CONTATO: blog.olhares.especiais@gmail.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fundação Dorina Nowill oferece curso de audiodescrição

Rede Saci
São Paulo - SP, 20/10/2010

Foco será o uso do recurso dentro de atividades culturais, como cinemas e teatros

“Introdução à Audiodescrição em Produtos Culturais e de Comunicação” será tema do curso realizado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, em parceira com a "Museus Acessíveis", com o objetivo de capacitar profissionais a desenvolverem projetos de inclusão e acessibilidade cultural em espaços culturais com os recursos de audiodescrição.
Segundo a coordenadora do curso Viviane Sarraf , a audiodescrição apresenta, por meio da linguagem descritiva clara e objetiva, informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo. O recurso também traz elementos importantes para a melhor compreensão da pessoa com deficiência visual como: ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.
A audiodescrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga. Outro aspecto relevante é que a audiodescrição traz uma metodologia para algo que era feito informalmente, graças à sensibilidade e boa vontade de algumas pessoas.

O curso, que acontecerá nos dias 4 e 5 de novembro, na sede da Fundação Dorina em São Paulo, tem como objetivo apresentar e analisar as principais tendências e boas práticas nacionais e internacionais nessa nova área. A partir de reflexões teóricas, práticas e do contato direto com usuários dos produtos com áudiodescrição, pretende oferecer subsídios que beneficie seu público alvo – as pessoas com deficiência visual.
Em São Paulo, este recurso pode ser conferido no Museu do Futebol, na Galeria Tátil de Esculturas da Pinacoteca do Estado e em algumas exposições do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM, que oferece áudio-guia com descrição de todas as obras e educadores capacitados para guiar visitas educativas descritivas. A maioria das instalações também proporciona a percepção por outros sentidos como tato e olfato.
Inscrições podem ser feitas pelo endereço: http://migre.me/Pgjf

Caminhar pode diminuir o risco de desenvolver mal de Alzheimer

Hyper Science
21/10/2010

Segundo um novo estudo, caminhar pouco mais que um quilômetro por dia aumenta significativamente o volume de várias regiões do cérebro

Natasha Romanzoti
A pesquisa indica que andar a pé cerca de 1,61 km pode aumentar o tamanho do cérebro, e diminuir significativamente nos idosos as chances de desenvolver mal de Alzheimer ou demência. Os pesquisadores disseram que, no entanto, andar mais do que isso por dia não pareceu melhorar ainda mais o volume do cérebro.
O cérebro diminui conforme os adultos envelhecem, aumentando o risco de comprometimento cognitivo e de doenças como Alzheimer e demência. Estudos anteriores já haviam examinado os efeitos da atividade física sobre a função cerebral em idosos, mas em períodos mais curtos, de seis meses a um ano. Este é o primeiro estudo realizado durante um período de vários anos que foi capaz de avaliar isso.
Os participantes foram avaliados com base em uma medição inicial do quanto eles caminham, e depois seguidos por 13 anos. O estudo começou com 299 participantes que não tinham demência, com idades entre 70 e 90 anos, em 1989. Os pesquisadores mediram quantos quarteirões os idosos andavam por semana e, entre 9 e 13 anos após o exame inicial, os cientistas avaliaram os mesmos participantes com ressonâncias magnéticas.
Ao final da pesquisa, 116 participantes foram diagnosticados com demência ou comprometimento cognitivo leve, que podem levar à doença de Alzheimer, e 169 permaneceram sem tais condições. O estudo não levou em conta as pessoas que morreram durante a pesquisa.
Segundo os pesquisadores, é possível que o exercício possa estar apenas adiando o aparecimento do mal de Alzheimer nas pessoas vulneráveis à doença. Mas, mesmo se este for o caso, o estudo aponta para prevenção e opções de tratamento a estes pacientes. Há uma tendência, nos próximos anos, de dar uma ênfase as formas não-farmacêuticas de diminuir o risco de doenças neurológicas ou psiquiátricas.
Atrasar a doença também pode aliviar a carga emocional e os problemas que vêm junto com ela, tanto para os pacientes como para suas famílias.
No futuro, os pesquisadores querem realizar outros estudos que revelem como o exercício influencia o volume do cérebro, e quais são os efeitos da atividade física em pessoas que já sofrem com a doença de Alzheimer.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

São Paulo lança programa para comprar e editar livros acessíveis para deficientes visuais

Jornal Cidade
São Paulo - SP, 22/10/2010

Governo do estado pretende adquirir livros em formato Daisy e audíveis

da Redação
O governo do Estado de São Paulo assinou nesta quinta-feira, 21 de outubro, a criação do Programa de Acessibilidade Comunicacional, para que o Estado compre e edite livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual. Desta forma, livros didáticos, por exemplo, poderão ser oferecidos também no formato Daisy – padrão internacional de acessibilidade para pessoas com deficiência visual.
O decreto foi assinado durante a abertura do "II Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência", realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
O programa terá as participações da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Educação, da Gestão e da Cultura, que formarão uma comissão para garantir a implantação do projeto. “Garantir o acesso aos livros é uma das formas mais importantes de inclusão das pessoas com deficiência. Desta forma, podemos devolver para o cotidiano de milhares de pessoas o prazer da prosa, da poesia e do conhecimento”, afirma Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Os livros em formato Daisy permitem a navegação no texto escrito ou falado, por meio de um aplicativo de leitura instalado no computador ou outro suporte eletrônico, além da reprodução em áudio. O programa prevê, ainda, que nos casos onde o formato Daisy seja inadequado, sejam adotados outros formatos disponíveis, como braile ou áudio simples.

MEC aplicará R$ 5 milhões em universidades para inclusão

Jornal BR
28/10/2010

Ao todo, 42 unidades de educação recerão verba do ministério para se tornarem acessíveis

Ionice Lorenzoni
O Ministério da Educação selecionou 31 universidades federais, dez institutos federais de educação, ciência e tecnologia e um centro federal de educação tecnológica (Cefet) para executar projetos de inclusão de pessoas com deficiência em suas sedes e campi. As verbas que serão aplicadas somam R$ 5 milhões.
Cada instituição terá entre R$ 66,6 mil e R$ 173,9 mil para investimento e custeio, recursos do programa Incluir, desenvolvido pelas secretarias de Educação Superior (Sesu) e de Educação Especial (Seesp). O prazo máximo de execução dos projetos será de 12 meses, com término fixado para 12 de dezembro de 2011. As cinco regiões do país tiveram projetos aprovados. Aparecem com maior número o Sudeste, com 12 propostas, o Nordeste, com 11, e o Sul, dez.
O programa Incluir tem entre seus objetivos implantar uma política de educação com inclusão, promover ações que assegurem o acesso e a permanência de pessoas com deficiência nas instituições públicas de ensino superior e eliminar barreiras físicas, pedagógicas e de comunicação.
Projetos – O edital do Incluir 2010 ofereceu às instituições federais de ensino superior a possibilidade de apresentar cinco tipos de ações: adequações arquitetônicas para acessibilidade física (rampa, barra de apoio, corrimão, piso e sinalização tátil, sinalizadores, alargamento de portas); aquisição de recursos de tecnologia assistiva (computador, impressora Braille, software para acessibilidade, linha Braille, lupa eletrônica, elevador); aquisição e desenvolvimento de material didático e pedagógico acessível; aquisição e adequação de mobiliário para acessibilidade; formação de profissionais da instituição para o uso dos recursos tecnológicos, da língua brasileira de Sinais (Libras) e outros códigos e linguagens para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência na educação superior.

