é também utilizada como sinônimo de oportunidade, ou seja, mudança, criação, inovação, superação, novo equilíbrio. Por certo, em “tempos líquidos” como os atuais em que os encontros entre as pessoas soam como estranhamento ou ameaça, vislumbrar essa diferente perspectiva para o conflito nos impele a compreender sua necessidade para o desenvolvimento, para que se possam superar as diferenças, para que os estranhos se encontrem e construam relações mais éticas.


Informações

Laboratório de Psicologia GenéticaFaculdade de Educação – UNICAMP

Av. Bertrand Russell, 801
Cidade Universitária “Zeferino Vaz”

CEP 13083-865 – Campinas – SP – Brasil


Fones: (19) 35215584 (LPG: Talita ou Daniela) ou (19) 97731261 (GEPEM: Thaís)