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sexta-feira, 27 de abril de 2012

SÃO PAULO TERÁ AS 1ªs ESCOLAS DE BICICLETAS (CICLISTAS) DO MUNDO


Localizadas nos 45 CEUs da cidade, as Escolas de Bicicleta são o centro de um programa de educação e sustentabilidade envolvendo inicialmente 4,6 mil alunos que darão suas pedaladas em bicicletas de bambu, que nunca circularam no Brasil. Os participantes também receberão lições sobre legislação, normas e regras de trânsito na cidade.



Neste sábado (31/3), tem início o programa Escolas de Bicicleta. A cidade de São Paulo terá as primeiras escolas de formação de ciclistas urbanos, em um formato inédito no mundo. O evento será no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis (Zona Sul) e tem início às 9h, com um passeio ciclístico de seis quilômetros, pelas ruas do bairro.

Localizadas nos 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade e no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, as Escolas de Bicicleta são o centro de um programa de educação e sustentabilidade, criado pela Secretaria Municipal de Educação, envolvendo inicialmente 4,6 mil alunos que darão suas pedaladas em bicicletas de bambu, que nunca circularam no Brasil.

“É um programa que vai muito além de ensinar as crianças a andar de bicicleta, é um projeto pensado a partir da ideia e da necessidade da sustentabilidade”, afirma o secretário municipal de Educação. “Nós trabalhamos com políticas públicas para formar crianças que façam escolhas sustentáveis.”

Até o fim de 2012, cada Escola de Bicicleta terá 100 alunos ciclistas, entre 12 e 14 anos, que farão diariamente o trajeto casa-CEU-casa em comboios de 15 a 25 estudantes. Dentro da escola eles terão paraciclos para o estacionamento das bikes e monitores treinados pela Secretaria, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pelo Instituto Parada Vital, para ensinarem desde noções de equilíbrio até regras de trânsito e manutenção das bicicletas. Ultrapassados os muros da escola, os alunos ganham juntos as ruas do bairro, em ciclo-rotas criadas por uma equipe do CEU e aprovadas pela CET.

Para pôr no asfalto essa ideia, a Secretaria Municipal de Educação teve como consultor o dinamarquês, especialista em mobilidade urbana, Mikael Colville-Andersen, que criou o conceito Copenhagenize, uma proposta para inspirar as cidades de todo o mundo a se tornarem amigas dos ciclistas, como é a capital da Dinamarca, onde 37% da população (500 mil pessoas) usa a bicicleta como meio de transporte todos os dias. Segundo Mikael, com este novo programa, as crianças e jovens criarão a “cultura da bicicleta emergente”, ou seja, as bicicletas são um símbolo daquilo que se deseja para a cidade. “Não é uma questão de tirar todos os carros da rua, mas de promover o retorno das bicicletas, pela saúde das crianças, para transformar as comunidades em lugares melhores para se viver.” Para ele, “o programa vai inspirar muitas cidades ao redor do mundo”.






Preparando um ciclista

A Secretaria Municipal de Educação, o Instituto Parada Vital e a CET formularam uma metodologia conjunta para treinar e capacitar monitores que atuarão diretamente com os alunos nos CEUs. Serão 92 monitores ao todo, sendo dois por unidade. Além de conhecimentos sobre legislação, normas e regras de trânsito na cidade de São Paulo, os monitores terão curso de primeiros socorros, aprenderão sobre a mecânica das bikes e estarão capacitados a ensinar o aluno a pedalar, ter equilíbrio, autonomia com as mãos, entre outros aspectos cognitivos.

O caderno de um aluno de uma Escola de Bicicleta terá lições sobre legislação de trânsito, transporte sustentável, estilos e modalidades de bicicleta, oficina de mecânica e montagem de bicicleta, história e cultura da bicicleta, educação ambiental, e até orientações sobre liderança e mediação de conflitos. Terminadas as anotações é hora de subir na bike e treinar equilíbrio, postura e resistência. Até mesmo a criança que nunca andou de bicicleta poderá se tornar um aluno ciclista.



Os principais critérios para a escolha dos jovens são: ser aluno da escola de Ensino Fundamental do CEU; ter entre 12 e 14 anos; morar no entorno da ciclo-rota indicada; ter o consentimento dos pais. Ao final de um mês de aula, cada aluno receberá um diploma, entregue na presença dos pais, para que possa, a partir daí, fazer o trajeto diário casa-CEU-casa de bicicleta com seus amigos.



Segundo o coordenador-geral do programa, Daniel Guth, a segurança será garantida pelos monitores, pelas ruas tranquilas, onde o compartilhamento já é natural, pelo apoio da CET e pela conscientização de toda comunidade. “O comboio tem esse papel educativo que é diário: você tem uma bicicleta que é de bambu, colete, capacete, monitor, crianças juntas; na primeira semana o bairro todo já sabe daquilo e passa a respeitar.” E completa: “Copenhague não é São Paulo, mas São Paulo pode ser cada vez mais Copenhague”.

Bicicletas de Bambu

As bicicletas do programa são customizadas e inéditas no país. Os quadros feitos de bambu foram criados pelo designer brasileiro Flávio Deslandes, que inventou a primeira bicicleta de bambu em 1995 e hoje desenvolve seus projetos na Dinamarca. No Brasil, elas circularão por São Paulo com os alunos das Escolas de Bicicleta. Além das bikes, serão entregues capacetes, iluminação, colete refletivo, bagageiro e alforje, buzina, espelho retrovisor e cadeado para cada aluno. A Secretaria Municipal de Educação investiu R$ 3,1 milhões na implantação do programa e para a manutenção será destinado R$ 1,4 milhão por ano. 

Outra aula de sustentabilidade motivará toda a comunidade escolar: a gincana ecológica de coleta e reciclagem de garrafas PET. Diariamente, os alunos e os pais poderão levar garrafas PET para descartar em contêineres. Uma vez por mês este material será triturado, pesado e retirado do CEU para sua correta destinação. A cada pesagem, 20 bicicletas serão entregues para o CEU que arrecadou a maior quantidade de PETs. Ao todo, quatro CEUs receberão 20 bicicletas a mais, por meio da gincana, além das 100 previstas pelo programa.