Vida além dos muros

Rede Bom Dia
28/10/2010

Emílio Figueira supera dificuldades causadas por paralisia cerebral e já escreveu mais de 70 livros

Cristina Camargo
A falta de oxigenação no cérebro durante o parto provocou uma paralisia cerebral no escritor Emílio Figueira, 41, e, como consequências, problemas de coordenação motora e fala.
Ele mesmo lembra que na época os deficientes eram preparados para viver dentro de instituições, recebendo a assistência adequada, mas isolados do convívio social.
Emílio tem orgulho de ter sido uma das pessoas a conseguir "derrubar os muros", numa abertura para a inclusão ocorrida principalmente durante a década de 1980.
O seu caso é exemplar: o escritor não conquistou apenas independência, virou um multiprofissional, intelectual inquieto, cheio de ideias e planos para os próximos anos. Tem 74 livros publicados, 66 artigos científicos, peças de teatro, roteiros. Já trabalhou como jornalista e agora dedica-se à psicanálise, sempre escrevendo.
Em breve terá um blog no "Bom Dia" (www.redebom dia.com.br), direcionado a pessoas entre 35 e 60 anos. Sobre esse público, diz: "Mulheres e homens que vivem os sabores e dissabores desse período, comportamentos, avanços, vida sentimental, sexo, grilos, autoestima, ambiente de trabalho, lazer, relacionamentos com jovens e pessoas com mais idade".
Nos últimos anos, pesquisa o comportamento das pessoas de meia-idade. Criou uma clínica online em seu site (www.clinicadameiaidade.com.br) e tem planos de abrir espaço para clinicar pessoalmente. Segundo ele, o modelo de clínica online é tendência nos Estados Unidos e Europa.
"Acredito que o grande barato da minha vida seja escrever ao grande público, seja em forma de livros, artigos, teatro, blog, colunas”, diz. “Assim desenvolvo minha teoria sobre o uso da psicologia e psicanálise no ato de escrever."
Emílio viveu em Bauru parte de sua trajetória, entre 1989 e 2006. Cursou psicologia na USC (Universidade do Sagrado Coração) e foi bolsista do Centrinho (Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais) durante oito anos. "Bauru representou a minha grande autonomia. Andava sozinho por toda a cidade, tomava ônibus, freqüentava o comércio, era livre fisicamente".
Em seu livro de memórias, "O Caso do Tipógrafo", mais de 100 páginas são dedicadas à época em que viveu aqui.
Hoje ele percorre o Brasil por causa de suas palestras e aulas em congressos e seminários. A paralisia nunca o atrapalhou na hora de escrever, desde a época da máquina de escrever até agora, com o notebook.

Aspectos legais da acessibilidade comunicativa como o direito à informação e ao entretenimento para pessoas com deficiência

Exposição de alguns pontos da legislação que garantem direitos das pessoas com deficiência relativos ao tema

