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sexta-feira, 27 de abril de 2012

SÃO PAULO TERÁ AS 1ªs ESCOLAS DE BICICLETAS (CICLISTAS) DO MUNDO


Localizadas nos 45 CEUs da cidade, as Escolas de Bicicleta são o centro de um programa de educação e sustentabilidade envolvendo inicialmente 4,6 mil alunos que darão suas pedaladas em bicicletas de bambu, que nunca circularam no Brasil. Os participantes também receberão lições sobre legislação, normas e regras de trânsito na cidade.



Neste sábado (31/3), tem início o programa Escolas de Bicicleta. A cidade de São Paulo terá as primeiras escolas de formação de ciclistas urbanos, em um formato inédito no mundo. O evento será no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis (Zona Sul) e tem início às 9h, com um passeio ciclístico de seis quilômetros, pelas ruas do bairro.

Localizadas nos 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade e no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, as Escolas de Bicicleta são o centro de um programa de educação e sustentabilidade, criado pela Secretaria Municipal de Educação, envolvendo inicialmente 4,6 mil alunos que darão suas pedaladas em bicicletas de bambu, que nunca circularam no Brasil.

“É um programa que vai muito além de ensinar as crianças a andar de bicicleta, é um projeto pensado a partir da ideia e da necessidade da sustentabilidade”, afirma o secretário municipal de Educação. “Nós trabalhamos com políticas públicas para formar crianças que façam escolhas sustentáveis.”

Até o fim de 2012, cada Escola de Bicicleta terá 100 alunos ciclistas, entre 12 e 14 anos, que farão diariamente o trajeto casa-CEU-casa em comboios de 15 a 25 estudantes. Dentro da escola eles terão paraciclos para o estacionamento das bikes e monitores treinados pela Secretaria, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pelo Instituto Parada Vital, para ensinarem desde noções de equilíbrio até regras de trânsito e manutenção das bicicletas. Ultrapassados os muros da escola, os alunos ganham juntos as ruas do bairro, em ciclo-rotas criadas por uma equipe do CEU e aprovadas pela CET.

Para pôr no asfalto essa ideia, a Secretaria Municipal de Educação teve como consultor o dinamarquês, especialista em mobilidade urbana, Mikael Colville-Andersen, que criou o conceito Copenhagenize, uma proposta para inspirar as cidades de todo o mundo a se tornarem amigas dos ciclistas, como é a capital da Dinamarca, onde 37% da população (500 mil pessoas) usa a bicicleta como meio de transporte todos os dias. Segundo Mikael, com este novo programa, as crianças e jovens criarão a “cultura da bicicleta emergente”, ou seja, as bicicletas são um símbolo daquilo que se deseja para a cidade. “Não é uma questão de tirar todos os carros da rua, mas de promover o retorno das bicicletas, pela saúde das crianças, para transformar as comunidades em lugares melhores para se viver.” Para ele, “o programa vai inspirar muitas cidades ao redor do mundo”.






Preparando um ciclista

A Secretaria Municipal de Educação, o Instituto Parada Vital e a CET formularam uma metodologia conjunta para treinar e capacitar monitores que atuarão diretamente com os alunos nos CEUs. Serão 92 monitores ao todo, sendo dois por unidade. Além de conhecimentos sobre legislação, normas e regras de trânsito na cidade de São Paulo, os monitores terão curso de primeiros socorros, aprenderão sobre a mecânica das bikes e estarão capacitados a ensinar o aluno a pedalar, ter equilíbrio, autonomia com as mãos, entre outros aspectos cognitivos.

O caderno de um aluno de uma Escola de Bicicleta terá lições sobre legislação de trânsito, transporte sustentável, estilos e modalidades de bicicleta, oficina de mecânica e montagem de bicicleta, história e cultura da bicicleta, educação ambiental, e até orientações sobre liderança e mediação de conflitos. Terminadas as anotações é hora de subir na bike e treinar equilíbrio, postura e resistência. Até mesmo a criança que nunca andou de bicicleta poderá se tornar um aluno ciclista.



Os principais critérios para a escolha dos jovens são: ser aluno da escola de Ensino Fundamental do CEU; ter entre 12 e 14 anos; morar no entorno da ciclo-rota indicada; ter o consentimento dos pais. Ao final de um mês de aula, cada aluno receberá um diploma, entregue na presença dos pais, para que possa, a partir daí, fazer o trajeto diário casa-CEU-casa de bicicleta com seus amigos.