Serviço

Lançamento Escolas de Bicicleta
Data: sábado, 31 de março
Hora: 8h (início da concentração para o passeio e retirada de kit); 9h (saída do passeio); 11h30 (Baile do Simonal – Max de Castro e Simoninha)
Local: Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis
Endereço: Estrada das Lágrimas, 2.385


Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=49091

CLOSE CAPTION: Legendas na sua TV

Closed caption: saiba como funcionam as legendas automáticas nas TVs




Ana Ikeda
Do UOL, em São Paulo



legenda mostra o diálogo entre as personagens.jpg
o Closed caption mostra os diálogos e sons do ambiente
Na sala de espera do hospital, na padaria, no bar ou restaurante: você bate o olho na televisão e lá estão aquelas legendas automáticas – por vezes sem pé nem cabeça – mostrando o que é falado no programa exibido naquele momento. É o recurso “closed caption” ou legenda oculta. Como elas vão parar lá? Quem faz esses textos? Por que lemos tantos erros? Veja a seguir essas dúvidas e outras curiosidades respondidas:

Como as legendas são feitas?
Os textos são criados especialmente para pessoas com deficiência auditiva, então têm de descrever, além das falas, ruídos ou sons de plano de fundo. Tanto softwares especiais de reconhecimento de voz como “pessoas de carne e osso” podem transcrever esses textos.

estenótipo digital
Modelo de estenótipo digital comumente utilizado para transcrição de legendas de vídeos na TV. O aparelho envia o texto direto para o computador
Máquina: esse método é mais comum em programas gravados. O roteiro daquele filme ou episódio é usado para guiar o trabalho de quem faz a legenda. Quem legenda ouve o que é falado na cena e repete as frases devagar ao computador com software que reconhece voz. Além disso, o profissional insere as marcações de som (bater de palmas, risos, música de fundo). Cada hora de vídeo vira de 3 a 5 horas de trabalho para fazer o closed caption. Nos programas gravados, geralmente há revisão das legendas antes da digitalização.

Homem: esse método é mais comum em programas ao vivo. Um jornal, por exemplo, pode ser legendado de acordo com o fornecimento do texto do teleprompter (aparelho que mostra o que os apresentadores têm de narrar). Quando o repórter entra ao vivo, a legenda fica a cargo de um estenotipista (profissional que usa um estenótipo digital, máquina desenhada especialmente para a digitação rápida de palavras, com número reduzido de teclas, que envia as legendas direto ao computador). Muitas emissoras brasileiras utilizam essa técnica para programas gravados também. 

Por que encontramos tantos erros nas legendas ocultas?
Nem sempre o software transcreve corretamente as palavras ditas e também há dificuldade em registrar o que pessoas falam ao mesmo tempo. No caso do estenotipista, apesar de o profissional ser treinado para transcrever as frases corretamente, erros também podem ocorrer, dada a alta velocidade de digitação.
Mas só isso não explica tudo, diz Leonardo Coelho David, fundador da Closed Caption Brasil. “Isso ocorre porque no Brasil não há uma preocupação como nos Estados Unidos em produzir legendas de qualidade. As emissoras deveriam contratar especialistas no assunto e melhorar o padrão de qualidade. Não se respeita o direito das pessoas portadoras de deficiência auditiva”, reclama.

tela do site usado para inserir a legendagem
Site utilizado durante o processo de inserção das legendas ocultas em programas de TV
Como a legenda vai parar na televisão?
A imagem que vemos na televisão é composta por um grande número de linhas verticais e horizontais (um aparelho de alta definição, por exemplo, apresenta 1080 linhas). Na chamada “linha 21” é feita uma espécie de interrupção do sinal para a próxima linha (o termo técnico é “intervalo de apagamento vertical"), onde são inseridos os dados das legendas, que não aparecem de imediato na imagem, daí o nome “legenda oculta”. A informação fica contida no sinal enviado à TV até sua casa, basta acionar o botão do controle remoto (também existem aparelhos decodificadores de closed caption, menos comuns) para visualizá-las. 

Saiba outras curiosidades
Como surgiu?
A ideia de criar as legendas ocultas surgiu há cerca de trinta anos, nos Estados Unidos, explica David. “Naquela época, a intenção era auxiliar pessoas com deficiência auditiva a acompanharem os programas. Em 1976, a Comissão Federal de Comunicações regulamentou as transmissões com closed caption, que passaram a ser usadas em programas gravados. As legendas ocultas só chegariam a programas ao vivo em 1982, na transmissão da Cerimônia do Oscar.
Como veio parar no Brasil?
David conta que, no início dos anos 90, tentou oferecer a tecnologia de captura de legendas para uma grande emissora no Brasil, mas não houve interesse. Foi a partir de 1997 que o uso de legendas ocultas começou a crescer nas emissoras: naquele ano, o Jornal Nacional, da Rede Globo, passou a usar o recurso.
O closed caption é obrigatório no Brasil?
Ainda não. Em 2000, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) propôs um projeto de lei para obrigar emissoras de TV a incluírem as legendas ocultas na programação. O projeto seguiu para a Câmara dos Deputados, foi incluído em outras propostas de acessibilidade e, desde então, continua em tramitação junto ao PL 2.462, do deputado Ricardo Izar (PSD). Esse último projeto pede um cronograma de adoção de percentuais mínimos de programas com closed caption.
Dois C em maiúsculo e negrito são o símbolo do Closed Caption
Símbolo da ''Closed Caption'', também chamada de legenda oculta, é mostrado no vídeo para indicar a disponibilidade do recurso


As legendas servem apenas para deficientes auditivos?
Não, além das pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva (no Brasil, eles são 9,8 milhões, segundo dados do IBGE-2010), as legendas ocultas também ajudam, diz David, idosos, que sofrem a perda natural da capacidade auditiva com o avançar da idade; crianças em alfabetização; analfabetos em processo de aprendizado da língua.
Além dessas pessoas, já é comum encontrar televisores em locais públicos e barulhentos com o recurso ligado, como bares, restaurantes, salas de espera etc. 
Todas as TVs têm o recurso Closed Caption?
Atualmente, sim. Para terem a habilidade de mostrar as legendas, os televisores necessitam de um circuito eletrônico especial, que nos Estados Unidos desde os anos 90 é inserido nos aparelhos. Essa tecnologia acabou sendo repassada às fábricas no mundo.
Como as emissoras de televisão contratam esse serviço?
Segundo David, existem várias empresas no Brasil que oferecem o serviço de closed caption e, normalmente, essas companhias são ligadas a emissoras de TV e produtoras de vídeos.