da Redação
Nada melhor depois de um longo dia de trabalho que chegar em casa, sentar a frente da televisão, e poder assistir os programas informativos ou mesmo de entretenimentos. Sejam para se atualizar ou para distrair, as pessoas que não possuem nenhum tipo de deficiência, encontram neste meio tão popular de informação ou entretenimento, de forma fácil e diversificada, o que procuram e se dão por satisfeitas.
O mesmo prazer não possui as pessoas com deficiência, sobretudo com limitações sensoriais, visuais ou intelectuais. Para estes, a televisão é composta somente por cenas com grunhidos, trilha sonora ou simplesmente nada quando os letreiros são expostos, mesmo com as melhores das intenções e com os mais sublimes conteúdos, porém produzidos com mensagens silenciosas. O que dizer das pessoas com limitação sensorial? Apenas imagens sem descrições. Frases verbalizadas e incompreensíveis.
A verdade é que para as pessoas com deficiência a televisão nunca foi meio de informação e de entretenimento satisfatório. Sempre deixou a desejar. O direito à informação é totalmente ferido pelos meios de comunicação brasileira para este segmento da sociedade.
A legislação brasileira garante a utilização de determinados recursos que possibilitam o acesso à comunicação de forma plena na televisão. Alguns textos legais contemplam esses mecanismos de acessibilidade comunicativa. Conhecê-los é essencial para que se possam exigir seus cumprimentos.
Para tanto, eis os aspectos da legislação brasileira que garantem acessibilidade comunicativa para as pessoas com deficiência como direito à informação e entretenimento:
01) CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA:
A Constituição da República de 1988 não faz nenhuma referência especifica para pessoas com deficiência, em seus artigos 220 a 224, quando discorre sobre a Comunicação Social.
Não obstante, pode-se fazer uso de princípios fundamentais da Constituição da República para que tal direito seja garantido. O primeiro e mais oportuno é o principio da dignidade da pessoa humana, previsto em seu Art. 1°, inciso III.
Novaes (2010, apud MORAES, 2004, pag. 48) apresenta o conceito de dignidade humana como "um valor espiritual e moral inerente à pessoa, que se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável da própria vida e que traz consigo a pretensão ao respeito por parte das demais pessoas".
Pode-se analisar tal conceito numa dupla perspectiva. Primeiro, seu escopo é prever um direito protetivo, em relação ao Estado, bem como em relação aos demais indivíduos. Num segundo momento, visa o estabelecimento de tratamento igualitário entre os semelhantes, contemplado em três princípios do Direito Romano: honestare viver (viver honestamente), alterum non laedere (não prejudicar ninguém) e suum cuique tribuere (dar a cada um o que lhe é devido).
O principio da dignidade humana ao visar o tratamento igualitário representa a obrigação de conceder igualdade para os semelhantes, tanto no plano de elaboração de regras jurídicas de direito, quanto em relação à sua aplicação. Nesta última, ressalta-se a importância do tratamento desigual, na medida da desigualdade do amparado legalmente, protegendo-se assim a efetivação da finalidade acolhida pelo direito.
Assim, numa visão exegética constitucional, a concessão de recursos de acessibilidade comunicativa para pessoas com deficiência é uma garantia que tem “justificativa objetiva e razoável, de acordo com critérios e juízos valorativos, porque sua exigência se dá em razão da proporcionalidade entre os meios que são empregados e a finalidade a qual se quer chegar” (NOVAES, 2010, p. 28), uma vez que tratamento desigual se dá em razão da realidade desigual das pessoas com deficiência quando do uso da televisão, como um direito à informação e entretenimento.
2) LEI DE ACESSIBILIDADE E SUA REGULAMENTAÇÃO:
Apesar da ausência de referência específica constitucional sobre acessibilidade comunicativa para pessoas com deficiência nos meios de comunicação social, o ordenamento jurídico possui arcabouço para tanto, com algumas peças.
Uma delas trata-se da Lei n° 10. 098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.
Essa lei ainda estabelece conceitos importantes, como:
a) Acessibilidade: sendo a possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
b) Barreiras: como qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas.
c) Acessibilidade Comunicativa: é a inexistência de qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa.
Em seu capítulo VII, nos artigos 17 a 19, a Lei mais conhecida como a “Lei de Acessibilidade”, determina a competência ao Poder Público de promover a eliminação das barreiras na comunicação, bem como estabelecer mecanismos e alternativas técnicas para tornar acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização para as pessoas limitações sensoriais e com dificuldade de comunicação, para que lhes sejam garantidos os direitos de acesso à informação e à comunicação. Tal eliminação se dá com profissionais intérpretes de Libras e profissionais que dominem a escrita em braile, bem como guias-intérpretes.
Como se trata de norma genérica, é necessária a sua regulamentação específica, ficando à cargo desta, planos de medidas técnicas com o objetivo de permitir o uso da Libras e de subtitulação.
Tal regulamentação fora realizada por meio do Decreto n° 5.269, de 02 de dezembro de 2004, que em seus artigos 47 a 58, estabeleceu – dentre outras – as seguintes ações:
a) obrigatoriedade de acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores (internet) para o uso das pessoas portadoras de deficiência visual;
b) garantia de pleno acesso às pessoas com limitações sensoriais, no Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC, disponível para uso do público em geral, aparelhos adaptados, para acessos individuais e que contenham dispositivos sonoros para a identificação das unidades existentes e consumidas dos cartões telefônicos, bem como demais informações exibidas no painel destes equipamentos;
Já no Serviço Móvel Celular ou Serviço Móvel Pessoal, garantir a interoperabilidade nos serviços de telefonia móvel, para possibilitar o envio de mensagens de texto entre celulares de diferentes empresas e a existência de centrais de intermediação de comunicação telefônica a serem utilizadas, que funcionem em tempo integral e atendam a todo o território nacional.
c) incentivar a oferta de aparelhos de televisão equipados com recursos tecnológicos (circuito de decodificação de legenda oculta, Programa Secundário de Áudio – SAP, entradas para fones de ouvido com ou sem fio);
d) prever a utilização, entre outros, dos seguintes sistemas de reprodução das mensagens veiculadas para as pessoas com deficiência auditiva e visual: a subtitulação por meio de legenda oculta, a janela com intérprete de LIBRAS e a descrição e narração em voz de cenas e imagens.
03) NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 15290:
Outra regulamentação a respeito de Acessibilidade Comunicativa é ABNT NBR 15290, de 31 de outubro de 2005 e válida a partir de 31 de outubro de 2005. Tal Norma Técnica que dispõe sobre a Acessibilidade em comunicação na televisão foi elaborada no Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT/CB-40), pela Comissão de Estudo de Acessibilidade em Comunicação) tendo, à época, circulado em Consulta Nacional, para aprovação.
Defensora do conceito de Desenho Universal (forma de conceber produtos, meios de comunicação, serviços e ambientes para serem utilizados por todas as pessoas, o maior tempo possível, sem a necessidade de adaptação, beneficiando pessoas de todas as idades e capacidades) e de seus pressupostos (equiparação nas possibilidades do uso, flexibilidade no uso, uso simples e intuitivo, captação da informação, tolerância para o erro, dimensão e espaço para o uso e interação), tal norma visa viabilizar que maior quantidade possível de pessoas tenha acesso à programação televisiva, dando acesso à informação e ao entretenimento para pessoas com deficiência auditiva, visual ou cognitiva, bem como facilitar que pessoas surdas, estrangeiros residentes no país e pessoas semi-analfabetas possam adquirir a língua portuguesa na modalidade escrita.
Visa ainda: exercício da cidadania aos usuários da LIBRAS; permitir que pessoas cegas ou com baixa visão tenham acesso às mensagens transmitidas de forma essencialmente visual; o acesso à programação transmitida em língua estrangeira; o acesso à informação em áreas de uso público; e o desenvolvimento da comunicação.
De caráter técnico, estabelece detalhadamente as características dos sistemas de legenda oculta, a janela com intérprete de LIBRAS e a descrição e narração em voz de cenas e imagens, para a televisão, bem como para produção de fitas VHS e DVD. Em relação à janela de LIBRAS especificamente, estabelece padrões para o estúdio, a janela, o recorte ou wipe, e os requisitos para a interpretação e visualização da LIBRAS.
04) PORTARIA N° 310 DE 27-06-2006 – MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES:
Por fim, regulamentando a acessibilidade comunicativa televisiva, o Ministério das Comunicações, em 27 de junho de 2008, expediu a Portaria n° 310, que aprova a Norma Complementar n° 01/2006: Recursos de acessibilidade, para pessoas com deficiência, na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão.
Pela Norma Complementar, a programação veiculada pelas estações transmissoras ou retransmissoras dos serviços de radiodifusão de sons e imagens deve conter: a Legenda Oculta em Língua Portuguesa; a audiodescrição em Língua Portuguesa, através do SAP; e a dublagem em Língua Portuguesa, dos programas veiculados em língua estrangeira, também através do SAP juntamente com a audiodescrição.
Já a janela com intérprete de Libras é obrigatória para os programas que compõem a propaganda político-partidária e eleitoral, bem como campanhas institucionais e informativos de utilidade pública, veiculadas pelas pessoas jurídicas concessionárias do serviço de radiodifusão de sons e imagens.
Opcionalmente, para os espectadores que necessitarem deste recurso, deve existir um acionamento opcional, de modo a possibilitar sua veiculação em toda a programação. Também é opcional a permissão de inserção de locução, em Português, destinada a possibilitar que pessoas com deficiência visual e pessoas com deficiência intelectual selecionem as opções desejadas em menus e demais recursos interativos, com autonomia.
Tal norma responsabiliza exclusivamente as emissoras de radiodifusão de imagens e as retransmissoras de televisão pela produção e veiculação dos recursos de acessibilidade em todos os programas dos quais sejam detentoras dos direitos autorais.
Determina ainda os prazos para que os recursos de acessibilidade acima descritos sejam veiculados na programação exibida, sendo: (Clique no link a seguir para visualizar tabela: http://3.bp.blogspot.com/_DzYdGSWQlDk/TMSJb4CNCzI/AAAAAAAAAvw/i4fWR3_FwDw/s1600/prazoa.JPG)
Por fim, ainda existem penalidades previstas no Código Brasileiro de Telecomunicações, que podem ser aplicadas por decisão do Ministério das Comunicações, considerando os seguintes fatores: gravidade da falta; antecedentes da entidade faltosa; e reincidência específica.
CONCLUSÃO:
Considerando toda a análise dos aspectos legais realizada, pode-se concluir que, na realidade, a falta de acessibilidade comunicativa, sobretudo nos canais de comunicação, não se deve a ausência de previsão legal, ao contrário, percebe-se que, na realidade, o que falta é a execução do que já está posto no Direito.
Para tanto, é de suma importância que os atores sociais envolvidos com o segmento das pessoas com deficiência, como: as Associações de Deficientes, os Órgãos Públicos de apoio às pessoas com deficiência, o próprio Ministério Público, dentre outros, assumam uma postura mais firme, com vistas ao cumprimento do que já é garantido legalmente, por parte dos detentores de concessão pública de serviços radiodifusão de sons e imagens.
Para tanto é necessária uma atuação juntamente ao Ministério das Comunicações, para que se faça a fiscalização e cobrança, inclusive com penalidades no caso da continuidade do descumprimento, para que o direito de informação e entretenimento, por meio da acessibilidade comunicativa, se torne de fato, uma realidade à favor das pessoas com deficiência.
BIBLIOGRAFIA:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15290 – Acessibilidade em comunicação na televisão. Rio de Janeiro. 2005.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF; Senado, 1988.
______. Decreto n° 5.269, de 02 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília: José Dirceu de Oliveira e Silva, 2005.
______. Lei n° 10. 098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília: José Gregori, 2000.
______. Portaria n°310, de 27 de junho de 2006. Aprova a Norma n° 001/2006 – Recursos de acessibilidade, para pessoas com deficiência, na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão. Brasília: Hélio Costa, 2006.
MORAES. Alexandre de. Direito Constitucional / Alexandre de Moraes. 15ª ed. São Paulo: Atlas, 2004. p. 48.
NOVAES. Edmarcius Carvalho. SURDOS: Educação, Direito e Cidadania. Rio de Janeiro. Wak Ed., 2010. p. 26.
COMO CITAR ESTE ARTIGO:
NOVAES, Edmarcius Carvalho. "Aspectos Legais da Acessibilidade Comunicativa como Direito à Informação e Entretenimento para Pessoas com Deficiência". Disponível em http://www.edmarciuscarvalho.blogspot.com/ em 24 de outubro de 2010.
EDMARCIUS CARVALHO NOVAES
Bacharel em Direito pela FADIVALE (2007). Atualmente cursa MBA em Administração Pública e Gestão em Cidades pela UNIDERP (2010), Pós-Graduação em Direito Público pela UNIDERP (2010) e Pós-Graduação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) pela FAEL (2010). Possui Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de LIBRAS MEC/UFSC (2006), tendo atuação como Tradutor-Intérprete de Libras desde 1996. Possui disciplina isolada em "Estudos Lingüísticos com ênfase em Variações Lingüística na Língua Brasileira de Sinais" pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Letras da UFMG (2008). Conselheiro Governamental do Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS, Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - CMPD e Conselho Municipal de Transito e Transporte - CMTT, da cidade de Governador Valadares. Gerente da Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Assistência Social (CAAD-SMAS) da Prefeitura Municipal de Governador Valadares/MG. Autor do livro SURDOS: Educação, Direito e Cidadania" publicado pela WAK Editora (2010). Contato: edmarcius@hotmail.com
Sinopse:
A formação de uma sociedade para todos, em que as diferenças são consideradas e respeitadas, passa pela educação de qualidade e acessível a todos, pela existência de direitos reconhecidos e pelo conhecimento das formas corretas para acessar tais garantias, como expressão de cidadania. Este livro resgata a dignidade humana das pessoas surdas ao focar o processo histórico inclusivo deste segmento social por meio do realce à sua diferenciação, sobretudo, linguística e cultural, do estudo de seus direitos elementares: educação, trabalho e saúde, além de analisar detalhadamente estes direitos e os mecanismos jurídicos para efetivá-los, individualmente ou coletivamente.
Adquira o seu exemplar por meio do link a seguir:http://www.wakeditora.com.br/mostrar_livro/mostrar_livro.php?livro=5848