Segundo o coordenador-geral do programa, Daniel Guth, a segurança será garantida pelos monitores, pelas ruas tranquilas, onde o compartilhamento já é natural, pelo apoio da CET e pela conscientização de toda comunidade. “O comboio tem esse papel educativo que é diário: você tem uma bicicleta que é de bambu, colete, capacete, monitor, crianças juntas; na primeira semana o bairro todo já sabe daquilo e passa a respeitar.” E completa: “Copenhague não é São Paulo, mas São Paulo pode ser cada vez mais Copenhague”.

Bicicletas de Bambu

As bicicletas do programa são customizadas e inéditas no país. Os quadros feitos de bambu foram criados pelo designer brasileiro Flávio Deslandes, que inventou a primeira bicicleta de bambu em 1995 e hoje desenvolve seus projetos na Dinamarca. No Brasil, elas circularão por São Paulo com os alunos das Escolas de Bicicleta. Além das bikes, serão entregues capacetes, iluminação, colete refletivo, bagageiro e alforje, buzina, espelho retrovisor e cadeado para cada aluno. A Secretaria Municipal de Educação investiu R$ 3,1 milhões na implantação do programa e para a manutenção será destinado R$ 1,4 milhão por ano. 

Outra aula de sustentabilidade motivará toda a comunidade escolar: a gincana ecológica de coleta e reciclagem de garrafas PET. Diariamente, os alunos e os pais poderão levar garrafas PET para descartar em contêineres. Uma vez por mês este material será triturado, pesado e retirado do CEU para sua correta destinação. A cada pesagem, 20 bicicletas serão entregues para o CEU que arrecadou a maior quantidade de PETs. Ao todo, quatro CEUs receberão 20 bicicletas a mais, por meio da gincana, além das 100 previstas pelo programa.

Serviço

Lançamento Escolas de Bicicleta
Data: sábado, 31 de março
Hora: 8h (início da concentração para o passeio e retirada de kit); 9h (saída do passeio); 11h30 (Baile do Simonal – Max de Castro e Simoninha)
Local: Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis
Endereço: Estrada das Lágrimas, 2.385


Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=49091

CLOSE CAPTION: Legendas na sua TV

Closed caption: saiba como funcionam as legendas automáticas nas TVs




Ana Ikeda
Do UOL, em São Paulo



legenda mostra o diálogo entre as personagens.jpg
o Closed caption mostra os diálogos e sons do ambiente
Na sala de espera do hospital, na padaria, no bar ou restaurante: você bate o olho na televisão e lá estão aquelas legendas automáticas – por vezes sem pé nem cabeça – mostrando o que é falado no programa exibido naquele momento. É o recurso “closed caption” ou legenda oculta. Como elas vão parar lá? Quem faz esses textos? Por que lemos tantos erros? Veja a seguir essas dúvidas e outras curiosidades respondidas:

Como as legendas são feitas?
Os textos são criados especialmente para pessoas com deficiência auditiva, então têm de descrever, além das falas, ruídos ou sons de plano de fundo. Tanto softwares especiais de reconhecimento de voz como “pessoas de carne e osso” podem transcrever esses textos.

estenótipo digital
Modelo de estenótipo digital comumente utilizado para transcrição de legendas de vídeos na TV. O aparelho envia o texto direto para o computador
Máquina: esse método é mais comum em programas gravados. O roteiro daquele filme ou episódio é usado para guiar o trabalho de quem faz a legenda. Quem legenda ouve o que é falado na cena e repete as frases devagar ao computador com software que reconhece voz. Além disso, o profissional insere as marcações de som (bater de palmas, risos, música de fundo). Cada hora de vídeo vira de 3 a 5 horas de trabalho para fazer o closed caption. Nos programas gravados, geralmente há revisão das legendas antes da digitalização.

Homem: esse método é mais comum em programas ao vivo. Um jornal, por exemplo, pode ser legendado de acordo com o fornecimento do texto do teleprompter (aparelho que mostra o que os apresentadores têm de narrar). Quando o repórter entra ao vivo, a legenda fica a cargo de um estenotipista (profissional que usa um estenótipo digital, máquina desenhada especialmente para a digitação rápida de palavras, com número reduzido de teclas, que envia as legendas direto ao computador). Muitas emissoras brasileiras utilizam essa técnica para programas gravados também. 