I SEMINÁRIO DE SURDO E SURDEZ - CARAPICUIBA SP

I SEMINÁRIO DE SURDO E SURDEZ - CARAPICUIBA SP


No dia 28 de abril acontecerá, no Teatro Jorge Amado, o I Seminário Municipal Sobre o Surdo e a Surdez em Carapicuíba. O evento, que se inicia às 8 horas, é uma realização da Câmara Municipal de Carapicuíba, e tem o patrocínio da Empresa Educalibras e apoio da Associação de Surdos de Carapicuíba.

ntre os palestrantes do seminário estão profissionais, como a Prof.ª Elisabete Bernardi (USP), docente da Focus Educacional, a Prof.ª Dr.ª Cecília Moura (PUC-SP), docente na PUC, Prof. Alexandre Melendis (Rio Branco), docente do Centro Educacional para a Pessoa Surda Rio Branco, Jadson Nunes (graduando na PUC-SP), intérprete de libras na Câmara Municipal de Carapicuíba, a fonoaudióloga Rita Ramuno (PUC-SP), e a Prof.ª M.e Simone Spadofora (PUC- SP), coordenadora do Instituto Adhara.

PARA INSCRIÇÕES, CLIQUE AQUI

sexta-feira, 6 de abril de 2012

PANASONIC LANÇA LINHA DE TELEVISORES ADAPTADOS PARA CEGOS

Primeiro dispositivo que transforma texto em fala nos televisores chega às prateleiras do Reino Unido

da Redação
A Panasonic, fabricante de eletrônicos, colocou um dispositivo que transforma texto em fala em 30 de seus modelos de televisores, dispositivo esse que foi desenhado especificamente para ajudar usuários cegos e com baixa visão, fazendo com que sejam os primeiros aparelhos com tais características disponíveis no mercado britânico.

Depois de ativar a função texto para fala, ela estará disponível para uma grande variedade de tarefas nos televisores, tais como: dizer o número do canal e o nome de um programa ao mudar de canal, o horário que um programa começa e termina, e se recursos de acessibilidade como a audiodescrição estão disponíveis nesse ou naquele programa.

A assistência texto para fala é prestada em conexão a uma rede Wi-Fi através da televisão, e os usuários poderão também navegar por um guia eletrônico de programação de TV para ouvir a lista de programas, informações sobre horários e uma sinopse de cada programa.

Nigel Prankard, gerente do IPTV e do Centro de Soluções Digitais da Panasonic, disse que um custo menor de implementação da função texto para fala nos últimos tempos tinha permitido à empresa oferecer esse dispositivo.

"Se vocês nos pedissem para introduzir esse recurso em nossas televisões dois anos atrás, o custo extra teria sido significativo, mas com a expansão das atividades no mundo de TI, os custos de implementação da função texto para fala diminuiram, permitindo que nós colocássemos isso nos aparelhos de televisão sem repassar o custo para os consumidores", disse Prankard.

A Panasonic trabalhou com o Royal National Institute of Blind People para construir a função texto para fala, fazendo testes com os usuários com um protótipo, antes de recolher feedbacks e fazer melhorias no desenho do produto final.

Prankard disse que espera melhorar ainda mais a funcionalidade do dispositivo e acrescentar novos recursos se houver um feedback positivo sobre os modelos iniciais, possivelmente olhando para como o dispositivo texto para fala poderia trabalhar com TVs conectadas à Internet. "O consórcio W3C (World Wide Web Consortium) vem tentando estabelecer regras para acessibilidade na web; dessa forma nós precisamos, também, pensar em como as TVs podem se adequar a esses requisitos (acessibilidade na web), se nós dermos a elas toda a capacidade de ir para websites", ele disse.

TRATAMENTO DO CÂNCER E DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PODERÃO SER DEDUZIDOS NO IMPOSTO DE RENDA


Imirante
Brasília-DF, 05/04/2012

A medida integra o pacote de incentivo à indústria nacional, anunciado nesta semana pelo governo federal

Carolina Pimentel
Empresas e pessoas físicas poderão deduzir do Imposto de Renda (IR) doações ou patrocínio a instituições filantrópicas dedicadas ao tratamento de câncer e reabilitação de pessoas com deficiência. A medida integra o pacote de incentivo à indústria nacional, anunciado nesta semana pelo governo federal.

As doações e os patrocínios entram no cálculo do abate no imposto limitado a 6% para a pessoa física e 4% para empresas, conforme detalha a Medida Provisória (MP) 563, publicada hoje (4), no Diário Oficial da União. A MP cria os programas Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), que possibilitam as deduções. A dedução poderá ser feita na declaração do IR de 2013, que trará os dados financeiros dos contribuintes deste ano.

O contribuinte pode fazer a doação por meio de quantias em dinheiro, transferência de imóveis, cessão de equipamentos, pagamento de despesas de conservação e reparo de móveis, imóveis e equipamentos e fornecimento de remédios, alimentos e material de uso hospitalar.

Segundo o Ministério da Saúde, a ideia é captar recursos para ampliar a oferta de diagnóstico e tratamento de pessoas com câncer e aumentar o acesso à reabilitação e adaptação de pessoas com deficiência por meio do uso de órteses, próteses e outros meios de locomoção.

sábado, 31 de março de 2012

CARRO PARA DEFICIENTE VISUAL

CARRO PARA DEFICIENTE VISUAL

     O Jornal Folha de São Paulo do dia 29/03/2012 fez uma matéria sobre um carro com dispositivo tecnológico capaz de fazê-lo andar sozinho, sem a necessidade de uma pessoal dirigindo.