Celso Cassalho relata sua visita ao Museu da Bíblia

Museu sediou encontro de deficientes visuais no dia 23

Celso Cassalho
As 7 horas e 20 minutos embarquei da zona norte para a zona sul da imensa capital paulistana. Estação Santa Cruz era meu destino. No caminho, já no interior do metrô, duas pessoas se sentaram do meu lado e fomos a conversar até que pelo percurso ambas desembarcaram restando apenas eu para saltar do comboio.
Os paulistanos acordaram sob um sol maravilhoso, seu brilho logo apareceu sem qualquer timidez, tornando desta forma, a primavera linda com todo seu real sentido dos coloridos das flores e dos pássaros que em algum lugar perto da estação cantarolavam suas melodias anunciando o dia que nascia!
Saí conforme orientação do meu grupo para a direção do colégio Arquidiocesano e lá já estavam os ônibus que nos levariam para a (SBB) Sociedade Bíblica do Brasil. Sem atraso, dentro do combinado saímos em direção a cidade metropolitana chamada Barueri, Museu da bíblia era o palco onde mais de cem deficientes visuais num trabalho maravilhoso de voluntários enxergantes ou não trocariam ali as diversas experiências que tentarei no decorrer desta descrição relatar a todos vocês.
Passava um quarto das 9h e já estávamos no destino, a viagem que se seguiu tudo aconteceu dentro do previsto. Os Amigos pra Valer cantavam, declamavam mensagens positivas, em fim, uma animação só! Maria de Deus de posse de um microfone caminhava de um lado a outro do ônibus buscando alguns detalhes interessantes para nos contar e sem perda de tempo, entrevistava os amigos com abilidade!
Pois bem, ao desembarcar do ônibus fomos até o interior do prédio. O museu da bíblia foi construído numa parceria da (SBB) Sociedade Bíblica do Brasil e a prefeitura municipal da cidade acolhedora de Barueri.
Entramos porta a dentro e um enorme saguão cheio de mesas e cadeiras nos aguardavam para um delicioso café da manhã servido gentilmente pelas moças que trabalham no museu, e demais voluntários presentes no local.
Bom dia a todos! sejam muito bem vindos! agradeço a Deus pela presença de vocês e por favor estejam a vontade!
Percebi que havia um entusiasmo muito grande entre elas, as meninas que trabalham lá. Este entusiasmo era misturado com a ansiosidade pela troca de experiências, por aprenderem sobre a deficiência visual, por talvez imaginarem como poderia ser aquele dia, por imaginarem a imensa platéia que mesmo ausentes da visão física iam em poucos instantes entender sobre a mais apreciada história do mundo cristão.
Servidos de um delicioso cardápio muito bem variado por sinal. Suco de laranja, bolo de fubá, pães de queijo, sanduíches, esfirras além do indispensável leite com café. Terminada essa refeição, pela qual muito agradeço o brilhantismo mais uma vez dos voluntários da (SBB), fomos até o auditório.
O auditório do museu é amplo, sua acústica é perfeita e esta sala apresenta um acabamento muito criativo. Ela tem o formato de uma escada tendo o espelho bem maior que o tradicional. Para que você possa ter uma melhor idéia, as escadas são parecidas mesmo com uma arquibancada; sobre esta arquibancada cadeiras foram instaladas dando a ligeira impressão de ser mesmo um teatro.
Quando estávamos nos acomodando nas cadeiras extremamente aconchegantes, um som ambiente brindava nossos ouvidos com canções originadas de violinos, flautas entre outros instrumentos acolhedores e transmissores de paz na alma e tocante no profundo de nosso ser.
A mestra de cerimônia, já no palco, anuncia a grande expectativa daquela manhã, era um filme que seria ali pela primeira vez exibido com audiodescrição. Nós, postos os fones de ouvido, já podíamos ouvir nossa querida e competente Lívia Motta a descrever tudo a nosso redor. E após algumas falas no palco frente ao alditório, o filme iniciou sua exibição. E, é claro, usufruindo do bom recurso de acessibilidade pudemos entender tudo que passou no filme Coração do Pai. Suas cenas, seus coloridos, em fim, nada deixamos de entender realmente! meus parabéns professora Lívia Motta, que belo trabalho!
Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há fala, nem palavras; não se lhes ouve a voz. Por toda a terra estende-se a sua linha, e as suas palavras até os confins do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, que é qual noivo que sai do seu tálamo, e se alegra, como um herói, a correr a sua carreira. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até a outra extremidade deles; e nada se esconde ao seu calor. A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e inteiramente justos. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o que goteja dos favos.
Passavam das 12h e 30min quando saímos do auditório e fomos até o museu. Para chegarmos no museu da bíblia era necessário que passássemos pelo saguão onde havíamos tomado café da manhã, lembra? pois bem, iniciamos então o processo de conhecer o museu em si, sua história e o importante da existência dele, a história da bíblia!
Mais uma vez peço desculpas aos queridos leitores, pois não pretendo descrever aqui a história da bíblia em si, mas sim o ambiente do museu da bíblia. Todavia, aconselho fortemente que você, se possível, vá até lá para conhecer a história dos livros Sagrados de todos os cristãos. Independentemente do seu estilo de vida, mesmo não sendo cristão vá lá! tenho absoluta certeza que vocês não irão se decepcionar com a forma pela qual foram escrito os livros, o processo históricos, em fim, tudo lá é maravilhoso mesmo!
Acompanhado por um simpáttico casal de voluntários, fomos até o interior do museu e com grande interesse visitei cada espaço lá existente. os monitores com brilhantismo e demonstrando uma gentileza sem tamanho tudo nos mostravam e detalhavam com toda calma do mundo! A primeira peça que toquei com minhas mãos foi um rolo de pergaminho. Os pergaminhos eram usados no passado para que fossem registrados neles os manuscritos. E a bíblia não foi diferente, ela é formada por vários livros, uma centena de homens e mulheres da época registraram, manifestaram suas crenças em Deus e os pergaminhos bem como outras peças foram usadas para tais objetivos. Um pergaminho é uma tira imensa de pele de animais, especificamente pele de carneiro, ovelha ou cordeiros no formato de um rolo.
Os pergaminhos eram guardados em grandes potes, parecidos com os potes de barro, "argila" onde as pessoas costumam colocar água filtrada para mantê-la fresca. Para cada pergaminho era um pote deste seu amarzenamento, o tornando assim então bastante viável creio em sua procura.
Continuando pelo museu senti tão igualmente com minhas mãos uma pedra onde os egípcios registravam através de figuras seus manuscritos. É pequena, tem o formato de um quadro literalmente arredondado e esta pedra é estilo um granito. Um armário contendo em seu interior inúmeros livros, a bíblia em si traduzida para várias e várias línguas é mantida como representatividade de todos os povos e línguas existentes neste planeta terra. Fiquei maravilhado por tocar numa bíblia cuja tradução é italiana e para esta língua deixo a seguinte frase: Beata la nazione il cui Dio è l'Eterno; beato il popolo ch'egli ha scelto per sua eredità.
Continuando minha visita, fui mais avante e conheci uma imprensa que substituindo os pergaminhos, dando mais agilidade na impressão. É uma impressora alemã que tendo um formato de um "v" o papel era introduzido num ambiente e na superfície de uma pequena mesa no fundo do "v" era montado letra por letra do texto e após este longo processo era fechado e uma alavanca movida da direita para esquerda a folha saía perfeitamente impressa. O papiro também estava lá para integrar o mais perfeito cenário de um museu que pretende mostrar como Deus se manifestou no passado e como foram compostos os diversos livros onde Deus com sua infinita bondade falava e continua a falar com seu povo.
Num gesto criativo e perfeitamente acessível da Sociedade Bíblica do Brasil, vários cheiros bíblicos estão expostos em potes tão igualmente aos já citados acima, porém bem menores e formatos diferentes Parecidos com garrafões no formato, tendo sua superfície toda perfurada estavam vários cheiros como Rosa de Saron, Nardo, mirra entre outros! que maravilhoso não é gente querida?
Não posso aqui deixar de registrar minha maior emoção!
como vocês podem ver na minha foto, estou vestido com o agasalho que vestia o apóstolo Paulo. Penso que qualquer cristão ciente e consciente da passagem deste apóstolo na terra não segura uma gota de lágrima por se sentir assim tão pertinho destes personagens. Sendo São Paulo o apóstolo mais efetivo, deixou no novo testamento várias de suas obras como as cartas de Paulo, atos dos apóstolos, poxa vida!O museu contando um pouco sobre as sociedades existentes no mundo disponibilizam várias línguas no formato áudio nos dando o privilégio de escolher qual língua queremos ouvir. Com fones de boa qualidade pudemos ter aqui no olvido a bíblia lida em idiomas escolhidos por nós.
E para encerrar nossa visita fomos até uma salinha escura, completamente escura... escura... muito es... cu... ra... podíamos ouvir o brilhante locutor nos descrever sobre os milhões e bilhões de sóis existentes no espaço, tudo com muito cuidado e dados eram perfeitamente ouvidos sobre a terra e os demais planetas existentes e descobertos pelo homem no espaço. Esta salinha não tinha uma fórmula e vocês já podem perceber com que ela está relacionada não é? não entendeu? tudo bem eu te explico! Deus nos deixou bem claro no primeiro livro da bíblia que antes da criação da natureza sobre a terra o mundo era mais ou menos assim: a terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água.
Pois bem, saímos para a direita a salinha onde estávamos é... que alegria! que lindo! olhem o mar, olhem a natureza, quantas árvores lindas! quantos pássaros voando de um lado para o outro livremente! olha os frutos que cenário invejável! as folhas, tudo tão verdinho! sim, isso mesmo! Deus nosso criador acabava de fazer existir o mundo, a natureza e a terra ganhava luz, vida, ar!
Mais uma vez registro aqui a criatividade da Sociedade Bíblica do Brasil que realmente tornou esta segunda sala possível que nós pudéssemos tocar, sentir os troncos das árvores, sentir com nossos pés a superfície do chão dando a impressão que estamos a pisar em matos, pedrinhas, que lindo! Um som acolhedor a qualquer ouvidos, lá podemos ouvir os pássaros a cantar de um lado para o outro em som sobre efeitos especiais, ouvimos também as ondas, o mar, em fim tudo aquilo que realça natureza.
Dois bonecos representando o primeiro casal que reproduziram a humanidade. Adão e Eva também foram tocados por nós numa despedida de momentos tão maravilhosos. Momentos que nunca sairão de nossas mentes, momentos que ficarão guardados no coração pois assim como bem disse a mestra no início do evento, sonhar nunca é demais, lá está um museu que pode ser acessado por quaisquer limitações físicas ou sensoriais.
Obrigado Sociedade Bíblica do Brasil, obrigado! tenham todos vocês a mais absoluta certeza que estão num caminho correto, estão da forma que Deus a quem vocês tanto prezam e nós aqui também prezamos. Estamos felizes por saber que podemos tocar e sentir cheiros, ouvir os barulhos bíblicos, enfim, aprender a cerca do nosso Criador, Deus!
Parabenizo a todos da (SBB) seja da direção executiva, seja os funcionários e voluntários. E conforme vocês iniciaram nossa visita deixando claro que a bíblia iniciou seus manuscritos na língua hebráica, deixo-lhes uma pequena frase hebráica como lembranças boas vividas aí com todos e todas!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Curso de Fotografia para cegos promove inclusão social