Por que encontramos tantos erros nas legendas ocultas?
Nem sempre o software transcreve corretamente as palavras ditas e também há dificuldade em registrar o que pessoas falam ao mesmo tempo. No caso do estenotipista, apesar de o profissional ser treinado para transcrever as frases corretamente, erros também podem ocorrer, dada a alta velocidade de digitação.
Mas só isso não explica tudo, diz Leonardo Coelho David, fundador da Closed Caption Brasil. “Isso ocorre porque no Brasil não há uma preocupação como nos Estados Unidos em produzir legendas de qualidade. As emissoras deveriam contratar especialistas no assunto e melhorar o padrão de qualidade. Não se respeita o direito das pessoas portadoras de deficiência auditiva”, reclama.

tela do site usado para inserir a legendagem
Site utilizado durante o processo de inserção das legendas ocultas em programas de TV
Como a legenda vai parar na televisão?
A imagem que vemos na televisão é composta por um grande número de linhas verticais e horizontais (um aparelho de alta definição, por exemplo, apresenta 1080 linhas). Na chamada “linha 21” é feita uma espécie de interrupção do sinal para a próxima linha (o termo técnico é “intervalo de apagamento vertical"), onde são inseridos os dados das legendas, que não aparecem de imediato na imagem, daí o nome “legenda oculta”. A informação fica contida no sinal enviado à TV até sua casa, basta acionar o botão do controle remoto (também existem aparelhos decodificadores de closed caption, menos comuns) para visualizá-las. 

Saiba outras curiosidades
Como surgiu?
A ideia de criar as legendas ocultas surgiu há cerca de trinta anos, nos Estados Unidos, explica David. “Naquela época, a intenção era auxiliar pessoas com deficiência auditiva a acompanharem os programas. Em 1976, a Comissão Federal de Comunicações regulamentou as transmissões com closed caption, que passaram a ser usadas em programas gravados. As legendas ocultas só chegariam a programas ao vivo em 1982, na transmissão da Cerimônia do Oscar.
Como veio parar no Brasil?
David conta que, no início dos anos 90, tentou oferecer a tecnologia de captura de legendas para uma grande emissora no Brasil, mas não houve interesse. Foi a partir de 1997 que o uso de legendas ocultas começou a crescer nas emissoras: naquele ano, o Jornal Nacional, da Rede Globo, passou a usar o recurso.
O closed caption é obrigatório no Brasil?
Ainda não. Em 2000, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) propôs um projeto de lei para obrigar emissoras de TV a incluírem as legendas ocultas na programação. O projeto seguiu para a Câmara dos Deputados, foi incluído em outras propostas de acessibilidade e, desde então, continua em tramitação junto ao PL 2.462, do deputado Ricardo Izar (PSD). Esse último projeto pede um cronograma de adoção de percentuais mínimos de programas com closed caption.
Dois C em maiúsculo e negrito são o símbolo do Closed Caption
Símbolo da ''Closed Caption'', também chamada de legenda oculta, é mostrado no vídeo para indicar a disponibilidade do recurso


As legendas servem apenas para deficientes auditivos?
Não, além das pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva (no Brasil, eles são 9,8 milhões, segundo dados do IBGE-2010), as legendas ocultas também ajudam, diz David, idosos, que sofrem a perda natural da capacidade auditiva com o avançar da idade; crianças em alfabetização; analfabetos em processo de aprendizado da língua.
Além dessas pessoas, já é comum encontrar televisores em locais públicos e barulhentos com o recurso ligado, como bares, restaurantes, salas de espera etc. 
Todas as TVs têm o recurso Closed Caption?
Atualmente, sim. Para terem a habilidade de mostrar as legendas, os televisores necessitam de um circuito eletrônico especial, que nos Estados Unidos desde os anos 90 é inserido nos aparelhos. Essa tecnologia acabou sendo repassada às fábricas no mundo.
Como as emissoras de televisão contratam esse serviço?
Segundo David, existem várias empresas no Brasil que oferecem o serviço de closed caption e, normalmente, essas companhias são ligadas a emissoras de TV e produtoras de vídeos.