       Percebe-se na matéria 1, pelo vídeo anexo, que o deficiente visual convidado para testá-lo, não chega nem a tocar no volante, vivenciando uma experiência de mero passageiro.

      Já no vídeo da matéria 2, percebe-se que a pessoa com deficiência visual desenvolveu habilidades para dirigir o carro que possui dispositivos tecnológicos por todos os lados.


       Proponho realizarmos a seguinte reflexão: qual dos carros que poderão conhecer nos vídeos abaixo, realmente está sendo adaptado para que uma pessoa que não enxerga possa de fato pilotá-lo? Participe com seu comentário.

Matéria 1


      O Google convidou o americano Steve Mahan, que é deficiente visual, para testar a tecnologia da empresa que controla um carro automaticamente.

      Durante o vídeo, todo em inglês, ele pede para ir ao delivery de um restaurante fast food e a uma lavanderia.

     A companhia tem feito testes com o veículo desde 2010 e tem aprimorado os controles antes de iniciar a vender a tecnologia.

Matéria 2

       As aulas foram realizadas em um simulador, mas foi em um carro e em uma pista real no estado da Flórida, nos EUA, que um motorista cego realizou o teste de direção. Conheça a máquina que possibilita o transporte autônomo de deficientes visuais.




sábado, 17 de março de 2012

FILME: EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO

FILME: EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO


É um filme de curta brasileiro (2010) do diretor Daniel Ribeiro.


A trama narra a história de Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que, ao longo do filme, vai se descobrindo apaixonado por um novo colega de sala, Gabriel (Fábio Audi). 


Este filme  fazia parte do Cine Educação, programa que exibe filmes nas escolas em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos, que tem como objetivo "a formação do cidadão a partir da utilização do cinema no processo pedagógico interdisciplinar" e disponibiliza diversos filmes cujos temas englobem os direitos humanos, de modo que professores escolham quais são mais adequados para serem trabalhados em aula. 

FILME: EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO
Clique no vídeo acima para ser exibido

Eu Não Quero Voltar Sozinho é considerado um filme importante para que professores o utilizem no debate de questões que envolvem a sexualidade humana.

É uma obra de ficção amplamente premiada em festivais de cinema no Brasil e no exterior.


Vale ressaltar que este filme foi proibido no Estado do Acre por ser considerado "kit anti-homofobia". 

segunda-feira, 5 de março de 2012

FILME: CASTELO DE GELO (ICE CASTLES)

FILME: CASTELO DE GELO (ICE CASTLES)



Comentários da equipe do Blog Olhares Especiais: Mais uma excelente oportunidade para exercitar a observação no que se refere às técnicas de reabilitação utilizadas neste filme, quando a atleta de patinação no gelo cai e perde grande parte da visão e aprende a utilizar a visão residual (vultos e percepção luminosa) para se locomover e voltar a patinar.


Sinopse
A jovem, bela e talentosa Alexis Winston surge do nada para tornar-se uma estrela da patinação artística. Mas sua jornada ao estrelato não é fácil. Ela tem que se superar, se reinventar e, o mais doloroso, deixar do seu namorado em sua cidade natal. Quando uma queda trágica a deixa cega, ela precisa de alguém acredite nela e a ame, de alguém que possa convencê-la que ela tem a força para patinar e sonhar novamente. Esta encantadora, inspiradora e tocante refilmagem do filme romântico indicado ao Oscar® de 1978 (Melhor Canção Original, "Through the Eyes of Love") é estrelada pela patinadora americana Taylor Firth e conta com a participação das estrelas da patinação Molly Oberstar, Michelle Kwan (medalha olímpica) e da correspondente Andrea Joyce (NBC). Sinta o poder e a alegria do amor verdadeiro… dentro e fora do gelo. Apresentando uma regravação contemporânea de "Through the Eyes of Love" cantada por Britt Nicole.


Trailer Castelo de Gelo

FICHA TÉCNICA
Título no Brasil:  Castelos de Gelo
Título Original:  Ice Castles
País de Origem:  EUA / Canadá
Gênero:  Romance
Classificação etária: 10 anos
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento:  2010
Site Oficial:  
Estúdio/Distrib.:  Sony Pictures
Direção:  
Mayte Torres


sexta-feira, 2 de março de 2012

FILME: ABRAÇOS PARTIDOS

FILME: ABRAÇOS PARTIDOS

Comentários da equipe do Blog Olhares Especiais: Excelente filme para exercitar a observação das técnicas utilizadas pelo ator nas cenas em que interpreta estar cego, tais como utilização de bengala, deslocamento por ambiente interno, busca por objeto, interação com pessoas, entre outras.


Sinopse:
Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) sofreu um trágico acidente de carro, no qual perdeu simultaneamente a visão e sua grande paixão, Lena (Penélope Cruz). Sofrendo aparentemente de perda de memória, abandonou sua posição de cineasta e preservou apenas seu lado de escritor, cujo pseudônimo é Harry Caine. Um dia Diego (Tamar Novas), filho de sua antiga e fiel diretora de produção, sofre um acidente, e Harry vai em seu socorro. Quando o jovem indaga Harry sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem revela se lembrar de detalhes marcantes de sua vida e do acidente.