Com inscrições abertas e gratuitas, a iniciativa acontece na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo

da Redação
Projeto 24 Horas de Olhar Universal será realizado a partir do dia 25 de outubro, por iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O ponto de partida para iniciar as pessoas com deficiência visual na arte de fotografar será por meio de duplas com alunos sem deficiência, que por sua vez aprenderão métodos específicos para descrever as paisagens à sua frente, a fim de que possam auxiliar os colegas. Vale ressaltar que todos terão condições de avaliar o resultado de seus trabalhos, já que algumas fotos serão reveladas com texturas.
O objetivo do projeto é aliar capacitação profissional à inclusão social de pessoas com deficiência visual. Será viabilizado pela parceria com a Fundação Stickel, entidade sem fins lucrativos que atua no bairro Brasilândia, Zona Norte de São Paulo. O curso possibilitará que pessoas com deficiência visual aprendam a fotografar. Um dos professores do curso é o fotógrafo e jornalista Teco Barbeiro, que tem deficiência visual e atuou recentemente na campanha publicitária da ADD (Associação Desportiva para Deficientes). "Pretendo ensiná-los como usar os outros sentidos. Mostrar que é possível fotografar sem enxergar e que a fotografia é uma forma de inclusão social", afirma Barbeiro.
Os participantes também trocarão experiências com outros renomados fotógrafos, como Juan Esteves e Arnaldo Pappalardo. Na programação consta a formação em Audiodescrição, ministrada pela professora Lívia Maria Villela de Mello Motta, doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, que atua na área de treinamento de professores para a escola inclusiva e na inclusão cultural das pessoas com deficiência visual.
O curso será realizado de outubro até dezembro na Casa de Cultura da Fundação Stickel. "A ideia é fazer com que o participante com deficiência visual também possa expressar-se por meio da construção de imagens, a partir de imagens mentais e clicando momentos diversos do cotidiano", explicou Monica Picavêa, superintendente da Fundação Stickel.
A turma inicial será composta por 16 alunos. As inscrições podem ser feitas na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com Daniela Auler - Tel: (11) 5212-3700 (Ramal 3778) ou pelo e-mail: dauler@sp.gov.br
Sobre a Fundação Stickel
Originada em 1954, por conta da atuação social e assistencial do casal Martha e Erico Stickel, a Fundação Stickel teve como proposta inicial atender crianças carentes afetadas pela tuberculose. Posteriormente, a vocação da entidade foi revista e focada no fomento à arte contemporânea brasileira e no desenvolvimento de comunidades com altos índices de vulnerabilidade social. Atualmente, a Fundação realiza diversas ações voltadas à promoção de trabalhos de artistas em ascensão no campo da fotografia, gravuras e outras artes, que, em contrapartida, disponibilizam seus conhecimentos aos jovens da Vila Brasilândia, ministrando oficinas e workshop em parceria com a Fundação. A instituição investe ainda em programas voltados à geração de renda para a comunidade da Vila Brasilândia, como o "Jovens de Talento" e "Mulheres de Talento", possibilitando aos assistidos pelos projetos oportunidades de inserção social pelo trabalho e pelo acesso à cultura (Site: http://www.fundacaostickel.org.br/).