I SEMINÁRIO DE SURDO E SURDEZ - CARAPICUIBA SP

I SEMINÁRIO DE SURDO E SURDEZ - CARAPICUIBA SP


No dia 28 de abril acontecerá, no Teatro Jorge Amado, o I Seminário Municipal Sobre o Surdo e a Surdez em Carapicuíba. O evento, que se inicia às 8 horas, é uma realização da Câmara Municipal de Carapicuíba, e tem o patrocínio da Empresa Educalibras e apoio da Associação de Surdos de Carapicuíba.

ntre os palestrantes do seminário estão profissionais, como a Prof.ª Elisabete Bernardi (USP), docente da Focus Educacional, a Prof.ª Dr.ª Cecília Moura (PUC-SP), docente na PUC, Prof. Alexandre Melendis (Rio Branco), docente do Centro Educacional para a Pessoa Surda Rio Branco, Jadson Nunes (graduando na PUC-SP), intérprete de libras na Câmara Municipal de Carapicuíba, a fonoaudióloga Rita Ramuno (PUC-SP), e a Prof.ª M.e Simone Spadofora (PUC- SP), coordenadora do Instituto Adhara.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

PANASONIC LANÇA LINHA DE TELEVISORES ADAPTADOS PARA CEGOS

Primeiro dispositivo que transforma texto em fala nos televisores chega às prateleiras do Reino Unido

da Redação
A Panasonic, fabricante de eletrônicos, colocou um dispositivo que transforma texto em fala em 30 de seus modelos de televisores, dispositivo esse que foi desenhado especificamente para ajudar usuários cegos e com baixa visão, fazendo com que sejam os primeiros aparelhos com tais características disponíveis no mercado britânico.

Depois de ativar a função texto para fala, ela estará disponível para uma grande variedade de tarefas nos televisores, tais como: dizer o número do canal e o nome de um programa ao mudar de canal, o horário que um programa começa e termina, e se recursos de acessibilidade como a audiodescrição estão disponíveis nesse ou naquele programa.

A assistência texto para fala é prestada em conexão a uma rede Wi-Fi através da televisão, e os usuários poderão também navegar por um guia eletrônico de programação de TV para ouvir a lista de programas, informações sobre horários e uma sinopse de cada programa.

Nigel Prankard, gerente do IPTV e do Centro de Soluções Digitais da Panasonic, disse que um custo menor de implementação da função texto para fala nos últimos tempos tinha permitido à empresa oferecer esse dispositivo.

"Se vocês nos pedissem para introduzir esse recurso em nossas televisões dois anos atrás, o custo extra teria sido significativo, mas com a expansão das atividades no mundo de TI, os custos de implementação da função texto para fala diminuiram, permitindo que nós colocássemos isso nos aparelhos de televisão sem repassar o custo para os consumidores", disse Prankard.

A Panasonic trabalhou com o Royal National Institute of Blind People para construir a função texto para fala, fazendo testes com os usuários com um protótipo, antes de recolher feedbacks e fazer melhorias no desenho do produto final.

Prankard disse que espera melhorar ainda mais a funcionalidade do dispositivo e acrescentar novos recursos se houver um feedback positivo sobre os modelos iniciais, possivelmente olhando para como o dispositivo texto para fala poderia trabalhar com TVs conectadas à Internet. "O consórcio W3C (World Wide Web Consortium) vem tentando estabelecer regras para acessibilidade na web; dessa forma nós precisamos, também, pensar em como as TVs podem se adequar a esses requisitos (acessibilidade na web), se nós dermos a elas toda a capacidade de ir para websites", ele disse.

TRATAMENTO DO CÂNCER E DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PODERÃO SER DEDUZIDOS NO IMPOSTO DE RENDA


Imirante
Brasília-DF, 05/04/2012

A medida integra o pacote de incentivo à indústria nacional, anunciado nesta semana pelo governo federal

Carolina Pimentel
Empresas e pessoas físicas poderão deduzir do Imposto de Renda (IR) doações ou patrocínio a instituições filantrópicas dedicadas ao tratamento de câncer e reabilitação de pessoas com deficiência. A medida integra o pacote de incentivo à indústria nacional, anunciado nesta semana pelo governo federal.

As doações e os patrocínios entram no cálculo do abate no imposto limitado a 6% para a pessoa física e 4% para empresas, conforme detalha a Medida Provisória (MP) 563, publicada hoje (4), no Diário Oficial da União. A MP cria os programas Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), que possibilitam as deduções. A dedução poderá ser feita na declaração do IR de 2013, que trará os dados financeiros dos contribuintes deste ano.

O contribuinte pode fazer a doação por meio de quantias em dinheiro, transferência de imóveis, cessão de equipamentos, pagamento de despesas de conservação e reparo de móveis, imóveis e equipamentos e fornecimento de remédios, alimentos e material de uso hospitalar.

Segundo o Ministério da Saúde, a ideia é captar recursos para ampliar a oferta de diagnóstico e tratamento de pessoas com câncer e aumentar o acesso à reabilitação e adaptação de pessoas com deficiência por meio do uso de órteses, próteses e outros meios de locomoção.