Trailer: ABRAÇOS PARTIDOS



FICHA TÉCNICA
Título Original: Los Abrazos Rotos
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Tamanho: 398 Mb
Qualidade: DvdRip
Formato: Rmvb
Áudio: Espanhol
Legenda: Português



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Na sociedade contemporânea, o mundo está envolto por produções de novos conhecimentos e a necessidade para que o mesmo seja difundido se faz cada vez maior. Sendo assim, com as novas Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs (computador, internet, DVD, etc), a Educação a Distância ganhou novos rumos e ampliou sua capacidade de alcance aos alunos.
 A educação consiste na transmissão de informações que colaboram na construção de novos conhecimentos e para acontecer necessita de atores que desempenharão os papeis de educadores e educandos, mas por diversos motivos, entre eles o mais comum vem a ser a correria do dia a dia cada vez maior, o fator necessidade e vontade nem sempre se encontram em harmonia com tempo disponível de ambos. É neste sentido que a Educação à Distância vem preencher esta lacuna, uma vez que professor e aluno, para interagirem, não necessitam estar mais física e temporalmente no espaço formal de ensino/aprendizagem, mas sim num novo espaço: o Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA.
            O AVA é um ambiente mediado por tecnologias das mais comuns as mais avançadas, tais como: TV, rádio, computador, internet, DVD, videoconferência, notebooks, entre outros, permite interligar professor – tutor – aluno.
            Este processo pedagógico/educacional que se desenvolve no AVA, depende, em grande parte, da eficiência do tutor/educador, personagem responsável por mediar as informações disponibilizadas pelo professor/formador para serem apresentadas aos alunos. Por este motivo o tutor necessita apresentar algumas características importantes resultantes de sua formação que o possibilite uma atuação eficiente baseada no compromisso da formação de alunos capazes de discutir e construir novos conhecimentos. Enfim, um profissional capaz de aprender a aprender para fazer da EAD um espaço instigante de formação de alunos críticos e pensantes.
            Um tutor/educador eficiente é aquele que no ambiente virtual de aprendizagem procura não deixar seu aluno ser tomado pelo desanimo e desencanto pelo saber, apresentando-se constantemente atento e presente, de forma a proporcionar ao aluno todo o suporte necessário para sua caminhada e conclusão do curso.

MÃE COM DEFICIÊNCIA VISUAL RELATA VER FILHOS PELA 1ª VEZ APÓS TERAPIA GÊNICA

G1
10/02/2012

Resultados de um tratamento iniciado há quatro anos nos EUA estão sendo publicados agora.

da Redação
Três americanos que perderam a vista na infância relataram uma melhora drástica na sua visão depois de terem sido submetidos à terapia gênica em ambos os olhos.

Em alguns casos, a melhora começou há quatro anos, quando um dos olhos foi submetido à terapia. Agora uma americana falou sobre a emoção de conseguir enxergar pela primeira vez os próprios filhos, depois de passar por terapia no segundo olho.

Os três pacientes tinham uma condição hereditária e rara conhecida como Amaurose Congênita de Leber (ACL) provocada por um defeito no gene responsável pela proteína necessária para a visão.
A ACL se manifesta nos primeiros meses de vida e compromete gravemente o sentido da visão, além de causar movimentos involuntários no olho e vista fraca no escuro.

Emoção
Diversas equipes de cientistas em várias partes do mundo tentaram terapias gênicas para tratar a cegueira, mas poucos pacientes receberam o tratamento para lidar com um defeito genético em estágio tão anterior ao processo de perda de visão.

Pesquisadores americanos revelaram em 2008 que 12 pessoas com LCA recuperaram parte da visão depois de receberem uma injeção no olho com um vírus criado artificialmente portador do gene RPE65.

Em outro estudo, eles trataram o outro olho de três pacientes, e descobriram que isso melhorou ainda mais a visão. Os pacientes passaram a conseguir identificar obstáculos ao seu redor. 


Os resultados foram publicados agora na revista científica Science Translational Medicine.

A principal cientista do projeto, Jean Bennett, disse que os pacientes podem fazer coisas que nunca fizeram antes, como andar à noite, fazer compras sozinhos e reconhecer o rosto de pessoas.

"Nós mostramos que é possível tratar com segurança tanto os olhos das pessoas com esta forma particular de deficiência da retina usando um tratamento a base de genes, e, além disso, nós demonstramos que o cérebro entende o que a retina está vendo", disse a cientista à BBC.

Um dos três pacientes que participou dos testes, Tami Morehouse, disse à BBC que sua visão gradualmente foi se recuperando, abrindo um novo mundo para ela.

Apesar de ela não conseguir enxergar bem o suficiente para ler ou dirigir um carro, ela agora consegue reconhecer os rostos de seus filhos e assistir aos jogos de beisebol deles.

"A vida ficou tão mais fácil em um nível que a maioria das pessoas não percebe. Qualquer forma de visão que você consegue ter, quando não se tinha nada, é de um valor incrível", disse Morehouse à BBC. 


"Ver os rostos das minhas crianças - meu filho com seus imensos olhos escuros, minha filha com seus grandes e belos olhos azuis. Eu tenho que olhar com bastante cuidado para conseguir enxergar, mas agora eu consigo. Todos os dias eu perdia coisas, mas agora um pouco disso voltou e eu não consigo nem explicar o que isso significa."

Os pesquisadores pretendem agora seguir com o mesmo tratamento em outros nove pacientes.

"Eu acho que este é um marco no tratamento de formas mais comuns de cegueira em ambos os olhos", disse Bennett.

NOVA EDIÇÃO DA REVISTA SUR ABORDA DIREITOS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Rede SACI
13/02/2012

Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos é uma revista semestral, publicada em inglês, português e espanhol pela Conectas Direitos Humanos.

Divulgação
A Sur – Rede Universitária de Direitos Humanos – foi criada em 2002 com o objetivo de aproximar acadêmicos do hemisfério sul que atuam no campo dos direitos humanos e de promover a cooperação destes com agências da ONU. A rede conta hoje com mais de 130 associados de 36 países, incluindo professores e integrantes de organismos internacionais e agências das Nações Unidas.

A edição atual trata sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Para acessar o conteúdo da revista clique aqui

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CEGOS PARTICIPAM DE CONSULTA PÚBLICA DA ABNT SOBRE ACESSIBILIDADE NA TELEVISÃO DIGITAL

Ofício da Organização Nacional de Cegos do Brasil

ONCB
Ofício 009/2012
Brasília, 10 de fevereiro de 2012.