Médico afirma que crianças sem coordenação motora devem ser proibidas de cabecear no futebol

Revista Época
25/10/2010

O pediatra Kevin Walter, professor do Medical College of Wisconsin, explica por que os traumas cerebrais são um problema preocupante do esporte

Letícia Sorg
Autor de um estudo recente sobre os traumas cerebrais em crianças e adolescentes, o pediatra Kevin Walter, professor do Medical College of Wisconsin, discute os riscos de cabecear a bola por anos a fio baseado no conhecimento científico disponível até o momento. Walter afirma que ainda há poucas informações sobre as consequências a longo prazo do futebol para o cérebro dos atletas, mas recomenda cuidados especiais com as crianças: "Devem ser proibidas de cabecear as crianças que não têm coordenação motora e força muscular suficientes para fazê-lo de maneira segura dentro de um jogo".
ÉPOCA - Os traumas cerebrais acontecem em várias situações, como acidentes domésticos, de trânsito e também na prática de esportes. Qual parte dos casos está relacionada ao esporte?
Kevin Walter - É muito difícil ter uma ideia precisa sobre o número de traumas relacionados ao esporte porque os atletas costumam não relatar os primeiros sintomas, às vezes lidam com o problema sem ir ao hospital, usando o médico do time, por exemplo, às vezes vão a uma clínica especializada em esporte, às vezes vão a um pediatra. Por isso é tão difícil conseguir um número exato dos casos. Mas o número de casos atendidos nos prontos-socorros dobrou entre 2001 e 2005, segundo nosso estudo. Há duas razões para isso: 1) os técnicos e as famílias estão mais atentos ao problema e trazem as crianças com mais frequência para uma avaliação médica; 2) o crescimento, na última década, nos Estados Unidos, do esporte infantil e juvenil. Há mais crianças e jovens praticando esportes e uma consequência disso é ter mais casos de lesão, entre elas concussões.
ÉPOCA - Por que os traumas cerebrais, entre eles as concussões, são um problema sério no caso de crianças e adolescentes, até mais do que para adultos?
Walter - As concussões são "machucados no cérebro", e, não sabemos bem por que, o cérebro deles é mais vulnerável a traumas do que o dos adultos e também demora mais para se recuperar. No caso das crianças, um problema no campo também terá reflexos no desempenho na escola e em suas interações sociais. Entre os adolescentes também há o risco da chamada "síndrome do segundo impacto". Não sabemos exatamente quais são suas causas, mas se o adolescente tiver uma concussão e retomar a prática do esporte cedo demais, quando ainda há sintomas, e sofrer um segundo choque, isso causa alterações cerebrais que levam a sequelas graves. É muito raro, mas muito grave.
ÉPOCA - Por que a Academia Americana de Pediatria decidiu atualizar as orientações sobre como lidar com as concussões? Quais são as principais mudanças?
Walter - O principal ponto é afirmar que, se a criança ou adolescente teve uma concussão em um jogo, mesmo que os sintomas passem em 20 minutos, não deve voltar a praticar o esporte no mesmo dia. Porque o risco de outros danos e problemas é muito grande. O outro ponto importante é que toda criança ou adolescente deve passar pela avaliação de um médico. Os técnicos não podem tomar a decisão se seus atletas têm condiçoes para retomar a prática, porque não têm total entendimento dos riscos. O terceiro ponto é que, se uma criança ou adolescente continuar apresentando sintomas, não deve voltar a praticar o esporte. Hoje, as pessoas dizem que, se você tiver uma concussão, deve estar bom em uma semana e pode voltar a jogar. É importante se certificar de que a criança ou adolescente não volte à prática até não ter nenhum sintoma e receber o OK de um médico.
ÉPOCA - Qual é o papel dos pais na prevenção e no tratamento do problema?
Walter - O principal papel dos pais é educar seus filhos e alertá-los para os riscos. Se os pais se preocupam, os filhos também se preocupam. Se os pais dizem que não é nada, os filhos não estão nem aí para o que o médico diz. As concussões são lesões bastante comuns no futebol e se os pais estiverem cientes do problema, podem ajudar muito no tratamento adequado. Entre as medidas de prevenção estão ensinar técnicas apropriadas para cabecear a bola.
ÉPOCA - Há várias pesquisas que discutem quando um paciente está completamente recuperado de uma concussão e alguns médicos recomendam o uso de softwares para avaliar se o cérebro está totalmente recuperado. Isso é necessário?
Walter - É uma ferramenta que pode ajudar na avaliação de qualquer paciente, mas a maioria dos programas de computador não pode ser usado por crianças, por exemplo. Há outras ferramentas que podem ser usadas na avaliação dos pacientes e devemos usá-las. Sei que os pacientes, especialmente os jovens atletas, vão mentir para mim. Eles vão dizer que estão se sentindo bem para poder jogar de novo. Eles não pensam nos riscos, como desenvolver uma dor de cabeça crônica, por exemplo. Fazer uma avaliação ajuda a saber, por exemplo, se a pessoa está dizendo que está bem mas continua tendo resultados muito ruins em testes de concentração, memória e raciocínio. Posso dizer, então: "Você pode estar se sentindo bem ou, então, estar mentindo, mas seu cérebro não está bem e, portanto, você não pode voltar a praticar esportes".
ÉPOCA - Há quem sugira que as crianças sejam proibidas de cabecear a bola ou usem uma proteção na cabeça para jogar futebol. O que o senhor acha disso?
Walter - O que sabemos é que o contato permanente da bola com a cabeça pode levar a danos. É uma afirmação bastante vaga. Não sabemos quantas repetições são necessárias para causar o dano ou qual a força dos impactos, mas é possível notar um decréscimo das capacidades cognitivas de jogadores profissionais ao longo da carreira. Se isso acontece ao longo dos anos, na infância ou na juventude, não sabemos. Sei que o futebol é algo que está muito entranhado na cultura brasileira, mas talvez seja o caso de questionar: cabecear o tempo todo é algo que causa problemas a longo prazo? É bem provável que seja esse o caso. Talvez nós não saibamos a resposta agora, mas se mais pessoas olharem para isso e pensarem sobre o assunto, teremos mais informações, e talvez condições de tornar o esporte mais seguro.
Até que idade as crianças deveriam ser proibidas de cabecear? Mais do que a idade, devem ser proibidas de cabecear as crianças que não têm coordenação motora e força muscular suficientes para fazê-lo de maneira segura dentro de um jogo. É muito mais fácil cabecear com a técnica correta no treino, quando alguém joga a bola para você. É muito mais difícil fazer isso dentro de um jogo, preocupando-se com os adversários também. Esse é um papel importante dos técnicos: reconhecer quem já tem a coordenação motora e a força para repetir a tarefa dentro de campo. Não há evidências de que a proteção seja eficiente para diminuir o número de concussões ou os danos ao longo prazo. Tenho dúvidas que ela não vá virar mais uma arma do que uma proteção para as crianças, encorajando-as a jogar de forma mais agressiva. Mas se houver mais evidências de benefícios, não desencorajo o uso porque acho pouco provável que aumente os riscos.

Autismo poderá ser detectado por ressonância magnética

Cientistas norte-americanos descobrem diagnóstico mais preciso e eficaz para a disfunção