À
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT/CE 85 Televisão Digital

Encaminhamos à Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT nosso voto de aprovação para o projeto de norma 85:000.00-010/2 com sugestões de alteração como se segue:

Referência: nosso Voto para o projeto de norma 85:000.00-010/2 - Televisão digital terrestre – Acessibilidade – Parte 2: Funcionalidades sonoras

Quem somos
A Organização Nacional de Cegos do Brasil - ONCB surgiu do processo de unificação das instituições nacionais representativas desse segmento social. A ONCB foi fundada em 27 de julho de 2008 com o consenso das entidades brasileiras, sendo uma instituição não-governamental e sem fins lucrativos. Tem como atribuições a defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual - cegas e com baixa visão - e das organizações de e para cegos legalmente constituídas. Com assento nos Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Assistência Social do Ministério da Assistência Social e Combate a Fome e na União Latino-Americana de Cegos, tem como um de seus objetivos fomentar e participar da construção de políticas públicas em favor das pessoas com deficiência visual, observando o pleno cumprimento da legislação vigente em nosso país, de modo a assegurar as conquistas e a concretização dos seus direitos.

Nosso Voto
Aprovamos o projeto de Norma Brasileira 85:000.00-010/2 com sugestões de alterações, por discordarmos do especificado em alguns requisitos.

Responsáveis:
Moisés Bauer Luis – Presidente da ONCB
Paulo Romeu Filho – Consultor Técnico

Considerações:
1. Definições (item 3 do projeto)
1.1. Sobre este parágrafo:
3.2 Audiodescrição
Locução em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não podem ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual.
Nosso comentário:
A Norma Complementar nº1, oficializada pelo Ministério das Comunicações por meio da Portaria nº 310, de 27 de junho de 2006, contém a seguinte definição para o termo “audiodescrição” - que corresponde à definição proposta no projeto em discussão: 
3.3. Áudio-descrição: corresponde a uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual.
A redação do item 3.3 da Norma Complementar nº1 foi alterada pela Portaria nº 188, de 24 de março de 2010, do Ministério das Comunicações, conforme segue: 
3.3. Audiodescrição: é a narração, em língua portuguesa, integrada ao som original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos visuais e quaisquer informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão desta por pessoas com deficiência visual e intelectual. (NR).
O que sugerimos
Consideramos importante que a definição de audiodescrição do projeto de Norma Brasileira em discussão acompanhe a evolução do conceito e seja compatível com a definição oficial vigente, conforme estabelecido na Portaria 188.

2. Funcionalidades Sonoras de Acessibilidade (item 5 do projeto).
2.1. Sobre este parágrafo:
Os requisitos de acessibilidade contidos na ABNT NBR 15599, tais como; por sinalização sonora, por locução ou tátil em texturas diferenciadas, mapas táteis, caracteres em relevo etc., nas teclas do controle remoto, botões do painel ou qualquer outro são de implementação opcional pelo receptor.
Nosso comentário:
O tamanho, cores, formato, o modo como as teclas estão agrupadas, diferenciação por meio de marcações táteis (como o ponto em relevo na tecla 5 de teclados numéricos), o feedback simultaneamente visual e sonoro indicativo da tecla que foi acionada, a existência de teclas que proporcionem acesso direto às funcionalidades mais usadas, são, dentre outros, requisitos de usabilidade e acessibilidade indispensáveis para o correto manuseio de painéis e controles remotos para todos os usuários, inclusive aqueles com algum tipo de deficiência.
A NBR 15599: Acessibilidade na Prestação de Serviços define as condições necessárias para a prestação de serviços acessíveis para pessoas com deficiência.
Há vários anos, alguns fabricantes de receptores de televisão têm demonstrado interesse e preocupação em fazer que seus produtos possam ser operados com autonomia por pessoas com deficiência, conforme artigo publicado em 2006 no boletim do Royal National Institute of Blind People, da Inglaterra:
Notícias recentes dão conta de que os televisores das próximas gerações serão comandados por voz, gestos ou ainda por dispositivos touch screen, conforme demonstrado no artigo: A TV do futuro já chegou.
O que sugerimos
Pelo exposto, discordamos do especificado no parágrafo em questão pelos seguintes motivos:
a) A NBR 15599 – Acessibilidade na Prestação de Serviços especifica requisitos de acessibilidade para a “prestação de serviços”. O parágrafo em discussão especifica requisitos de acessibilidade para um “produto” (receptores de televisão digital). Consideramos importante que o projeto de norma em discussão diferencie claramente requisitos destinados à prestação de serviço daqueles destinados a especificação de produtos.
b) Consideramos imprescindível que os requisitos de acessibilidade necessários para que pessoas com deficiência possam operar os controles do receptor de televisão, permitindo o acesso a todas as funcionalidades disponíveis, com autonomia, sejam especificados individualmente, em detalhes.
c) Ao especificar como “opcionais” todos os requisitos necessários para que pessoas com deficiência possam operar os receptores de televisão com segurança e autonomia, não haverá como certificar a acessibilidade de tais produtos.
d) Os artigos que indicamos comprovam a disponibilidade no mercado de receptores de televisão que atendem diversos requisitos de acessibilidade necessários para permitir seu manuseio por pessoas com deficiência, portanto, passíveis de especificação em norma técnica brasileira.
2.2. Sobre este parágrafo:
A audiodescrição fornece uma descrição da cena como um componente auxiliar associado a um serviço de televisão com a intenção de auxiliar a compreensão e fruição, a qual destina-se não exclusivamente aos telespectadores com deficiências visuais.
Nosso comentário:
O parágrafo acima contém uma explicação, esclarecimentos sobre o objetivo da audiodescrição e a quem ela se destina.

Importante complementar que a audiodescrição realmente não se destina exclusivamente a pessoas com deficiência visual, pois é útil inclusive para pessoas sem deficiência que, por qualquer motivo, estejam impossibilitadas de dirigir o olhar para o televisor: já é possível encontrar no mercado painéis de automóveis com receptor de televisão one-seg incorporados, por exemplo.
O que sugerimos
Sugerimos que este parágrafo seja especificado no capítulo de “definições” do texto base.

2.3. Sobre este parágrafo:
A audiodescrição está normalmente confinada a lacunas na narrativa do programa e, portanto, essas oportunidades são dependentes do programa. Alguns programas são mais adequados para a descrição do que outros. Alguns podem ser auto-descritos de maneira efetiva, enquanto outros, por exemplo, notícias ou entrevistas de estúdio, podem oferecer pouca ou nenhuma oportunidade para a interpolação descritiva. Assim, o silêncio na descrição não implica, necessariamente, falha na prestação do serviço ou nos equipamentos de recepção.
Nosso comentário:
a) Sobre falhas na prestação do serviço:
Normas técnicas, manuais e artigos elaborados por renomados especialistas em audiodescrição são unânimes em afirmar que a audiodescrição pode ser aplicada em qualquer tipo de programa, inclusive aqueles transmitidos ao vivo.
O tipo de informação a ser falada em uma audiodescrição depende da natureza do programa, assim como a quantidade e detalhamento das descrições. Cabe ao responsável pela elaboração do roteiro da audiodescrição decidir sobre o que precisa ser descrito, e o momento de fazê-lo, ou mesmo não fazê-lo, considerando os momentos em que o silêncio da narração descritiva é necessário para não interferir com o suspense de algumas cenas, ou não interferir com a compreensão de cenas em que os diálogos são mais relevantes para o entendimento do enredo que as informações transmitidas de forma visual.
As decisões sobre "o que", "o como" e o "quando” descrever" são subjetivas e podem variar de um profissional para outro.
Apesar da existência de diversos documentos que sugerem boas práticas para a produção de audiodescrição em produtos audiovisuais, e considerando o alto grau de subjetividade desse trabalho, a melhor forma de avaliar a qualidade de um serviço de audiodescrição é a pesquisa de opinião entre os espectadores, ou pelo feedback oferecido pelos espectadores por meio dos canais de relacionamento dos provedores de conteúdo.