da Redação
Cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, deram um passo importante rumo ao diagnóstico do autismo por meio de um exame de ressonância magnética.
Quando totalmente desenvolvido e aprovado pelas autoridades de saúde, o nome exame será um avanço importante que poderá ajudar a identificar o problema mais cedo nas crianças e permitir melhores tratamentos e melhores resultados para as pessoas com o transtorno.
Os resultados promissores foram publicados pela equipe do Dr. Jeffrey Anderson, na revista científica Cerebral Cortex.
Os cientistas usaram a ressonância magnética para identificar áreas onde os hemisférios esquerdo e direito do cérebro de pessoas com autismo não se comunicam adequadamente um com o outro.
Essas áreas estão em "pontos críticos" associados com funções como coordenação motora, atenção, reconhecimento facial e no relacionamento social - comportamentos que são anormais no autismo. A ressonância magnética de pessoas sem o transtorno não mostra os mesmos défices de comunicação entre os hemisférios cerebrais.
"Nós sabemos que os dois hemisférios cerebrais precisam trabalhar juntos para muitas funções cerebrais," diz Anderson. "Usamos a ressonância magnética para checar a intensidade das conexões de um lado para o outro nos pacientes com autismo."
Além de um aumento no tamanho do cérebro nas crianças com autismo, não há grandes diferenças estruturais entre os cérebros de pessoas com autismo e aquelas que não têm o distúrbio, e que possam ser usadas para diagnosticar o autismo por meio de um exame normal de ressonância nuclear magnética.
Há muito tempo se acredita que é possível encontrar diferenças mais profundas estudando-se como as regiões do cérebro se comunicam umas com as outras. O estudo está utilizando um sistema especial de ressonância que mede as microestruturas da substância branca que liga as regiões do cérebro.
Os resultados colocam a ressonância magnética como uma ferramenta potencial de diagnóstico, permitindo que os pacientes sejam examinados de forma objetiva, rápida, e de forma precoce, quando as intervenções são mais bem-sucedidas.
Nível biológico
Os avanços também mostram o potencial da ressonância magnética para ajudar os cientistas a entender melhor e potencialmente tratar melhor o autismo em todas as idades.
"Nós ainda não sabemos exatamente o que acontece no cérebro no autismo," explica a pediatra Janet Lainhart, que liderou os experimentos. "Este trabalho traz uma peça importante para o quebra-cabeças do autismo. Ele mostra evidências do comprometimento funcional na conectividade cerebral no autismo e dá um passo rumo a uma melhor compreensão desta desordem. Quando você entende o problema em nível biológico, é possível imaginar como o distúrbio se desenvolve, quais são os fatores que o causam, e como podemos mudar isso."
A pesquisa envolveu cerca de 80 pacientes com autismo com idades entre 10 e 35 anos e levou cerca de um ano e meio para ser concluída. O próximo passo será um estudo de longo prazo, que acompanhará 100 pacientes ao longo do tempo.

Filme ‘Colegas’ mostra que a defiência não impede ninguém de viver a vida

O dia
26/10/2010

O longa, dirigido por Marcelo Galvão, conta com três jovens com síndrome de Down nos papéis principais

Mylena Honorato
Márcio quer voar, Aninha quer se casar e Stalone quer ver o mar. Apesar dos sonhos diferentes, os três amigos têm dois pontos em comum: são portadores de Síndrome de Down e personagens principais do filme ‘Colegas’, de Marcelo Galvão (que também dirigiu ‘Bellini e o Demônio’, com Fábio Assunção). Ainda em fase de captação de recursos, o longa-metragem, coproduzido pelo apresentador Otávio Mesquita, com Lima Duarte também no elenco, começa a ser rodado em julho.
“É um filme de inclusão social, que trata de um assunto importante. Tenho certeza de que vai dar o que falar”, aposta Otávio Mesquita. O roteiro de Marcelo Galvão foi vencedor do Edital da Prefeitura de Paulínia (SP), cidade onde parte do projeto será filmado. “Fui criado com um tio que tem Síndrome de Down e meu avô foi um dos fundadores da primeira Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) do Brasil, no Rio. Vamos abordar o tema de forma divertida, mostrando como a realidade deles é bonita”, conta Galvão, que já ensaia com os atores há três anos.
Na história, três jovens vivem em um instituto que cuida de portadores de Down até que, inspirados no clássico ‘Thelma & Louise’, fogem no carro de um jardineiro (Lima Duarte). Para sobreviver, praticam assaltos com um revólver de brinquedo (roubam chicletes, revistas masculinas e outros produtos) e passam a ser perseguidos por policiais, como se fossem assassinos perigosos.
“Eles percorrem as praias do Sul do País e vão parar na Argentina, onde aprontam muito”, adianta o diretor. Em meio às aventuras, surgirá uma linda história de amor. “Teremos cenas do primeiro beijo e da primeira noite entre Aninha e Stalone”, entrega. Qualquer semelhança com a vida real não é coincidência. Intérpretes da dupla, os atores Rita Pokk e Ariel Goldemberg, ambos de 30 anos, já são casados há sete.
O terceiro ‘colega’, Márcio, inspirado no tio de Galvão, é vivido pelo faixa-preta de judô Breno Viola, 29 anos. “Márcio é ‘pegador’, como eu”, diverte-se Breno, admitindo que o desejo de ser ator é antigo. “Sempre quis fazer novela. E estou ansioso para filmar”, comemora.

Mostra Internacional de Cinema terá filmes acessíveis para pessoas com deficiência visual

De 1º a 4 de novembro, quatro sessões no CineSesc contarão com o recurso da audiodescrição. Iniciativa é fruto de parceria entre os organizadores da Mostra e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

da Redação
Pela primeira vez, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo dará ao público com deficiência visual a oportunidade de ter acesso ao conteúdo dos filmes em exibição. Neste ano, quatro sessões do CineSesc serão apresentadas com audiodescrição. Um recurso que não costuma ser oferecido em grandes festivais de cinema do mundo.
Os filmes serão exibidos em sessões regulares, com 50 pontos de audiodescrição disponíveis.
Na audiodescrição, um profissional especializado descreve à pessoa cega, por meio de fones de ouvido, as principais informações visuais do filme, permitindo que este espectador participe da experiência cinematográfica da melhor maneira possível. No caso de filmes legendados, o audiodescritor também faz a leitura dos diálogos.
Marcos Belizário, secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, diz que o objetivo da parceria é popularizar a utilização de ferramentas de inclusão e acesso aos bens culturais, como a tradução em Libras (para surdos), livros em braile, softwares leitores de telas e a própria audiodescrição. “A Mostra Internacional de Cinema é um dos principais eventos culturais da cidade e para nós é muito importante que ela se preocupe em incluir o público com deficiência”.
Confira a programação:
Dia 1º (segunda-feira) - 15h20
ARCADIA LOST, de Phedon Papamichael (90'). GRÉCIA. Indicado para 14 anos.
Dia 2 (terça-feira) – 16h
PROGRAMA AXN (148'). Indicado para 18 anos.
Dia 3 (quarta-feira) – 15h30
O PARAÍSO ELÉTRICO, de Michael Busch (208'). ALEMANHA. Livre.
Dia 4 (quinta-feira) – 16h
UM HOMEM QUE GRITA, de Mahamat Saleh Haroun (92'). FRANÇA, BÉLGICA, CHADE. Indicado para: 12 anos.

MOSTRA INCLUSIVA – 1º a 4 de novembro
CineSesc – Rua Augusta, 2.075 - Tel.: 3087-0500
Ingressos: R$ 7,00 (meia entrada) e R$ 14,00
Compra antecipada: www.ingresso.com
Disponíveis 50 pontos de audiodescrição por sessão

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Projeto prevê empréstimo de laptop para alunos da rede pública

OS PRIMEIROS BENEFICIADOS SERIAM ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL, DEPOIS DO MÉDIO E, POR ÚLTIMO, DO ENSINO SUPERIOR

Comentário SACIApesar de não ser direcionado aos deficientes, a Rede SACI entende que o projeto de lei prevê uma tecnologia que favoreceria, principalmente, o aluno com deficiência.

Murilo Souza
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7333/10, do deputado Eliseu Padilha, que obriga o governo federal a utilizar pelo menos 50% dos recursos do "Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações" (Fust) para a compra de computadores portáteis destinados a escolas públicas. Em 2009, o Fust arrecadou R$ 1,4 bilhão.
De acordo com a proposta, os computadores serão fornecidos (na forma de empréstimo) a todos os estudantes do ensino público fundamental, médio e superior, começando pelo fundamental e com atendimento à etapa seguinte somente quando estiver universalizada a anterior.
Segundo o autor, embora o preço dos computadores tenha baixado nos últimos anos, muitos estudantes ainda não dispõem de recursos suficientes para adquiri-los. "É necessária uma providência mais imediata e eficaz para que todos os estudantes brasileiros tenham rapidamente acesso a um computador", diz Padilha.
Para o deputado, um computador conectado à internet permite que professores e alunos desenvolvam uma habilidade relevante em nosso tempo: a capacidade de trabalhar de forma colaborativa. Ele afirma ainda que a falta de acesso a essas tecnologias limita o potencial de interação com o mundo moderno.
Dados do Censo Escolar 2009 do IBGE apontam que a rede pública de ensino abriga cerca de 45 milhões de estudantes, sendo 31,7 milhões no ensino fundamental, 8,3 milhões no ensino médio e 5 milhões no ensino superior.