Acreditamos ser do interesse dos provedores de conteúdo proporcionar aos espectadores com deficiência a fruição do serviço de audiodescrição de seus programas com a qualidade esperada e solicitada por seus espectadores.
b) Sobre a recepção nos aparelhos de televisão:
Se a trilha da audiodescrição foi corretamente produzida e está sendo corretamente transmitida pelo provedor de conteúdo segundo o estabelecido nesta norma; se o consumidor possui um receptor projetado de modo a permitir a decodificação dos recursos de acessibilidade segundo o especificado nesta norma; se o consumidor configurou e está operando corretamente o equipamento segundo instruções do fabricante, entendemos não ser possível atribuir ao receptor de televisão qualquer falha na prestação do serviço.
c) Sobre o escopo:
O item 1- Escopo deste projeto de norma esclarece os objetivos do documento: "esta parte da ABNT NBR 15610 complementa as especificações para as funcionalidades sonoras de acessibilidade do sistema brasileiro de televisão digital terrestre, além de prover orientações para sua implementação". E complementa: "Esta Norma não se aplica à produção do áudio". Mais adiante, outro parágrafo do projeto especifica que O stream de áudio relativo a esse recurso deve ser enviado pelo provedor de conteúdo.
Portanto, entendemos que os requisitos a serem observados na produção do roteiro da audiodescrição, bem como a narração das descrições, não fazem parte do escopo deste projeto de norma.
O que sugerimos
Sugerimos a exclusão desse parágrafo do projeto de norma pelos seguintes motivos:
a) Está em desacordo com o escopo do projeto;
b) Entendemos não ser possível atribuir falhas na prestação do serviço de audiodescrição aos aparelhos receptores devidamente projetados para disponibilizar os recursos de acessibilidade previstos neste projeto de norma;
c) O CB40/CE03 formalizou a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de elaborar e propor um texto base de norma técnica que descreva os requisitos a serem observados na produção de roteiros de audiodescrição para cinema, teatro, televisão, museus, exposições de arte e demais situações em que a audiodescrição se faz necessária para auxiliar pessoas com deficiência. Na futura norma que está sendo elaborada pela ABNT/CB40/CE03 os requisitos para a elaboração do roteiro e narração da audiodescrição serão descritos com muito mais detalhes que os apresentados neste parágrafo. Não é conveniente a existência de mais de uma norma especificando requisitos para um mesmo assunto.
2.4. Sobre este parágrafo:
Como muitos usuários potenciais da audiodescrição são deficientes visuais, recomenda-se que a interface do usuário não esteja baseada apenas em pistas visuais (luzes ou logos na tela de exibição) para a indicação de status (por exemplo, presença ou ausência de descrição). Os receptores podem, de maneira opcional, utilizar o recurso de audiolocução para facilitar a seleção por esses usuários da opção desejada na interface de usuário ou menus interativos do receptor.
Nosso comentário:
A redação do parágrafo acima demonstra que o grupo de trabalho responsável pela elaboração deste projeto de norma está ciente da dificuldade que pessoas com deficiência visual encontram para ativar/desativar recursos dos receptores de televisão, principalmente quando estes dependem de navegação em menus.
Não compreendemos os motivos que os levaram a especificar este requisito como "opcional", mesmo cientes dessas dificuldades, principalmente em se tratando de um projeto de norma que tem por escopo definir parâmetros de acessibilidade para pessoas com deficiência.
O que sugerimos
Solicitamos que este parágrafo seja reavaliado e alterado de modo a "garantir" que espectadores com deficiência possam receber informações sobre a presença de recursos de acessibilidade nos programas, contemplando as seguintes situações:
a) Os provedores de conteúdo devem informar os espectadores, de modo visual e sonoro, sobre a presença da audiodescrição nos programas que contiverem o recurso, de modo semelhante ao que já se faz para o recurso de legenda para pessoas surdas (closed caption).
b) Os receptores devem permitir que os espectadores obtenham informação sobre o canal de áudio selecionado, por meio de audiolocução.
c) Os receptores deverão conter tecla que proporcione acesso direto aos diversos canais de áudio disponíveis. No controle remoto, estas teclas deverão ser diferenciadas pelo tato e de fácil localização.
d) Sugerimos que o termo audiolocução seja substituído por audionavegação.
3. Audiodescrição (item 6 do projeto)
3.1. Sobre este parágrafo:
O stream de áudio relativo a esse recurso deve ser enviado pelo provedor de conteúdo. A implementação do recurso de audiodescrição é opcional nos receptores full-seg e também nos receptores one-seg.
Nosso comentário
Desde 1º de julho de 2011, o recurso da audiodescrição tem sido veiculado pelos provedores de conteúdo por meio de um dos canais de áudio disponíveis e previstos no SBTV-D. Não foi criado nenhum canal de áudio diferente dos já existentes específico para veicular a audiodescrição. Em outro parágrafo do projeto (item 6) consta o seguinte: A informação é enviada pelo provedor de conteúdo em um PES de áudio individualizado o qual pode ser selecionado a critério do usuário.
Atualmente, é possível encontrar no mercado diversos receptores de televisão digital por meio dos quais pessoas cegas tem conseguido acompanhar os programas transmitidos com o recurso da audiodescrição.
Como já dissemos em comentário anterior, a audiodescrição também é útil para pessoas impossibilitadas de olhar para o televisor: motoristas, por exemplo. Portanto, o acesso ao canal de áudio que estiver sendo usado para veicular a audiodescrição deve estar disponível também nos receptores móveis.
O que sugerimos
Acreditamos ter havido algum equívoco na elaboração deste parágrafo, pois não faz sentido relacionar a audiodescrição com receptores full-seg ou one-seg. Os receptores podem permitir o acesso a todos ou apenas parte dos canais de áudio previstos no SBTVD, mas não selecionar quais ficarão disponíveis para os espectadores/consumidores conforme o conteúdo que o provedor disponibilizar em cada streaming.
Consideramos importante que a futura norma determine aos fabricantes de receptores que disponibilizem informações relativas aos recursos de acessibilidade suportados em cada modelo de seus produtos. Importante que estas informações constem em todas as mídias, tais como manuais de usuários, fichas técnicas, embalagens dos produtos, peças publicitárias e demais mídias impressas ou eletrônicas.
Sugerimos ainda que a redação deste parágrafo recomende a disponibilidade do recurso da audiodescrição também em receptores one-seg.
3.2. Sobre este parágrafo:
É fortemente recomendada a utilização do método pré-mixado, o qual permite o ajuste dos níveis de mixagem de áudio do programa e da audiodescrição durante a produção do programa. Informações adicionais sobre as boas práticas da audiodescrição estão no Anexo A.
Nosso comentário
Somos de opinião que a melhor situação é aquela em que o espectador com deficiência pode direcionar o canal de áudio que contém a audiodescrição para a saída de fones de ouvido do receptor. Deste modo, somente ele ouvirá a narração audiodescritiva, acompanhando o áudio original do programa pelos falantes do receptor, como as demais pessoas.
O que sugerimos
Apesar de nossa preferência pela modalidade pós-mixada, temos ciência das dificuldades técnicas e dos investimentos necessários para permitir o oferecimento da audiodescrição nessa modalidade.
Concordamos que se recomende a preferência pela modalidade pré-mixada. No entanto, não vemos necessidade da ênfase empregada na redação. Consideramos que ao especificar uma das modalidades como recomendada e as demais como opcionais, já é suficiente para os objetivos propostos e tornaria a redação do requisito mais compatível com o padrão para redação de normas da ABNT.
3.3. Sobre este parágrafo:
Nos casos em que a mixagem do sinal de audiodescrição ocorre no receptor é recomendado que o usuário seja capaz de ajustar o volume da descrição de sinais para atender a sua condição de recepção face as diferenças de acuidade auditiva dos usuários e, de nível de áudio dos receptores.
O que sugerimos
Solicitamos que este requisito seja especificado como “obrigatório”.
3.4. Sobre este parágrafo:
É recomendado que os receptores de televisão digital permitam a reprodução simultânea do canal de áudio principal e do canal de áudio com audiodescrição mixada, permitindo exportar o conteúdo em duas saídas de áudio distintas. Esta funcionalidade permite o uso de fone de ouvidos para pessoas com deficiência visual e uso de falantes da televisão para as demais.
Nosso comentário
Concordamos com o disposto neste requisito, mas salientamos a importância de que os espectadores possam ajustar o volume dos fones de ouvido de forma independente dos alto-falantes do receptor.
O que sugerimos
Solicitamos que este requisito seja especificado como "obrigatório", e a inclusão da possibilidade do espectador ajustar o volume dos fones de ouvido independente do volume nos alto-falantes do televisor.
4. Dublagem (item 8 do projeto)
4.1 Sobre este parágrafo:
A implementação do recurso de dublagem é opcional nos receptores full-seg e também nos receptores one-seg.
Nosso comentário
Notícias recentes dão conta de que, com o crescimento do poder aquisitivo da população, vem crescendo exxponencialmente a quantidade de clientes dos serviços de acesso condicionado de televisão. Para atender esse novo universo de consumidores, os provedores de conteúdo passam a oferecer a opção de dublagem de seus programas. Alguns deles até colocaram a versão dublada como preferencial, deixando a versão no idioma original no segundo canal de áudio.
O que sugerimos
Consideramos importante que a futura norma determine aos fabricantes de receptores que disponibilizem informações relativas aos recursos de acessibilidade suportados em cada modelo de seus produtos. Importante que estas informações constem em todas as mídias, tais como manuais de usuários, fichas técnicas, embalagens dos produtos, peças publicitárias e demais mídias impressas ou eletrônicas.
5. Anexo A
5.1. Sobre este parágrafo:
Recomenda-se que a ordem dos canais seja mantida durante toda a programação mesmo nos casos em que alguns dos componentes de áudio não estão presentes de forma a facilitar o uso do recurso pelo usuário.
O que sugerimos
Consideramos absolutamente necessário que este parágrafo seja especificado como requisito de cumprimento obrigatório da norma, não apenas como uma boa prática especificada em anexo de caráter simplesmente informativo.
Sendo estas as considerações que temos para o momento, colocamo-nos a disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
Atenciosamente,
Moisés Bauer Luiz - Presidente da ONCB
Paulo Romeu Filho - >Consultor Técnico