10ª Campanha de Diabetes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP

Rede SACI
São Paulo - SP, 18/10/2010

NA PARTE DA MANHÃ SERÃO OFERECIDOS DE GRAÇA TESTES DE DIABETES E COLESTEROL, NA FCF-USP, DE 19 A 21 DE OUTUBRO

Prof. Dr. Jorge Mancini Filho
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo - USP tem o orgulho de convidá-lo a participar da 10ª Campanha de Diabetes!

A Campanha de Diabetes é um evento gratuito que acontece há 10 anos durante a Semana Universitária Paulista de Farmácia e Bioquímica, sob responsabilidade dos Profs. Drs. Mário Hirata e Rosário Hirata.

Na Campanha serão realizados testes rápidos de diabetes e colesterol (com aparelhos portáteis da Roche) como também serão oferecidas dicas e orientações. Além disso, há a distribuição de lanche ao final dos testes e folhetos informativos com o objetivo da prevenção do diabetes, promovendo a saúde da população.

Quem tiver interesse em participar da Campanha, basta comparecer em jejum de 12 horas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP), situada à Av. Professor Lineu Prestes, número 580, Cidade Universitária - São Paulo/SP, entre os dias 19 e 21 de outubro, das 8h00 às 12h00 horas.

Prof. Dr. Jorge Mancini Filho
Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas

O que pensam as crianças ouvintes a respeito da inclusão de crianças surdas no ensino regular

UM ESTUDO COMPARATIVO COM CRIANÇAS BRASILEIRAS DE UMA ESCOLA PÚBLICA E UMA ESCOLA PRIVADA

Beatriz Vargas Dorneles, Virginia Bedin, Isabel Cristina Peregrina Vasconcelos, Rosane da Conceição Vargas
Resumo:
O presente estudo investiga como crianças ouvintes descrevem a inserção de uma criança surda em uma sala de aula. Analisa-se a influência da classe social em relação à aceitação da criança surda pelas crianças ouvintes.
Participaram do estudo 144 crianças, de 3ª a 5ª séries, assim distribuídas: 76 de uma escola privada e 68 de uma escola pública, ambas pertencentes ao município de Porto Alegre, RS. A escola pública atende fundamentalmente às classes sociais de nível socioeconômico baixo, e a escola privada atende alunos de classe social predominantemente média e alta. Todos receberam a mesma tarefa: completar uma história que descrevia a reação de crianças ouvintes à inserção de uma nova colega surda na turma. O estudo demonstra que os alunos têm a intenção de realizar alguma forma de comunicação com a criança surda e de promover momentos de integração dentro e fora do ambiente de sala de aula, embora demonstrem um discurso, de certa forma, protetor em relação a esse sujeito que consideram não apto, mas ainda capaz de se comunicar.
Compreender como crianças ouvintes poderiam relacionar-se e incluir uma criança surda em sala de aula levanta possibilidades de novas formas de pensar a preparação de tais crianças para eventuais processos de inclusão. Reconhecer as idéias, sentimentos e formas de comunicação das crianças auxilia as instituições educacionais a investir em políticas de inclusão.

Acesse o texto completo pelo link (formato PDF): http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/viewFile/1405/1264

FUNDAÇÃO ITAÚ SOCIAL FAZ DOAÇÃO DE LIVROS INFANTIS GRATUITOS

Colaboradoras  da informação:
Telma Cristina
Hilária Malta

Fundação Itaú Social (programa Itaú criança) está distribuindo gratuitamente 1 kit composto de 4 livros de histórias infantis, visando o incentivo da leitura para crianças de até 6 anos.  
 
Não precisa ter conta no banco, apenas entrar no site e fazer o pedido...mas não pode demorar, pois a distribuição será feita enquanto durarem os estoques (cerca de 8 milhões de livros).
Inicio da distribuição a partir de 11/10/10.
Eles entregarão os livros pelo correio. 
 
Basta acessar: 
 
www.itau.com.br/lerfazcrescer     

Benefício às avessas

Pesquisa diz que baixo índice de mortalidade infantil "ilude" sistema básico de saúde, o que provoca aumento de deficientes


Gazeta de Ribeirão
SP, 15/10/2010

Maria Carolina Freitas
O baixo índice de mortalidade infantil alcançado pelo Brasil nos últimos dez anos é responsável pelo aumento no número de crianças portadoras de deficiências. É o que indicam pesquisas realizadas nas Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Batatais, Altinópolis, Serrana e Limeira pelo médico geneticista e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) João Monteiro de Pina Neto. Ele afirma também que o Brasil está passando por um "boom" de nascimento de crianças com deficiências.
Segundo o médico, o baixo índice de mortalidade é responsável pelo crescimento do número de pessoas com deficiência porque o sistema de saúde brasileiro não o relaciona com a prevenção para uma gravidez saudável para a mãe e filho. A principal crítica do médico é com relação ao sistema de saúde básica. " Cerca de 45% das crianças que nascem com alguma deficiência poderiam ter sido diagnosticadas antes, se o pré-natal fosse de melhor qualidade."
No Brasil são realizados por ano 3 milhões de partos, e segundo dados do último Censo, existem no País 24,6 milhões de portadores de deficiência, ou seja, 14,48% da população. Em Ribeirão, 9,95% da população tem algum tipo de deficiência, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - 53,8 mil pessoas, ao todo.
Atualmente, a taxa de mortalidade registrada em Ribeirão é de 8,7 óbitos por cada mil crianças nascidas vivas. O valor é quase o mesmo do registrado nos Estados Unidos, por exemplo, que está entre 5 e 7 óbitos por mil crianças nascidas. Entretanto, o médico diz que a conquista não pode ser comparada. "A grande diferença está que lá (nos EUA) o número diminuiu acompanhado da prevenção. O pré-natal, o perinatal e o pós-natal são feitos e os pacientes recebem os cuidados necessários."
Solange Mathias Pereira, 44, é mãe de Iasmim, 5 anos, portadora de Síndrome de Down. A mãe diz que fez o pré-natal, mas que a doença não foi diagnosticada pelo médico. Solange já era mãe de três crianças e teve Iasmim com 37 anos. "A gente fica perdido, porque não sabe lidar com a situação, mas ela me surpreende sempre", afirmou.
União diz que pré-natal cresce
Em nota, o Ministério da Saúde informou que cada vez mais brasileiras fazem os exames pré-natal. Em 2009, foram realizadas 19,4 milhões de consultas do tipo - aumento de 125% em relação a 2003. "A ampliação ao acesso do pré-natal, o crescimento da atuação das equipes de Saúde da Família e a melhora da infraestrutura hospitalar foram fatores importantes para que houvesse queda na mortalidade materna no País", diz. Sobre a mortalidade infantil, o ministério disse que tem focado sua atuação para a redução da mortalidade neonatal por meio de medidas como a ampliação do acesso ao pré-natal, o aumento do número de leitos de UTI neonatal, entre outras medidas.
Coleta gera reclamações
O secretário municipal da Saúde, Stênio Miranda, disse que a correlação feita pelo médico precisa ser "melhor consolidada" e que o País avançou muito no serviço de saúde básica. "Em Ribeirão o programa de pré-natal realiza todos os exames preventivos e em 80% das gestantes cumpre o número mínimo de consultas, que são seis", disse. Além das consultas de pré-natal, Miranda diz que o município tem um programa de vacinação eficiente, assim como de amamentação. Entretanto, o médico afirma que a realização na cidade de um estudo como o do médico é "muito bom". "Acho importante conhecer as causas das deficiências, porque há aquelas que podem ser evitadas".